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EXPECTATIVAS ECONÔMICAS

As recomendações da OCDE para o Brasil superar a perda no PIB prevista para 2020

Organização divulgou relatório anual com projeções econômicas para o país
17/12/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima queda de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano com estimativas de um retorno de crescimento de 2,6% em 2021. 

O resultado é visto como positivo, já que o impacto da pandemia nas contas públicas é inevitável. Contudo, para a entidade internacional, medidas como o auxílio emergencial foram essenciais para que a contração não fosse bem maior. 

Esta é a oitava vez que a OCDE elabora um relatório direcionado ao Brasil. Ele foi apresentado em transmissão pela internet nessa quarta-feira (16) pelo secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.

“O Brasil foi atingido gravemente, resultando na perda de muitas vidas e em uma pressão significativa sobre o sistema de saúde. O setor informal abrange mais de 40% dos trabalhadores. O vírus teve um impacto significativo sobre esses grupos mais vulneráveis”, afirmou o porta-voz durante a reunião virtual. 

Segundo ele, a reação do governo no âmbito econômico foi rápida. Além da ajuda financeira paga diretamente aos informais e famílias de baixa renda, também foram importantes decisões como regimes de trabalho em horários reduzidos para trabalhadores formais, linhas de crédito adicionais para as pequenas empresas, afrouxamento da política monetária e medidas prudenciais.

Para 2021, a OCDE afirma que o país estará diante de um grande desafio: fazer com que a projeção de crescimento se concretize e seja ainda maior do que o esperado. Para isso, o órgão faz uma série de recomendações ao governo.

FISCAL

Gurría disse que o país vai ter que conseguir gastar melhor ao invés de gastar mais ano que vem. Espera-se acréscimo de 20 pontos percentuais do PIB na dívida pública bruta, que de acordo com as projeções, ficará ligeiramente acima de 100% do PIB em 2026.

O relatório tem recomendações de como os gastos públicos podem ser revistos sem afetar o crescimento, como uma revisão dos subsídios e isenções fiscais que respondem por 5% do PIB ou uma reforma administrativa, “já que o brasil gasta muito com o funcionalismo público em comparação com os padrões internacionais”, nas palavras do secretário-geral.

A questão é que essa medida depende atualmente do empenho do Congresso Nacional, onde o projeto está travado junto com a reforma tributária, outro elemento de suma importância para encarar os desafios, conforme a OCDE.

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