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AUMENTO

Aumento da gasolina impacta trabalhadores que dependem de automóveis

Gasolina aumentou 34% em 2021 e litro já é comercializado a R$ 5,26 no Estado
20/02/2021 11:34 - Rafaela Moreira


O constante aumento no preço da gasolina vem assustando os consumidores e pessoas que dependem de veículos para ter sua renda. Ontem (19), a Petrobras anunciou um novo reajuste de 10,2% no preço da gasolina e de 15% no óleo diesel em suas refinarias, que já está valendo. 

Este é o quarto aumento anunciado para a gasolina, que já acumula alta de 34,8%, e o terceiro para o diesel, que subiu 27,5% em 2021. Os combustíveis ficam, respectivamente, R$ 0,23 e R$ 0,34 mais caros. 

O motorista de aplicativo, Walter Almeida, conta ter sentido o impacto dos diversos reajustes, ele utiliza o carro para trabalhar e roda cerca de 200km diariamente. 

“Estou trabalhando para pagar a gasolina. Como faço corridas em toda cidade, fico pesquisando qual posto de combustível está mais barato, mas os valores estão absurdos e influenciam diretamente o meu lucro no final do mês. Não tenho para onde correr, o carro não anda sem combustível”, destacou o motorista Walter.   

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O litro da gasolina passou a custar R$ 2,48 nas refinarias da estatal, e o diesel, R$ 2,58. Nas bombas dos postos de combustíveis, antes mesmo do reajuste, o preço praticado é mais do que o dobro do vendido às distribuidoras e chega a R$ 5,26 em Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Escolares do Estado (Sinte-MS), Rodrigo Aranda Armoa, devido aos excessivos aumentos do combustível, muitos pais estão optando por levar o filho até a escola.

“O que fica realmente difícil com esses aumentos excessivos, é fazer o repasse para os pais, se fecharmos o contrato, não temos tanta margem para mudanças, fica muito difícil acompanhar esses reajustes”, destacou.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, além do aumento da gasolina, muitos motoristas do transporte escolar enfrentam dificuldades neste período para obter renda, devido a baixa demanda de alunos com muitas escolas fechadas. 

“O custo do combustível é um grande vilão, eu tenho que fazer os repasses e com isso muitos pais estão optando por levar pessoalmente os filhos, a procura é bem menor. Atualmente estou transportando quatro crianças, no mesmo período do ano passado a média era de 35 alunos”.