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BC eleva a 5,8% estimativa de inflação deste ano

BC eleva a 5,8% estimativa de inflação deste ano

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O Banco Central elevou suas projeções para a inflação neste e no próximo ano e manteve a estimativa para o crescimento econômico em 2011, segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quarta-feira.

O documento apontou ainda que o cenário principal com que o BC trabalha contempla moderação no ritmo de recuperação da economia global e na dinâmica dos preços de commodities, mas o principal risco ainda advém do comportamento desses produtos.

"É plausível afirmar que, desde o último relatório, esse risco arrefeceu, embora a perspectiva para a evolução dos preços das commodities nos mercados internacionais, inclusive petróleo, ainda se apresente envolta em incerteza", ponderou.

Internamente, o BC avalia que o balanço de riscos mostra sinais mais favoráveis para o cenário prospectivo de inflação, "em ambiente de moderação, em ritmo ainda incerto, da atividade econômica".

A perspectiva para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano passou de 5,6 para 5,8 por cento, enquanto o de 2012 foi de 4,6 para 4,8 por cento.
O prognóstico para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 permaneceu em 4 por cento.

O BC projeta que a inflação estará em 4,4 por cento nos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2013, último período de previsões do relatório.

O relatório também repetiu a observação de que o ajuste das condições monetárias no país deve ser feito por "período suficientemente prolongado".

Pelo cenário de referência do BC, a probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta em 2011 é de 22 por cento. Para 2012, essa probabilidade está em torno de 14 por cento.
A meta central deste e do próximo ano é de inflação de 4,5 por cento, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais. A meta de 2013 será anunciada nesta quinta-feira e a indicação é de que seja a mesma.

Apesar do aumento das projeções, o BC ainda contempla inflação mais branda que o mercado. Pelo último relatório Focus, divulgado no início desta semana, a expectativa dos agentes financeiros é de que o IPCA encerre este ano com alta de 6,16 por cento e 2012 em 5,15 por cento.

Mercado

Produção nacional de aço bruto cresce 0,4% em 1 ano e soma 2,7 milhões de t em janeiro

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 1,9 milhão de toneladas, valor 1,4% superior na comparação anual

23/02/2024 18h00

As vendas internas atingiram 1,6 milhão de toneladas, avanço de 1,5%. Foto: Internet

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O Instituto Aço Brasil informa que a produção nacional de aço bruto somou 2,7 milhões de toneladas em janeiro de 2024, o que representa um aumento de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em igual período, as vendas internas atingiram 1,6 milhão de toneladas, avanço de 1,5%.

A produção de laminados em janeiro foi de 2 milhões de toneladas, valor 8% superior ante o mesmo período de 2022. No mesmo intervalo, a produção de semiacabados somou 721 mil toneladas, o que representa uma retração de 16,2%.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 1,9 milhão de toneladas, valor 1,4% superior na comparação anual.

As exportações no período somaram 967 mil toneladas, o que representa uma alta de 1,8% ante o mesmo mês de 2022. Considerando igual intervalo, os ganhos com as vendas para o mercado externo totalizaram US$ 695 milhões, valor 11,2% menor para o setor.

As importações, por sua vez, foram de 367 mil toneladas em janeiro, uma queda de 2,9% ante o registrado no mesmo período do ano passado. Em valores, as importações somaram US$ 406 milhões, recuo de 17,3% no mesmo intervalo de comparação.

A taxa de penetração dos produtos importados, segundo o Instituto Aço Brasil, foi de 17,6% em janeiro, queda de 0,1 ponto porcentual ante o mesmo mês de 2023.

Combustível

Petrobras reservará unidades dedicadas à produção de SAF por maior valor agregado, diz diretor

O plano estratégico da Petrobras até 2028 prevê investimento de US$ 1,5 bilhão em negócios de biorefino, sem contar pesquisa e desenvolvimento

23/02/2024 17h00

A futura capacidade de 34 mil bpd vai representar até 30% do mercado atual brasileiro. Andre Ribeiro/ Agência Petrobras

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O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, disse nesta sexta-feira, 23, que a estatal vai reservar as unidades dedicadas de produção de combustíveis renováveis para a produção de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês)

A estratégia se deve ao fato de o produto ter valor agregado superior ao de outros produtos, como o diesel R, que, por ora, vai seguir sendo produzido majoritariamente em unidades de coprocessamento de óleos vegetal e fóssil.

O diretor da Petrobras fez os comentários em seminário sobre biocombustíveis organizado pela Universidade Columbia, no Rio de Janeiro, em evento paralelo à agenda do G20 na cidade.

Tolmasquim detalhou que a unidade totalmente dedicada à produção de BioQAV na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), terá capacidade para produzir 15 mil barris por dia (bpd) do produto, enquanto a unidade a ser ativada no Polo Gaslub, no Rio de Janeiro, vai produzir 19 mil bpd.

Somada, a futura capacidade de 34 mil bpd vai representar até 30% do mercado atual brasileiro, volume, portanto, "relevante" nas palavras de Tolmasquim.

Ele lembrou que o plano estratégico da Petrobras até 2028 prevê investimento de US$ 1,5 bilhão em negócios de biorefino, sem contar pesquisa e desenvolvimento, que contam com recursos em separado.

O diretor da Petrobras afirmou que o biorefino segue como um dos principais focos da Petrobras em sua busca pela descarbonização de seus negócios, ao lado dos investimentos em novos combustíveis (Hidrogênio Verde e Amônia Verde) e geração de energia renovável (solar e eólica onshore e offshore).

Segundo o executivo, um dos principais focos da Petrobras em biocombustíveis de última geração tem a ver com as metas futuras de descarbonização obrigatórias nos mercados de aviação e de navegação - para o qual a Petrobras pretende fornecer metanol verde.

"Não tem oferta de combustível verde no mundo para isso. Trata-se de um grande mercado aberto. Existe um mercado e não tem oferta. Quem chegar tem um mercado totalmente disponível, o sonho de qualquer empresa", diz Tolmasquim sobre os mercados de combustíveis renováveis para os setores de aviação e navegação.

Sem oferecer maiores detalhes, ele disse ainda que a Petrobras tem memorandos de entendimento com empresa europeia de navegação para o fornecimento de metanol verde e um outro, com empresa asiática, para cooperação na produção de amônia verde.

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