Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

NEGÓCIO DE BILHÕES

Boeing desiste de fusão com a Embraer, diz revista

Prazo de desistência terminava nesta sexta
25/04/2020 00:15 - Da Redação


O plano da Boeing de adquirir o negócio de jatos regionais da Embraer no Brasil foi cancelado. ,Jornal Financial Times havia antecipado, nesta quinta-feira (23), que o negócio estava sob risco. Os dois lados discutiram as condições associadas à união de bilhões de dólares poucas horas antes do prazo que dá a cada uma das companhias o direito de desistir do acordo.

 

De acordo com o cronograma da operação, assinado em janeiro, as duas companhias tinham até a meia-noite de ontem para fecharem a posição. Pessoas próximas à negociação afirmaram ao FT que um anúncio deve ser feito no fim de semana. Segundo a Revista Veja a Boeing desistiu do acordo bilionário devido a crise vivenciada pela empresa americana com o 737 MAX, agravada pela atual pandemia de coronavírus e pressões políticas.

Ao Financial Times, o analista do Merrill Lynch do Bank of America, Ron Epstein, disse que se trata de "uma questão de liquidez". "A Boeing está em posição de gastar US$ 4,2 bilhões em uma aquisição, considerando o que está acontecendo no mercado mais amplo da aviação comercial?", questionou.

Procuradas, Embraer e Boeing afirmaram que não iriam comentar. Em comunicado divulgado nesta semana, a Embraer reconheceu que a data limite para conclusão da parceria estratégica estava em discussão.

O acordo já vinha sendo motivo de desconfiança no mercado. De um lado, a Boeing está mergulhada em uma crise por causa de dois acidentes com o 737-Max que deixaram centenas de mortos. Já a Embraer teve uma forte queda no seu valor de mercado diante da crise do coronavírus.

Além disso, a Comissão Europeia, único órgão que ainda precisa aprovar o acordo, apontou o dia 7 de agosto como data final para se posicionar acerca do negócio. A operação já passou pelo crivo de 9 reguladores. No lado brasileiro, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a liberação saiu em janeiro deste ano.

Os termos e condições aprovados em 17 de dezembro de 2018 definiram a criação de uma joint venture (Boeing Brasil Commercial) contemplando ativos do segmento de Aviação Comercial da Embraer e serviços relacionados (segmento de Serviços & Suporte) com 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer. Em 10 de janeiro de 2019, o governo brasileiro informou que não exerceria seu direito de veto no negócio das duas empresas.

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...