Economia

Economia

A+ A-

Bolsa brasileira tem o segundo pior desempenho do mundo no ano

Bolsa brasileira tem o segundo pior desempenho do mundo no ano

Continue lendo...

O índice de ações brasileiro, o Ibovespa, tem este ano a segunda pior performance entre as principais bolsas do mundo. Só perde para o mercado que enfrenta a pior crise dos últimos meses, o da Grécia. Em 2011, até o fechamento desta quarta-feira, o Ibovespa caiu 9,72%. O indicador Athex, de Atenas, mostra perda de 10,48%. Entre os BRICs, a Índia tem a segunda pior queda, de 8,7%. Já Rússia sobe 1,04% e China está praticamente estável, a 0,09% de alta.

No mundo desenvolvido, as demais bolsas da Europa também operam com ganhos, à exceção de Portugal, que perde 6,09%. Sobem Espanha, Paris, Frankfurt e Londres (veja gráfico). Estados Unidos também apontam valorização.

Para especialistas, vários motivos contribuem para deixar a Bolsa brasileira na lanterna dos rendimentos com ações no mundo. Inflação e juros em alta, preocupações com crescimento menor da economia, forte peso das commodities no Ibovespa e até mesmo sua liquidez maior, em relação a outros emergentes, estão entre os principais.

“Bolsa não gosta de desaceleração econômica e juro em alta”, resume José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. Quando a economia não cresce o esperado, as empresas tendem a lucrar menos, o que afeta o preço das ações. Já uma taxa de juros em alta provoca transferência de investimentos da renda variável para a fixa. “Em dezembro, já tínhamos avisado aos clientes para não entrar na Bolsa, pois seria um ano ruim para as ações.”

O forte peso das commodities no índice também pesa em 2011. “Os preços das matérias-primas sobem num contexto de baixo crescimento dos países desenvolvidos. Esse fato, somado aos receios de que a China esteja superaquecida, contribui para gerar expectativas de queda nas cotações das commodities, o que afeta Petrobras e Vale”, diz Reginaldo Alexandre, presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais em São Paulo (Apimec).

Petrobras e Vale ainda sofreram com problemas específicos, lembra Gonçalves. A empresa de petróleo ficou mais pesada em Bolsa após a oferta de ações para captar recursos para o pré-sal. Na operação, o mercado ficou inundado de papéis da estatal, o que contribui para baixar seu preço. Vale, por sua vez, sofreu com rumores sobre sua sucessão.

Alexandre diz ainda que a Bovespa paga agora o preço do próprio sucesso. Ao se tornar um mercado atrativo nos anos anteriores, a bolsa atraiu muitos investidores, o que fez seu giro financeiro crescer bastante. Essa movimentação alçou o Brasil ao posto de mercado emergente mais líquido. A movimentação é positiva, mas também significa que, com mais dinheiro para negociar, é mais fácil para um aplicador entrar e sair da Bovespa do que da Russia.

“Em determinado momento deste ano, houve uma migração dos emergentes para os Estados Unidos, quando a economia norte-americana dava sinais de recuperação”, relembra. À época, o Brasil sentiu mais, pois era justamente o que tinha mais gordura para queimar.

Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Continue Lendo...

O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

Balanço

Planejamento: Resultado do PIB corroborou melhoria gradativa de expectativas ao longo do ano

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022

01/03/2024 17h00

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. Agência Brasil

Continue Lendo...

O resultado do PIB em 2023, que registrou avanço de 2,9%, corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano, de acordo com o boletim Indicadores Econômicos divulgado nesta sexta-feira, 1º, pelo Ministério do Planejamento.

"O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo", disse a Pasta.

A nota destaca que o desempenho de 2023 é o terceiro ano de crescimento consecutivo após a pandemia da covid-19. " Em 2024, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% (o chamado carrego estatístico)", diz o boletim.

A Pasta mencionou a alta de 15,1% da agropecuária, diante do crescimento da produção em várias culturas e ganhos de produtividade no setor, com avanço em várias culturas e ganhos de produtividade.

"Na ótica da demanda, chama a atenção a elevação do Consumo das Famílias (3,1%) - diante da elevação na massa salarial real, arrefecimento da inflação e programas governamentais de transferência de renda, do Consumo do Governo (1,7%) e das Exportações (9,1%)", descreve.

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. A taxa de investimento, em relação ao PIB, foi de 16,5% ante 17,8% em 2022 Já a taxa de poupança, que financia o investimento, foi de 15,4% em 2023 ante 15,8% em 2022.

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).