Economia

MERCADO-FINANCEIRO

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Bolsa tem leve alta após duas quedas seguidas; dólar cai

No câmbio, o dólar registrou queda de 0,39%, fechando o dia cotado a R$ 4,954

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A Bolsa brasileira registrou leve alta de 0,12% nesta sexta-feira (1°), fechando o dia aos 129.129 pontos, numa sessão de tímida recuperação após duas sessões consecutivas de desempenho negativo.

As principais altas do dia foram de Petrobras e Gerdau, que foram as únicas entre as cinco mais negociadas da sessão a registrar desempenho negativo. Enquanto a estatal se recupera de fortes quedas na semana, a siderúrgica se beneficia nesta sexta pela data limite para investidores receberem dividendos da companhia.

Na ponta negativa, a Vale, empresa de maior peso no Ibovespa, registrou leve recuo, acompanhando a fraqueza do minério de ferro no exterior. Nesta semana, a mineradora sofreu críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foram vistas internamente como uma ameaça do chefe do executivo para recuperar poder.

Nesta sexta, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a economia brasileira fechou o ano de 2023 com crescimento acumulado de 2,9%, levemente abaixo da variação de 2022 e da mediana das expectativas do mercado financeiro, ambas de 3%.

"O Ibovespa hoje está numa lateralização no zero a zero, e muito por conta do resultado do PIB [Produto Interno Bruto]. O dado veio em linha, o que de certa forma foi muito bom, porém o noticiário corporativo de empresas fez o mercado perder um pouco de fôlego, até destoando um pouco dos mercados lá fora, já que Nasdaq, S&P 500 sobem, assim como o petróleo", diz Dierson Richetti, sócio da GT Capital.

Já Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, afirma que o mês de março começou tímido, mas o cenário é positivo para o Ibovespa ao longo do ano.


"As expectativas de crescimento estão melhores, e isso deveria sustentar o humor dos investidores, especialmente com a queda da inflação. É um contexto que deveria ser promissor para ativos de risco", diz Spiess.

No câmbio, o dólar registrou queda de 0,39%, fechando o dia cotado a R$ 4,954, após a divulgação de dados fracos do setor industrial dos EUA elevar as apostas de que o Federal Reserve pode cortar os juros em junho.

No início da sessão o dólar demonstrou certa volatilidade, oscilando ora em queda, ora em leve alta, sem que houvesse catalisadores no Brasil ou no exterior para movimentos mais intensos.

Isso mudou às 12h, quando foi divulgada uma série de dados nos Estados Unidos.


O principal deles foi o PMI industrial medido pelo Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), que caiu de 49,1 em janeiro para 47,8 em fevereiro. Foi o 16º mês consecutivo em que o PMI permaneceu abaixo de 50, o que indica contração no setor industrial. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam um PMI de 49,5 em fevereiro.

No mesmo horário do PMI, o Departamento de Comércio dos EUA informou que os gastos com construção caíram 0,2% em janeiro, ante expectativa de alta de 0,2%. Já o índice de confiança do consumidor norte-americano, da Universidade de Michigan, atingiu 76,9 em fevereiro, abaixo dos 79,6 esperados.

Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os chamados "treasuries", se firmaram em queda, com investidores avaliando que o espaço para que o Fed corte juros em junho aumentou. Em paralelo, o dólar perdeu força ante várias divisas em todo o mundo, incluindo o real.

Para Cristiane Quartaroli, economista do Ouribank, a queda do dólar também está relacionada ao resultado do PIB.

"A gente ainda está com um nível de câmbio elevado, está difícil de ver essa taxa cair mais. Mas Foi um resultado [do PIB] positivo, que sustenta a expectativa de manutenção do ciclo de redução da Selic daqui para frente", afirma Quartaroli.

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ABERTURA DE MERCADO

MS quintuplica a capacidade de exportação de carne para a China

Potencial passa de 467 mil cabeças de gado para 2,3 milhões anuais; o presidente Lula vem à Campo Grande hoje para acompanhar o envio da primeira remessa da planta da JBS para o país asiático

12/04/2024 08h30

Foto: Arquivo / Correio do Estado

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A capacidade de abate de carne bovina que pode ser enviado para a China quintuplicou em Mato Grosso do Sul com a ampliação do número de frigoríficos habilitados a exportarem para o país asiático.

A capacidade passou de 11% para 57%, em números, o Estado tinha potencial de abater 467 mil cabeças de gado por ano para enviar aos chineses, e passa a um volume de 2,3 milhões anuais. 

Durante coletiva de imprensa, realizada ontem e transmitida pelos canais oficiais do governo federal, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, afirmou que a ampliação das exportações sul-mato-grossenses motivaram a vinda do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Campo Grande hoje. 

“Mato Grosso do Sul antes tinha, do seu rebanho e dos seus frigorificos “sifados”, 11% de capacidade do abate para ser exportado para a China. Isso [porcentual] está passando para 57%. Isso é um incremento gigantesco nas possibilidades de exportação do MS, e por isso também ele foi o Estado que mais cresceu. Acho que por isso da escolha da gente ir para o Mato Grosso do Sul, fazer esse ato e vai gerar com certeza muitas divisas e mudar o perfil da pecuária no Estado”, afimou Perosa. 

Para ressaltar a importância dessa ampliação das exportações de carne para a China, o presidente Lula acompanha, nesta sexta-feira, a finalização do primeiro lote para embarque de carne para o país asiático a partir das plantas recém-habilitadas.

A carne será despachada a partir da unidade da JBS localizada na saída para Sidrolândia (MS). O evento será a partir das 10h (horário local) e o presidente estará acompanhado do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet.

O Estado foi o que mais se beneficiou das novas habilitações entre todas as unidades da federação.

“Desde o início de 2023, estamos dedicando todas as forças para trazer os maiores resultados para o Brasil, que tem cultura majoritariamente exportadora. Esse resultado, inequivocamente, gera desenvolvimento e renda para o nosso País. Nós vivemos um momento ímpar e único”, afirma secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart.

As duas unidades da JBS de Campo Grande, junto a Marfrig em Bataguassu, a Boibras em São Gabriel do Oeste, e a JBS de Naviraí, são algumas das 38 habilitadas pela China em 12 de março.

Entre elas, 24 são de processamento de bovinos, oito de frangos, além de um de termoprocessamento e cinco entrepostos. Antes da lista recente, o Brasil tinha 106 plantas habilitadas para a China, e passou a ter 144.

A expectativa é de que as novas habilitações incrementem R$ 10 bilhões na balança comercial brasileira ao longo de um ano.

“O mercado chinês é importante, porque é um mercado que tem muita demanda por alimento. O Brasil vem em uma busca frenetica pela abertura de novos mercados. No ano passado nós tivemos 78 novas aberturas, neste ano conseguimos mais mercados, chegando a uma marca de 105 acumulados do ano passado até este ano. Estamos em tratativa em um acordo do Mercosul com a União Europeia, além de outras negociações feitas mundo afora”, acrescentou Perosa.

EXPORTAÇÕES

Conforme adiantou o Correio do Estado na edição de 10 de abril, Mato Grosso do Sul registra aumento de 10% nas exportações de carne no primeiro trimestre do ano. Conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abeic), o Estado apresentou movimentação financeira de US$ 263 milhões com a exportação da proteína no três primeiros meses do ano.

Ainda de acordo com a Abeic, o cenário é resultado de 58,564 mil toneladas de carnes e derivados bovinos com origem local enviados para fora do País. O que resultou em um aumento de 10,73%, uma vez que de janeiro a março do ano passado foram 52,890 mil toneladas exportadas, ou seja, 5,674 mil toneladas a mais.

Em termos financeiros, houve um aumento de 10,63% na comparação com 2023, quando foram negociados US$ 238 milhões, ou seja, incremento de US$ 25 milhões. 

“Este movimento de aumento nas exportações de carne bovina vem na esteira de uma competitividade mais forte dos nossos produtos no mercado internacional”, analisa o economista do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), Staney Barbosa Melo.

Melo ainda pontua, que o Estado tem os preços fortemente competitivos, tanto em termos de proteína animal como de grãos, isto porque houve boas safras e um momento do ciclo pecuário que evidencia uma maior oferta de animais prontos para o abate.

“Com preços mais baixos e oferta excedente, há este incentivo maior para as exportações que estamos vendo, o que é uma notícia positiva para o setor como um todo, diante das dificuldades que o agronegócio enfrenta, pois exportações mais aceleradas contribuem para escoar parte da produção excedente e equilibrar os preços internos no médio e longo prazo”, explica.

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Economia

Varejo surpreende com alta em fevereiro e bate recorde na série do IBGE

Avanço de 1% veio bem acima das projeções de analistas do mercado financeiro

11/04/2024 21h00

Reprodução: Rovena Rosa/Arquivo Agência Brasil

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O volume de vendas do varejo continuou em alta no Brasil ao registrar crescimento de 1% em fevereiro, na comparação com janeiro, indicam dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o resultado, o setor renovou o recorde de uma série histórica iniciada em 2000. A máxima anterior havia sido alcançada em outubro de 2020, segundo o IBGE.

O avanço de 1% veio bem acima das projeções de analistas do mercado financeiro. A expectativa era de queda de 1%, de acordo com pesquisa da agência Reuters.

O recorde ocorreu mesmo com a perda de fôlego ante janeiro, quando o volume de vendas subiu 2,8%. O setor havia registrado pelo menos dois meses consecutivos de crescimento pela última vez em 2022, conforme os critérios do IBGE.

À época, houve uma sequência de três avanços em agosto (0,5%), setembro (0,7%) e outubro (0,6%). No ano passado, o setor até chegou a registrar duas taxas positivas em sequência em março (1,1%) e abril (0,1%), mas a segunda é considerada próxima da estabilidade.

Analistas apontam que o comércio varejista tende a se beneficiar em 2024 de fatores como mercado de trabalho aquecido, trégua da inflação e redução da taxa básica de juros (Selic), que ainda está em patamar de dois dígitos (10,75% ao ano).

Segundo o IBGE, 6 das 8 atividades investigadas na pesquisa avançaram em fevereiro. Os destaques foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,8%). A dupla exerceu as principais influências no resultado total.

Por outro lado, houve taxas negativas em 2 dos 8 grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes (-2,7%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%).

"Observa-se uma mudança de foco de consumo nos últimos meses que passa de um cenário de orçamento mais restrito, concentrado em produtos básicos, para um momento com mais espaço para que haja consumo de outros tipos de produtos", afirmou Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE.

"Tal cenário tem relação com o aumento do crédito, em virtude da diminuição da taxa básica de juros, assim como crescimento da massa de rendimento real e da população ocupada", acrescentou.

O economista Rafael Perez, da Suno Research, também destaca essa mudança no padrão de consumo das famílias. Em 2023, os brasileiros se concentraram na compra de produtos básicos devido à queda dos preços dos alimentos, segundo Perez.
Já em 2024 os dados refletem fatores como aumento da renda das famílias, melhora do crédito e queda da inadimplência, avalia o economista.

"O segmento de varejo continuará sendo impulsionado pelo cenário doméstico mais favorável para o consumo, tendo em vista o mercado de trabalho aquecido e o ciclo de cortes da Selic", diz.

"Esse contexto de atividade econômica mais aquecida neste início do ano corrobora nosso cenário de um avanço mais forte do PIB no primeiro trimestre", acrescenta.

Na comparação com fevereiro de 2023, o comércio varejista subiu 8,2%, o nono avanço seguido, disse o IBGE. O acumulado de 2024 é de alta de 6,1%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses registrou crescimento de 2,3%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas aumentou 1,2% em fevereiro, na comparação com janeiro. O setor ampliado ainda está 0,8% abaixo do recorde da série, verificado em agosto de 2012.

"Olhando à frente, para 2024, nossa perspectiva é que um mercado de trabalho aquecido, a regra de valorização do salário mínimo e a inflação comportada devam contrabalançar um juro real ainda elevado. Projetamos uma alta de 1,4% para o varejo ampliado neste ano", afirmou o economista Igor Cadilhac, do PicPay.

Segundo a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, os dados divulgados até aqui sugerem uma atividade econômica mais forte do que as expectativas.

Ela diz que há um viés de alta para a projeção de crescimento do PIB em 2024 —por ora, o banco prevê elevação de 2,4%.

"Na nossa visão, o cenário de crescimento acima do que consideramos ser o potencial da economia brasileira dificulta a continuidade da desaceleração da inflação. Por esse motivo, há chance de a autoridade monetária [Banco Central] não chegar a uma taxa terminal de juros de 9,25%, que é a nossa atual projeção para a Selic de 2024", pondera Moreno.
 

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