Economia

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Bovespa fecha em alta de 0,35% e dólar sobe

Bovespa fecha em alta de 0,35% e dólar sobe

Redação

27/03/2010 - 04h36
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A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve jornada instável ontem. As ações valorizaram-se logo após o início das operações, mas no meio da tarde, as ordens de venda predominaram, levando a Bolsa para terreno negativo, com destaque para os papéis da Petrobras. Perto do encerramento, porém, o mercado ganhou fôlego novo. Na pauta dos agentes de mercado, Grécia e EUA praticamente monopolizaram as atenções. O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 0,35% no fechamento, batendo os 68.682 pontos. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em alta modesta de 0,08%. Somente as ações da Petrobras representaram mais de R$ 1,2 bilhão dos R$ 5,7 bilhões movimentados ontem na Bolsa. A ação preferencial (R$ 978 milhões em negócios) desvalorizou-se 1,98%, numa reação dos investidores à declaração do gerente de Relações com Investidores da Petrobras, Alexandre Quintão. Durante conferência com analistas, no Rio, o executivo afirmou que se o Congresso não aprovar a operação para capitalizar a companhia, a saída não será aumentar a dívida, mas sim, reduzir o plano de investimentos ou lançar ações na Bolsa, provavelmente montante entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões. “A gente trabalha com capitalização com cessão onerosa. Ela é extremamente necessária para o ano de 2010, para o Plano de Negócios de US$ 200 bilhões a US$ 220 bilhões. E se não tiver isso, vai ter que ajustar de algum lado. Ou você ajusta via capitalização (oferta de ações preferenciais na Bolsa) ou ajusta via redução de investimentos”, disse Quintão. “O mercado não gostou nada disso. Primeiro, reduzir investimentos é sempre visto como algo muito ruim. Depois, se a captação (via Bolsa) for mesmo entre US$ 15 bilhões ou US$ 20 bilhões, vai ter impacto na base dos minoritários. Ele (o minoritário) já vai perder dinheiro, e se o acionista não tiver capital para comprar um bom pedaço dessas (novas) ações, vai ter sua participação diluída”, comenta Erick Scott, analista da SWL Corretora. O dólar comercia l foi vendido por R$ 1,830, em acréscimo de 0,99% sobre a cotação de anteontem. A taxa de risco-país marca 183 pontos.

PANORAMA AGRÍCOLA

Chuvas irregulares geram incertezas em produtores de soja em Mato Grosso do Sul

Enquanto o sul enfrenta excesso de chuva e risco sanitário, regiões afetadas pela seca veem recuperação do potencial produtivo

17/01/2026 08h40

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica volumes consideráveis de chuva no início deste ano, criando um cenário de contrastes para o produtor rural em Mato Grosso do Sul. De acordo com Éder Comunello, pesquisador em agrometeorologia da Embrapa Agropecuária Oeste, as irregularidades podem prejudicar algumas regiões do Estado.

“A distribuição das chuvas e, por consequência, do deficit hídrico tem sido extremamente desigual, deixando o estado ‘dividido pelo clima’”, avalia.

Ainda de acordo com o pesquisador, dependendo da região e da propriedade, isso pode ser má ou boa notícia para o produtor, o que inclusive pode afetar a produtividade da colheita. “No extremo-sul, a abundância de água acende o sinal de alerta”, avisa o pesquisador.

“Municípios como Mundo Novo e Sete Quedas registraram acumulados [de chuva] expressivos, superando 70 milímetros em uma semana. Para os produtores desta região, a chuva pode trazer uma ‘dor de cabeça’ logística e sanitária: o excesso de umidade em lavouras prontas para a colheita favorece a abertura de vagens e pode impulsionar casos de ferrugem asiática. O solo encharcado dificulta o trânsito de máquinas, prejudicando pulverizações de controle e a própria colheita”, alerta.

O engenheiro-agrônomo Ângelo Ximenes reforça o lado bom das chuvas constantes, principalmente, neste início de ano.

“Neste ano completam 42 safras que eu acompanho. Eu vejo, igual a este ano, falando do sul de Mato Grosso do Sul, ali, na região de fronteira, Dourados, Caarapó, Laguna, Maracaju, indo mais para a divisa com São Paulo também, as precipitações que ocorreram foram muito satisfatórias.

Está não só chovendo um volume bom, como está chovendo no momento adequado. Então, nós temos uma previsão de uma safra muito boa, acreditamos que vai ser uma das melhores médias que já tivemos nas últimas décadas, podemos dizer”, explica.

Na mesma linha, Comunello também acrescenta que, apesar dos riscos sanitários, a avaliação técnica do centro do Estado é também positiva.

“Como a maioria das lavouras se encontra na fase de enchimento de grãos [estádio fenológico de alta demanda hídrica], a chuva é, na média, mais benéfica do que prejudicial neste momento. A água chega para mitigar o deficit de dezembro, garantindo o peso do grão da soja. Além disso, a manutenção da umidade agora assegura a recarga da reserva hídrica no solo, condição fundamental para o estabelecimento do milho safrinha”, declara.

SECA

Na outra ponta do mapa, a realidade é oposta. “A região norte, que enfrentou seca severa no desenvolvimento inicial da soja, recebe as chuvas de janeiro como uma boa notícia. Para as lavouras tardias e atrasadas pelo clima seco de dezembro, a água agora é essencial para encher os grãos e recuperar o potencial produtivo”, explica o agrometeorologista.

“A Grande Dourados e a região central do Estado vivem o desafio de administrar essas duas realidades simultaneamente. Marcada pela irregularidade das chamadas ‘chuvas de manga’, em que as precipitações podem ser muito diferentes mesmo entre propriedades vizinhas, a região sente os efeitos mistos do clima”, detalha. 

Além da preocupação com a chuva e a ferrugem, ainda elenca que é necessária atenção à baixa luminosidade, com os vários dias de céu encoberto.

“A planta precisa de muita energia solar para realizar fotossíntese e transferir peso para os grãos. Dias nublados consecutivos reduzem a taxa fotossintética, o que pode levar a diversos distúrbios fisiológicos. Nesse contexto, o impacto mais importante é o menor enchimento dos grãos, o que pode resultar em redução da produtividade final mesmo em lavouras visualmente sadias”, acrescenta Comunello.

“Diante desse quadro, a recomendação é de monitoramento contínuo e agilidade operacional. O produtor deve manter atenção redobrada à necessidade de tratos culturais, priorizando o controle fitossanitário nos intervalos de tempo firme para conter o avanço de doenças. Já para as áreas prontas, a estratégia é não hesitar: é fundamental aproveitar cada janela de estiagem para avançar com a colheita, mitigando perdas de qualidade por excesso de umidade e garantindo o calendário da safra seguinte”, sugere.

PREVISÃO

De acordo com o prognóstico agroclimático para o período de janeiro, fevereiro e março deste ano, divulgado no Boletim Agrometeorológico do Inmet, na Região Centro-Oeste, haverá volumes de chuva próximos ou acima da média em todo o estado de Mato Grosso do Sul.

As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, podendo ficar até 1,0°C acima da média histórica, especialmente no Estado, onde devem ocorrer os maiores registros.

A projeção para 2025/2026 é de uma nova supersafra de soja - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A previsão de armazenamento hídrico do solo indica níveis de umidade superiores a 60% em grande parte da Região Centro-Oeste ao longo do trimestre. Conforme o prognóstico, essa elevação poderá resultar em condições de excesso hídrico.

Nessas áreas, o excesso de água pode ocasionar encharcamento do solo, dificultar operações de manejo e favorecer a ocorrência de doenças, além de afetar o desenvolvimento radicular das culturas.

Por outro lado, o documento também indica que a regularização das chuvas deverá assegurar disponibilidade hídrica adequada, favorecendo o enchimento de grãos das culturas de verão e a consolidação das pastagens, com impactos positivos sobre os sistemas produtivos agrícolas e pecuários da região.

Conforme o Boletim Casa Rural, divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em todas as regiões, a maioria das lavouras apresenta boas condições. A projeção para a safra 2025/2026 é de produção de 15,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,8 sacas por hectare.

O volume estimado representaria um incremento de 2% em relação ao ciclo anterior. Também conforme a nota técnica, a área destinada ao cultivo de soja segue em expansão, com crescimento de 6% em relação à safra passada, totalizando 4,8 milhões de hectares.

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LOTERIA

Resultado da Super Sete de ontem, concurso 799, sexta-feira (16/01): veja o rateio

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

17/01/2026 08h19

Foto: Super Sete

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 799 da Super Sete na noite desta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 950 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 1 aposta ganhadora, R$ 21.716,51
  • 5 acertos - 33 apostas ganhadoras, R$ 940,10
  • 4 acertos - 387 apostas ganhadoras, R$ 80,16
  • 3 acertos - 3.982 apostas ganhadoras, R$ 6,00

Confira o resultado da Super Sete de ontem!

Os números da Super Sete 799 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 9
  • Coluna 2: 6
  • Coluna 3: 0
  • Coluna 4: 4
  • Coluna 5: 7
  • Coluna 6: 1
  • Coluna 7: 8

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 800

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 19 de janeiro, a partir das 20 horas, pelo concurso 800. O valor da premiação está estimado em R$ 1 milhão.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 2,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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