Economia

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Brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

Brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

Agência Brasil

22/07/2012 - 14h40
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Um estudo inédito, que, pela primeira vez, chegou a valores depositados nas chamadas contasoffshore sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.

O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais. Henry estima que, desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a "riqueza offshore não registrada" para fins de tributação.

A riqueza privada offshore representa "um enorme buraco negro na economia mundial", disse o autor do estudo. Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como o México, a Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.

MS DAY

Estado prospectou R$ 30 bilhões em investimentos nos EUA

Após semana em Nova York, Riedel volta com R$ 3 bilhões em investimentos e encaminhamento de outros R$ 27 bilhões

21/05/2024 08h30

Governador Eduardo Riedel no evento MS Day, em Nova Iorque (EUA)

Governador Eduardo Riedel no evento MS Day, em Nova Iorque (EUA) Foto: Divulgação

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), voltou de Nova York, nos Estados Unidos, animado com a receptividade dos projetos estratégicos de Mato Grosso do Sul para investidores não apenas norte-americanos, mas de todo o mundo.

Pelo menos R$ 30 bilhões em novos investimentos estão no radar do governador: R$ 3 bilhões de indústrias que já confirmaram seus novos empreendimentos, e mais R$ 27 bilhões em parcerias estratégicas, que incluem rodovias, o complexo de parques em Campo Grande e a rede hospitalar (leia mais nesta edição).

O setor de logística mereceu um dia especial durante a semana repleta de eventos composta pelo road show de Mato Grosso do Sul no exterior, o MS Day, além de eventos da Lide e promovidos pelo governo brasileiro durante a Semana do Brasil em Nova York.

Somente para o projeto que prevê a concessão conjunta das rodovias BR-262, no trecho entre Campo Grande e Três Lagoas; BR-267, no trecho Bataguassu - Nova Alvorada do Sul; e MS-040/MS-338, de Campo Grande a Bataguassu, o Estado precisa captar pelo menos R$ 5,5 bilhões para investir na estrutura das estradas (Capex) e aproximadamente o mesmo valor para investimentos operacionais (Opex) no período da concessão.

O objetivo do governador Eduardo Riedel é confirmar a delegação das rodovias ao governo do Estado pela União em breve para levar a concessão a leilão na B3, a bolsa de valores brasileira, ainda no segundo semestre deste ano.

“Essas são rodovias em que nós temos de avançar. E é importante estarmos no centro econômico e financeiro do mundo, que é Nova York, porque Mato Grosso do Sul entra no radar dessa turma que está lá. Se a gente não vai, podemos perder a oportunidade de atrair R$ 27 bilhões para um pipeline (fluxo de investimentos, no jargão do mercado) que estão no radar para o próximo ano e meio”, explicou Eduardo Riedel.

Parques

No caso dos parques, a expectativa é que a modelagem seja concluída ainda neste ano, para que o complexo de parques estaduais de Campo Grande vá a leilão no primeiro semestre do próximo ano.

O plano do governo de Mato Grosso do Sul é conceder para a iniciativa privada o Parque das Nações Indígenas, o Parque Estadual do Prosa, e juntamente no pacote, equipamentos importantes como o Aquário do Pantanal.

A somatória dos investimentos necessários para as rodovias, os parques e para a rede hospitalar de Mato Grosso do Sul, que prevê pelo menos 900 leitos, é de pelo menos R$ 27 bilhões.

Captações

O governo de Mato Grosso do Sul também captou R$ 3 bilhões em investimentos. O menor deles é o único já anunciado: uma fábrica de colágeno orgânico em Terenos. Os outros são na área de bioenergia, uma indústria de papel (subproduto da celulose) e de proteína animal.

Malha Oeste

Apesar de ser estratégica para Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste deve continuar sob administração do governo federal.

O acordo que está encaminhado é para que a Rumo revitalize o trecho entre Campo Grande e Três Lagoas, conectando-o às malhas Norte/Paulista em Aparecida do Taboado.

A concessão viria em um investimento conjunto da Suzano e da Eldorado. Na outra ponta da Malha Oeste, em Corumbá, a J&F Mineração tem interesse em revitalizar o trecho entre Porto Esperança e Corumbá.

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PRODUÇÃO FLORESTAL

Paraguai receberá U$4 bilhões para projetos de eucalipto e celulose

Primeira mega planta de celulose tem previsão de gerar milhares de empregos na região

20/05/2024 20h00

Paraguai receberá R$4 bilhões para projetos de eucalipto e celulose

Paraguai receberá R$4 bilhões para projetos de eucalipto e celulose Divulgação/CNA

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Paraguai está avançando com o objetivo de se tornar um líder global na produção florestal sustentável, aproveitando seu extenso território como recurso vital para ingressar nesse setor.

Dados oficiais indicam que 45% do território paraguaio possui um potencial significativo para a produção florestal, abrindo novas oportunidades econômicas para o país.

O Grupo Zapag, conhecido por sua atuação no esporte e por liderar a diretoria do clube Cerro Porteño, decidiu investir fortemente no setor de papel.

A empresa planeja injetar US$ 4 bilhões na produção de eucalipto, em parceria com um consórcio estrangeiro. Este empreendimento é a Paracel - primeira mega planta de celulose no Paraguai, que gerará milhares de empregos na região.

A iniciativa será realizada em colaboração com a companhia sueco-belga Girindus Investments, e a previsão é que as operações comecem em 2027.

Segundo os diretores da Paracel, a base florestal necessária para o projeto já está assegurada, com mais de 103 mil hectares de plantações de eucalipto disponíveis. A planta projetada terá uma capacidade de produção estimada em 1,8 milhão de toneladas anuais de celulose.

Impacto Econômico e Sustentabilidade

Este projeto representará um marco pioneiro para o Paraguai e refletirá a confiança no futuro do setor florestal do país.

Além de promover a sustentabilidade, a nova planta de celulose ainda abrirá as portas para uma nova atividade econômica, consolidando o Paraguai no cenário internacional da produção florestal sustentável.

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