Economia

CADASTRO

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Caloteiro vai pagar mais caro pelas dívidas

Caloteiro vai pagar mais caro pelas dívidas

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Empresas, bancos, associações de defesa do consumidor e até políticos se envolveram em uma polêmica por causa do consumidor nesta semana. O Senado aprovou uma medida para modificar a forma como são feitos os cadastros de consumidores inadimplentes, os caloteiros, pelas empresas de análise de crédito do país. A ideia é beneficiar quem paga em dia e penalizar aquele que atrasa.

Acontece que o chamado cadastro positivo não vai funcionar de forma tão simplista. Isso porque, no mercado, há todo o tipo de consumidor: do que paga em dia e merece benefícios, até o que nunca paga e dá calote em todo mundo. No meio do caminho, há quem tenha atrasado contas por causa de problemas maiores, mas que, no fundo, tentam manter as contas em dia.

Para Juliana Cantanhêde, gerente de contas estratégicas da empresa de análise de crédito Zip Code, o cadastro vai ajudar as empresas a perceber que nem sempre quem tem restrição no nome é um mau pagador. Ela afirma que, mesmo quem eventualmente atrasou uma conta ou deu calote em uma prestação, poderá conseguir crédito se tiver um bom histórico.

- Muitas empresas têm feito um trabalho mesmo com quem não paga. O fato de você ser um devedor, não significa que você não possa ser um cliente. Se você tiver um perfil de compromisso com o pagamento cobrindo a inadimplência, você poderá ter crédito.

O cadastro positivo formará um banco de dados unificado sobre os clientes, com histórico de financiamentos, créditos concedidos, contas pagas (incluindo as de água, luz e telefone), entre outras informações para o mercado. Essa lista vai poder circular pelas empresas de análise de crédito e pelos bancos – diferentemente do que ocorre com o atual método, o cadastro negativo.

Hoje, cada empresa tem a sua (a Serasa, o SCPC, a ZipCode, entre outras), e a lista é feita somente a partir dos dados ruins das contas dos consumidores. 

Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

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O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

Balanço

Planejamento: Resultado do PIB corroborou melhoria gradativa de expectativas ao longo do ano

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022

01/03/2024 17h00

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. Agência Brasil

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O resultado do PIB em 2023, que registrou avanço de 2,9%, corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano, de acordo com o boletim Indicadores Econômicos divulgado nesta sexta-feira, 1º, pelo Ministério do Planejamento.

"O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo", disse a Pasta.

A nota destaca que o desempenho de 2023 é o terceiro ano de crescimento consecutivo após a pandemia da covid-19. " Em 2024, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% (o chamado carrego estatístico)", diz o boletim.

A Pasta mencionou a alta de 15,1% da agropecuária, diante do crescimento da produção em várias culturas e ganhos de produtividade no setor, com avanço em várias culturas e ganhos de produtividade.

"Na ótica da demanda, chama a atenção a elevação do Consumo das Famílias (3,1%) - diante da elevação na massa salarial real, arrefecimento da inflação e programas governamentais de transferência de renda, do Consumo do Governo (1,7%) e das Exportações (9,1%)", descreve.

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. A taxa de investimento, em relação ao PIB, foi de 16,5% ante 17,8% em 2022 Já a taxa de poupança, que financia o investimento, foi de 15,4% em 2023 ante 15,8% em 2022.

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022.

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