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CAMPO GRANDE

Cesta básica apresenta alta no mês, mas acumula a maior queda no ano entre as capitais

Apesar da retração, o kit de alimentos da Capital é o nono mais caro do Brasil
08/04/2021 13:26 - Glaucea Vaccari


A cesta básica comercializada em Campo Grande ficou 0,26% mais cara em março, na comparação com o mês anterior.

No entanto, nos três primeiros meses deste ano, o kit de 13 alimentos que compõe a cesta acumula queda de -4,07%, sendo a maior retração entre as capitais do País.

É o que aponta levantamento divulgado hoje (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).  

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Em março, a cesta custou ao campo-grandense o valor de R$ 552,99, R$ 1,41 a mais do que em fevereiro, quando o preço registrado foi de R$ 551,58.

Das 17 capitais pesquisadas, apenas cinco registraram alta no valor da cesta básica no mês passado, sendo Campo Grande a quinta entre elas, atrás de Aracaju (5,13%), Natal (2,83%), Curitiba (0,77%) e Belém (0,55%).

Conforme a pesquisa, a batata, que no mês anterior havia tido redução expressiva de -28,94%, foi o item que mais registrou aumento em março, de 20,20%.

O tubérculo fechou o mês de março com preço médio de R$ 3,63 o quilo.

Uma das explicações para a oscilação, segundo o Dieese, é a redução na oferta da batata, que estava elevada em fevereiro.

Também ficaram mais caros o tomate (3,91%), arroz agulhinha (3,46%), carne bovina (2,26%), açúcar cristal(1,16%), leite integral (1,11%), óleo de soja (0,50%).

Com exceção do leite, os demais itens vinham de redução dos preços.

Já a banana foi o produto com a queda mais expressiva no preço, de -9,84%, comercializado ao preço médio de R$ 7,84.

Outros itens que ficaram mais baratos ao consumidor no mês foram a manteiga (-3,89%), farinha de trigo (-0,61%), feijão carioquinha (-3,89%) e pão francês (-1,75%).

Para comprar o conjunto de alimentos que compõe a cesta, trabalhador precisou comprometer 54,35% do salário mínimo, que é de R$ 1.100,00, aumento de 0,14% em relação à fevereiro.

Um trabalhador que recebe um salário mínimo precisa trabalhar 110 horas e 36 minutos por mês apenas para comprar uma cesta básica.

A cesta básica familiar, com itens que podem suprir uma família composta por quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, apresentou custo de R$ 1.658,97, R$ 4,23 mais cara que o mês anterior.

Apesar do aumento em março, no primeiro trimestre do ano, a cesta básica acumula retração de -4,07% em Campo Grande, sendo a maior queda entre as capitais do País.

Em 12 meses, ou seja, ao comparar o valor em março de 2020 e março de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos teve aumento de 16,53%.

A cesta básica da Capital é a 9ª mais cara entre as 17 capitais onde os preços são analisados.