Economia

CAMPO GRANDE

Cesta básica familiar tem reajuste de 1,17% em janeiro, aponta pesquisa

Cesta básica familiar tem reajuste de 1,17% em janeiro, aponta pesquisa

DA REDAÇÃO

07/02/2011 - 17h02
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O custo da Cesta Básica Familiar, que registrou em janeiro a importância de R$ 1.052,09, teve variação positiva de 1,17% em relação ao levantamento anterior, quando o valor chegou a R$ 1.039,94. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice é de 8,40%; e nos últimos seis meses, 7,46%. Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 24 apresentaram alta, 13 apresentaram queda de preço, e sete produtos mantiveram seu preço inalterado.

Os dados são do estudo mensal elaborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), que  leva em conta a Cesta Básica recomendada para uma família com cinco indivíduos, e composta por um painel fixo de produtos, que deve preencher as necessidades para higiene, limpeza e alimentação. São pesquisados 32 produtos de alimentação, cinco produtos de higiene pessoal e sete de limpeza doméstica, selecionados através de hábitos de consumo.

No grupo Alimentação, a pesquisa constatou a alta de 1,25% com os principais produtos em alta: tomate 22,40%; cenoura 17,72%; alface 11,17%; laranja 7,58%; mandioca 4,96%; cebola 4,65%; couve 3,58%; banana 2,17%; manteiga 2,03% e mamão 1,98%. Os produtos em queda foram: feijão 19,62%; carne 4,38%; margarina 2,67%; café 1,33%; macarrão 1,19%; leite 0,55%; batata 0,53%; e sal 0,51% Os produtos que não registraram alteração de preços foram: pão francês, pão doce, arroz, alho e queijo.

A safra da cenoura foi prejudicada com menor produtividade devido às chuvas ocorridas no período com menor abastecimento no mercado interno, aumentando seu preço 17,72%. Com o aumento do consumo da laranja devido ao calor e uma safra com menor oferta da fruta combinado com a dificuldade de transporte e colheita por causa das chuvas, o preço foi elevado em 7,58%.

Alguns estabelecimentos pesquisados no período colocaram os produtos em promoção, o que diminuiu o preço. Foram os casos da margarina (-2,67%) e do café (1,33%).

O grupo Higiene Pessoal registrou uma variação negativa de 2,50%. Os produtos que colaboraram para esta queda foram: lâmina de barbear (7,30%), absorvente (1,59%) e dentifrício (1,52%). O produto que registrou alta foi o papel higiênico, com 0,97%. Sabonete manteve seu preço inalterado.

No grupo Limpeza Doméstica, foi assinalada uma alta de 2,05%, destacando os seguintes produtos: sabão em pó, 4,18%; detergente, 4,17%; desinfetante, 3,09%; e esponja de aço, 2,24%. Dois produtos registraram queda: cera em pasta, 1,24% e água sanitária, 0,68%. Não foi registrada alteração de preço do sabão em barra.

Em termos do comparativo entre renda e despesa, houve um comprometimento de 38,97% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos (R$ 2.700,00), para atender uma família composta por cinco pessoas.


INDIVIDUAL
Já custo da Cesta Básica Alimentar Individual teve acréscimo de 0,77% em relação ao mês anterior, apresentando a importância de R$ 240,78. Em dezembro/2010 esse valor foi de R$ 238,93.

As variações acumuladas registraram percentuais positivos: 16,93% nos últimos 12 meses, e 11,82% nos últimos seis meses.

No mês de janeiro a pesquisa assinalou que dos 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, seis registraram alta: tomate 22,50%; alface 11,19%; laranja 7,52%; banana 2,19%; óleo 1,71% e açúcar 1,18%. Os produtos que acusaram queda de preço: feijão 19,59%; carne 4,38%; margarina 2,59%; sal 2,50%; macarrão 1,20%; leite 0,55% e batata 0,53%. Pão e arroz mantiveram os preços inalterados.

Os excessos das chuvas ocorridas no primeiro mês do ano prejudicaram as plantações, com perdas nas safras do tomate (22,50%), alface (11,19%) e banana (2,19%) ocasionando escassez dos produtos aumentando os preços.

Reduções

O estudo aponta que, com a boa safra do feijão, aumentou o volume ofertado no mercado interno ocasionando queda de preço de 19,59%.

Houve variação negativa também no custo da carne. As pastagens aumentaram no período devido às chuvas, o que favorece o boi gordo. Essa condição pressionou para a ocorrência de menores preços no período, equivalente 4,38%.

Semestral

Na avaliação do acumulado dos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram o açúcar, o óleo de soja, a laranja, a banana, a carne e o tomate. Batata e leite foram produtos que se destacaram em queda.

Loteria

Resultado da Mega Sena 2739 de hoje, quinta-feira (20/06); veja os números

Prêmio estava estimado em R$ 58 milhões; confira se você foi sortudo

20/06/2024 19h02

Confira o resultado da mega-sena

Confira o resultado da mega-sena

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A Caixa Econômica Federal sorteou as seis dezenas do concurso 2739 da Mega-Sena na noite desta quinta-feira (20), no Espaço da Sorte, em são Paulo.

O prêmio estava estimado em R$ 58 milhões.

Números sorteados no concurso 2739: Confira o resultado

  • 53 - 25 -19 - 45 - 47 - 37

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

O rateio, que é o número de acertadores e o valor que cada acertador irá receber, será divulgado em breve pela Caixa Econômica Federal.

Os sorteios são transmitidos ao vivo pelo canal do Youtube da Caixa.

Como jogar na Mega-Sena

Os sorteios da Mega-Sena são realizados três vezes por semana, às terças, quintas e aos sábados.

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas até as 18h (horário de MS) do dia do sorteio em lotéricas ou pela internet.

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você, pela modalidade surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos, chamada Teimosinha.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 5,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Premiação

Caso não haja acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta.

A quantidade de ganhadores da Mega-Sena e o rateio podem ser conferidos aqui.

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Economia

Dólar alcança R$ 5,46, maior valor no governo Lula após crítica ao Copom

Moeda americana subiu após novas declarações do presidente e com pressão externa

20/06/2024 19h00

Arquivo/Agência Brasil

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Apesar de ter começado o dia em queda firme, o dólar virou e fechou a sessão em alta de 0,35%, cotado a R$ 5,460, atingindo seu o maior valor nominal do atual governo Lula.

Mais cedo, a moeda americana havia chegado a R$ 5,385 na mínima do dia, em meio ao otimismo com a decisão unânime do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a Selic (taxa básica de juros) em 10,5% ao ano. Mas críticas do presidente da República ao colegiado do Banco Central e uma piora no ambiente externo fizeram a divisa subir.

Com o valor de fechamento desta quinta, o dólar marca seu maior patamar nominal desde 22 de julho de 2022, quando era cotado a R$ 5,499.

Na Bolsa, houve um movimento parecido: o Ibovespa começou o dia em forte alta e ultrapassou os 121.500 pontos na máxima, mas desacelerou e voltou ao patamar dos 120 mil. No fim, fechou em alta de 0,15%, aos 120.445 pontos.

Um cenário influenciado principalmente por declarações de Lula, que afirmou que a decisão do Copom atendeu a especuladores.

"A decisão do Banco Central foi investir no sistema financeiro, nos especuladores que ganham dinheiro com os juros. E nós queremos investir na produção", disse Lula, em entrevista à rádio Verdinha, de Fortaleza (CE).

O petista também questionou a independência da autarquia. "O presidente da República nunca se mete nas decisões do Copom ou do Banco Central. O [ex-presidente do BC Henrique] Meirelles tinha autonomia comigo tanto quanto tem esse rapaz de hoje. Só que o Meirelles eu tinha o poder de tirar, como o Fernando Henrique Cardoso tirou tantos, como outros presidentes tiraram tantos", disse Lula.

A decisão do Copom sobre a Selic, tomada de forma unânime, veio em linha com o esperado pelo mercado, que temia uma nova divisão entre os diretores sobre a política de juros. Em maio, as autoridades indicadas por Lula divergiram do restante do comitê, acendendo alertas sobre possíveis interferências políticas na instituição.

No início desta semana, críticas de Lula ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, aumentaram ainda mais a tensão. Mas decisão unânime havia feito com que as tensões diminuíssem.

"Depois dos ruídos causados na última reunião, dessa vez o colegiado chegou num consenso. Os nove diretores votaram de forma igual, e isso foi muito importante para reforçar que as decisões foram tomadas de forma técnica", afirma Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a própria equipe econômica do governo avaliou que a decisão foi acertada e crucial para evitar uma deterioração nas condições de mercado do país.

No cenário internacional, os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano, os chamados "treasuries", registraram alta nesta quinta, o que favorece a valorização do dólar e penaliza ativos de renda variável. Os índices americanos S&P 500 e Nasdaq, por exemplo, caminhavam para registrar uma sessão de queda.

Nesse cenário, o mercado teve uma abertura bastante positiva, mas o movimento minguou.
Em comunicado sobre a decisão de juros, o Copom afirmou que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por elevação das projeções de inflação demandam maior cautela.
O comitê afirmou também que se manterá "vigilante" e que "eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta".

Para Daniel Cunha, estrategista-chefe da BGC Liquidez, uma decisão equilibrada era fundamental para evitar efeitos negativos na economia.

"Caso tivesse sido mais hawkish [duro], o Copom poderia tornar o ambiente ainda mais propenso a acidentes nessa transição turbulenta. Assim como as reformas econômicas são as possíveis, não as desejadas, entendemos que o Copom teve êxito em entregar a melhor decisão possível", diz Cunha.

Já Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas, destaca que o comunicado indicou que a Selic deve ser mantida em 10,5% nas próximas reuniões.

"O Copom mostrou que cortes no curo prazo não estão no radar. Não quer dizer que vai parar para sempre, mas com esse cenário alternativo, a barra está muito alta tanto para subir como para reduzir os juros.", disse Carvalho.

Apesar do otimismo com o Copom, logo pela manhã ficou claro que o alívio nas cotações seria limitado, com a alta da moeda americana no exterior e as preocupações sobre o cenário fiscal brasileiro ainda sendo citados por profissionais de mercado.

"A saída de dólares do país segue forte e isso reflete na cotação da moeda e no volume de negociação do nosso mercado, que tem encolhido neste ano. Os investidores estrangeiros estão movendo seus recursos de risco para outros países emergentes que demonstram melhores perspectivas do que o Brasil", afirma Anderson Silva, sócio da GT Capital.
 

*Informações da Folhapress

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