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VALORIZAÇÃO

Com aumento de 39% nas vendas, mercado imobiliário do Estado vive “boom”

Caixa lançou novas medidas, como redução de juros, para incentivar o crescimento do setor
16/10/2020 08:00 - Súzan Benites


O crescimento do mercado imobiliário em Mato Grosso do Sul era estimado pelo setor já para o primeiro semestre de 2020. 

Com a pandemia da Covid-19, as novas expectativas eram de queda. Porém, o que houve foi o crescimento nas vendas e a ampliação da oferta, resultando em um novo “boom”. 

Segundo o Sindicato dos Corretores de Imóveis do MS (Sindimóveis-MS), de abril a setembro, foi registrado um aumento de 39% na comercialização de imóveis no Estado.  

A Caixa anunciou na quarta-feira (14) um novo pacote de ações para incentivar o setor. Entre elas, a redução das taxas do crédito imobiliário para pessoas físicas, com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). 

A linha de crédito indexada pela Taxa Referencial (TR) terá taxa mínima de TR + 6,25% e máxima de TR + 8%, (antes de 6,5% e 8,5%, respectivamente).  

As novas taxas passam a valer a partir do dia 22 de outubro para novos financiamentos. O banco estima conceder mais de R$ 14 bilhões em crédito imobiliário SBPE até o fim do ano.

Segundo o presidente do Sindimóveis, João Araújo Filho, toda redução dos juros movimenta o mercado . 

“Com a taxa Selic a 2% ao ano e agora com a nova redução da Caixa, temos um impulso na economia. Nos últimos seis meses, tivemos uma alta de 39% nas vendas em relação ao mesmo período no ano passado", disse Araújo Filho e considerou. 

"Com essas taxas de juros convidativas, esta é uma oportunidade para as pessoas que querem sair do aluguel, pois podem pagar uma parcela de financiamento com valor igual ao da locação, o preço é o melhor dos últimos dez anos”, afirmou.  

O Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi-MS) aponta aumento de 44% no número de financiamentos imobiliários no Estado. 

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“A Caixa é líder, com 70% dos financiamentos do mercado. Quando ela adota uma medida, os outros bancos também seguem a tendência. Da construção às vendas, o setor está ajudando o País a ter um impacto menos negativo na economia. Tivemos um aumento de 44% no número de contratos”, diz o presidente do Secovi-MS, Marcos Augusto Netto.

Boom imobiliário

A valorização do setor, ou o “boom imobiliário”, já é realidade, de acordo com os representantes do segmento. 

"O mercado já está aquecido, o boom já está acontecendo. A demanda é boa e as condições são melhores ainda. O setor já está andando, porque não parou de construir, de lançar empreendimentos, por isso tivemos esse aumento substancial nos contratos. O financiamento reajustado pela TR, por exemplo, está muito atrativo, porque a taxa está praticamente zero”, conclui Augusto Netto.  

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 14ª Região (Creci-MS), Eli Rodrigues, diz que a tendência para 2021 é de que haja movimentação no setor, puxada pelo interesse de mais investidores imobiliários.

 “A expectativa é de que o setor imobiliário cresça mais fortemente, se tornando um dos principais segmentos da economia, como nos últimos anos tem sido o agronegócio. O mercado imobiliário de forma paralela contribui com as ações de governo no que tange movimentar a economia, por ser parte de uma cadeia muito grande que engloba toda a construção civil”, diz.

Outras medidas

A Caixa também anunciou que vai prorrogar até o fim do ano a carência para início do pagamento das parcelas dos novos contratos.

 Na aquisição de imóveis novos, os clientes pessoas físicas poderão iniciar o pagamento do encargo mensal após seis meses da contratação. Nesse período, pagará seguros e taxa de administração do contrato.

A especialista em mercado imobiliário Yslanda Barros explica que o momento é favorável para fazer aquisição de imóveis.

 “O banco anunciou que não vai renovar a pausa de 180 dias no pagamento das parcelas. Mas há agora a opção de pagar parte da parcela, entre 50% e 70%, por até três meses ou de 75% do valor mensal por até seis meses”.  

Os imóveis usados também ganharam impulso nas vendas nos últimos meses. Conforme o presidente do Creci, a pandemia trouxe uma nova demanda: a procura de imóveis maiores e imóveis usados, por terem padrões de metros quadrados superiores aos novos.

 “O estímulo favorece também o consumidor, que não tem condições para a compra de imóveis novos por terem valores mais elevados. A extensão nas carências e nos pagamentos das prestações favorece ainda mais o mercado imobiliário”, ressaltou Rodrigues.

Feirão

A Caixa vai promover feiras habitacionais on-line por todo o País. De acordo com o presidente do Secovi-MS, Marcos Augusto Netto, em Mato Grosso do Sul, o feirão de imóveis deve ser realizado já no próximo mês.

 
 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...