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ECONOMIA

Com calor, vendas de ar-condicionado e ventiladores crescem na Capital

Profissionais que instalam e fazem manutenção dos produtos e de piscinas têm fila de espera
12/10/2020 09:42 - Carol Alencar Cozzatti, Súzan Benites


A onda de calor que tem afetado Campo Grande está sendo positiva para alguns setores. O ar-condicionado, por exemplo, tornou-se indispensável na vida de muitas famílias. Conforme pesquisa do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio-MS (IPF-MS), o aumento na intenção de consumo de bens como aparelho condicionador de ar e ventiladores cresceu 4,8% no mês passado.

Nas lojas especializadas, as vendas chegaram a triplicar este ano. “Aumentou bastante a saída de ar-condicionado, acredito que já triplicamos as vendas. As distribuidoras estão entregando normalmente, não acredito que vai faltar produto”, diz Ana Caroline Correia, funcionária da Termoclima. 

Levantamento da reportagem do Correio do Estado aponta que em Campo Grande, para adquirir um ar-condicionado, o investimento varia entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil para os modelos de 9 mil btus e 12 mil btus.

 Já para fazer a instalação os custos vão de R$ 200 a R$ 500. Enquanto a limpeza varia entre R$ 200 e R$ 300.

Os ventiladores são comercializados na Capital a partir de R$ 90 e chegam a R$ 600, conforme a marca, o tamanho e o modelo do produto.

MÃO DE OBRA

Outros serviços muitos solicitados são a instalação e a manutenção de ar-condicionado. Márcio José Angelozi, 37 anos, trabalha no ramo há três anos e diz que não consegue atender a demanda, que atualmente é muito alta. 

“Tive de recusar muitos clientes, porque já estou com a agenda lotada. Aumentou muito o trabalho. Para a semana que vem tenho agenda cheia”, ressalta Angelozi.

Trabalhando com instalação e limpeza do produto há mais de cinco anos, Denis Lincoln Ávalos Torres, 30 anos, diz que nunca viu a agenda tão lotada como tem ficado ultimamente e que a procura por instalação subiu 100%. 

“Eu estou tendo até fila de espera de clientes, porque a demanda está alta e nós não estamos tendo tempo de cobrir”, conta o técnico, que já chegou a perder cliente por falta de tempo.

Além da instalação, o técnico afirma que tem recebido pedidos de limpeza e manutenção do gás do aparelho. 

“O tempo de instalação de um ar-condicionado varia de uma hora a uma hora e meia, já a manutenção dura de 40 minutos a uma hora”, explica.

INTENÇÃO

Pesquisa realizada pelo IPF-MS, que mede a Intenção de Consumo das Famílias de Campo Grande (ICF), aponta aumento de 4,8% na intenção de consumo de bens duráveis, incluindo ar-condicionado e ventilador.

Segundo a economista do IPF-MS, Daniela Dias, no mês de setembro o índice ficou em 83,7 pontos, ainda na zona negativa, ou seja, abaixo de 100 pontos, mas já avançando ante agosto (82 pontos). 

“Percebemos que o nível atual de compras de produtos duráveis, o que inclui os eletrodomésticos citados, se manteve e que, no último mês, houve melhora das expectativas”, avalia a economista.

 

 

PISCINAS

De acordo com a Associação das Empresas e Profissionais de Piscinas, de janeiro a setembro, o aumento no comércio de piscinas de fibra foi de 35%. O aumento da procura pelas de plástico e infláveis foi ainda maior, 50%.

Os preços variam conforme o tipo de investimento. As piscinas de fibra, vinil ou alvenaria variam de R$ 18 mil a cerca de R$ 40 mil, já as de plástico têm um custo bem mais baixo, entre R$ 200 e R$ 300. Independentemente do investimento, a expectativa do segmento é a de que, até o fim do ano, o mercado se mantenha aquecido.

Outro setor que teve um aumento na procura é o de manutenção de piscinas. Adriano Alves Cancissu, 43 anos, trabalha na área há 24 anos e contou à reportagem do Correio do Estado que nas últimas semanas a procura pelos seus serviços multiplicou.

“O calor é bom para a nossa profissão. O último mês foi bem positivo, quase que não demos conta da demanda”, avalia.

Ele contou ainda que, neste período de intenso calor, chega a fazer manutenção nas piscinas de 20 a 25 residências por dia, por volta de 150 casas atendidas na semana.

 
 

Felpuda


Racha em entidade religiosa teve péssimas consequências eleitorais na disputa por vagas na Câmara Municipal de Campo Grande.

O quiproquó, também, digamos, com nuance familiar, provocou estragos da-que-les.

Aí, como consequências, fez com que quem está não conseguisse votos suficientes para permanecer em 2021-2024 e quem estava fora tentando retornar ficasse à beira do caminho. 

Como se vê...