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COMPETITIVIDADE

Com etanol comercializado próximo a R$ 3, vendas aumentaram 30% em Campo Grande

Litro do biocombustível varia entre o mínimo de R$ 2,98 e o máximo de R$ 3,24 na Capital
08/10/2020 08:30 - Súzan Benites


Com o aumento do preço da gasolina, os consumidores de Campo Grande já começaram a migrar para o etanol. 

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos (Sinpetro-MS), as vendas do biocombustível aumentaram 30% no mês passado. 

A mudança de comportamento do consumidor reflete a alta no combustível derivado de petróleo.  

Levantamento realizado pela reportagem do Correio do Estado constatou que o etanol é comercializado, em média, a R$ 3,09 na Capital. 

O litro do combustível foi do mínimo de R$ 2,98 ao máximo de R$ 3,24. Enquanto o preço médio da gasolina ficou em R$ 4,44.  

Considerando a pesquisa da reportagem, com a gasolina a R$ 4,45 e o etanol a R$ 3,09, a diferença entre os combustíveis chega a 69%, menor do que o máximo indicado de 70%. 

O biocombustível tem uma queima maior, sendo consumido mais rapidamente. 

Assim, com um litro de álcool, o motorista percorre uma quilometragem menor, se comparado à autonomia de um litro de gasolina. Por este motivo, o álcool precisa custar até 70% o valor da gasolina.

“Houve aumento em torno de 30% na comercialização do combustível. O etanol se mostra em franco crescimento de vendas, pois está compensando abastecer por causa do fator preço, abaixo da paridade dos 70%”, destacou o diretor do Sinpetro, Edson Lazarotto.  

Estado alterou imposto em fevereiro

Vários fatores influenciaram no aumento do consumo do biocombustível. Entre eles a mudança na alíquota que incide sobre os combustíveis de Mato Grosso do Sul. 

Em fevereiro deste ano, o governo do Estado alterou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina e o etanol. 

A alíquota sobre o etanol reduziu de 25% para 20%, enquanto a da gasolina aumentou de 25% para 30%.  

Na época, o governo do Estado alegou que queria incentivar o consumo do biocombustível, que é produzido em MS. 

O que só passou a ser possível em meados de setembro, quando o preço do etanol passou a compensar em Campo Grande.

A Associação de Produtores de Bioenergia de Mato grosso do Sul (Biosul) informou que o preço mais competitivo com relação a gasolina é um dos fatores para a recuperação nas vendas do biocombustível. 

Em agosto, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram consumidos 12,2 milhões de litros do biocombustível, volume 55,4% maior com relação ao mesmo mês em 2019, quando registrou 7,8 milhões de litros.

A Biosul diz que, ao consumir etanol, o sul-mato-grossense incentiva o crescimento da cadeia produtiva. 

“É muito bom que o consumidor possa ajudar a gerar emprego, a preservar o meio ambiente e, além disso, economizar dinheiro ao abastecer com o etanol”, contextualiza o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho.

Gasolina está mais cara

A equipe do Correio do Estado visitou 20 postos de combustíveis em Campo Grande nesta quarta-feira (7). O litro da gasolina variou entre o valor mínimo de R$ 4,35 e o máximo de R$ 4,59 – média de R$ 4,45.

De acordo com o diretor do Sinpetro-MS, o repasse pode ser referente aos últimos aumentos nos preços dos combustíveis nas refinarias. “Pode ter ocorrido que esse repasse tenha sido do último aumento, que, em virtude da concorrência e das quedas de vendas, não tenha sido repassado na época, como sempre frisamos, o mercado é de livre concorrência”, disse Lazarotto.

Há cerca de 20 dias, em 18 de setembro, a mesma pesquisa foi realizada pela reportagem e constatou preço médio de R$ 4,39, ou seja, R$ 0,06 a menos.

Em setembro, a Petrobras anunciou quatro reajustes seguidos nos combustíveis. Foram três cortes consecutivos de 3%, 5% e 5% no preço da gasolina vendida nas refinarias da estatal. E um aumento de 4%, que passou a valer no dia 23 de setembro. O diesel sofreu três quedas, de 6%, 5% e 5%, e nenhum aumento.

Ontem, o diesel comum era comercializado, em média, a R$ 3,53 – indo de R$ 3,39 a R$ 3,56. Enquanto o diesel S-10 foi de R$ 3,45 a R$ 3,59, média R$ 3,53 por litro.  

Estado tem combustíveis mais caros da região

Em Mato Grosso do Sul como um todo, o preço do etanol também é mais competitivo do que o da gasolina. 

Segundo o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), MS registrou a gasolina e o etanol mais caros da região Centro-Oeste em setembro. 

O biocombustível registra o maior preço desde fevereiro, enquanto o litro da gasolina é o mais caro da região desde abril. Em setembro, o preço médio do litro da gasolina em MS foi de R$ 4,73, e do etanol, R$ 3,31.

Conforme o levantamento, na região, o maior valor para a gasolina foi registrado em MS (R$ 4,73), na sequência vem Goiás, com média de R$ 4,62; em Mato Grosso, o litro é comercializado  a R$ 4,58; e no Distrito Federal a R$ 4,57. A pesquisa aponta ainda que o Estado teve o quarto combustível mais caro do País, atrás apenas do Acre, R$ 5,13, do Rio de Janeiro (R$ 4,92) e do Pará, onde a gasolina é vendida a R$ 4,74.

De acordo com a pesquisa, o litro do etanol caiu desde a mudança no ICMS. Em fevereiro, o litro custava R$ 3,79  no Estado, R$ 0,48 a mais do que o preço registrado em setembro (R$ 3,31).  

Considerando a pesquisa, com a gasolina a R$ 4,73 e o etanol a R$ 3,31, a diferença entre os combustíveis chega a 69%, menor do que o máximo indicado de 70%

 
 

Felpuda


Racha em entidade religiosa teve péssimas consequências eleitorais na disputa por vagas na Câmara Municipal de Campo Grande.

O quiproquó, também, digamos, com nuance familiar, provocou estragos da-que-les.

Aí, como consequências, fez com que quem está não conseguisse votos suficientes para permanecer em 2021-2024 e quem estava fora tentando retornar ficasse à beira do caminho. 

Como se vê...