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PANDEMIA

Vendas do comércio caíram pela metade

Orientação de economistas é consumir dos pequenos comerciantes
20/03/2020 08:30 - Súzan Benites


Ruas vazias, comércio parado e um clima de tensão e medo que assola a população de Mato Grosso do Sul. A pandemia do novo coronavírus já fez vítimas no Brasil e deixa a maioria das pessoas apreensiva. Pesquisa da Federação de Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS) já aponta que as vendas, de um modo geral, caíram em média 50%. Mas alguns segmentos registram de 70% a 90% de perdas com as mudanças de comportamento dos consumidores.

A economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio Daniela Dias explica que a repercussão, assim como os números, mudam diariamente. “Podemos dizer que a cada dia temos um cenário completamente diferente do outro acerca dos impactos no comércio. A gente tem estabelecimentos falando em quedas de 50% a 70%. São valores bastante representativos. Quando a gente fala especificamente de alimentação fora do domicílio, tem locais falando em quedas de até 90%. Tem segmentos, como o de beleza e eventos, que não têm mais receita no momento, parou completamente”, considera a economista.

De acordo com o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, os impactos na economia serão expressivos. “Além de óbitos em decorrência da doença, há também o risco de muitos negócios fecharem suas portas. Precisamos unir forças e criar estratégias para superar. Todos os governos terão que ter medidas em prol dos empresários, pois estamos enfrentando momentos de paralisação da atividade econômica e isso terá grande impacto na vida das pessoas”, destaca.

O setor supermercadista percebeu uma corrida para estocar alimentos. Durante esta quinta-feira, era possível encontrar grandes filas em redes atacadistas. “A gente percebeu uma corrida das pessoas aos supermercados com medo de acabarem os mantimentos. De acordo com a Associação dos Supermercados, não existe a possibilidade disso acontecer, mas eu devo dizer que as compras devem ser sensatas e conscientes, em meio a uma questão mais emergencial que possa acontecer. Esses mantimentos que forem comprados muito por uns faltarão para outros. Outro aspecto, que é o aumento da inflação: com o aumento da procura, temos a falta de alguns produtos, que consequentemente aumentam o preço. Além desse aspecto um pouco mais consciente, temos que lembrar que alguns produtos voltados à higiene, que os hospitais precisarão em maior escala”, reforçou Daniela Dias.

SOLUÇÕES

Em MS, 95% do potencial econômico é representado por micro, pequenos e médios negócios. São mais de 70 mil empresas nestas categorias, com atividades voltadas principalmente para o comércio e o setor de serviços. Em momentos de crise econômica, essas também são as primeiras a serem afetadas.

Entre as estratégias para sofrer menos com os impactos, a economista indica o delivery, além do aumento do consumo nos pequenos negócios para evitar que estes quebrem. “Tudo vai depender de qual estratégia esses empresários vão adotar. Tem alguns investindo em entregas, por exemplo – que não seja necessariamente de alimentos. É preciso fortalecer esses comércios menores, que têm mais dificuldade de sobrevivência no longo prazo diante de uma crise”, explicou Daniela. 

A Semagro alerta para a importância da manutenção dos pequenos negócios que, além de movimentarem a economia, são grandes responsáveis pela geração de empregos e renda às famílias. “Os pequenos negócios são essenciais para a economia do Estado e, principalmente, para a manutenção de muitas famílias. Diante da pandemia do coronavírus, queremos incentivar as pessoas a recorrer ao comércio do bairro. A tecnologia é uma aliada para os pedidos via WhatsApp, telefone ou redes sociais e pode auxiliar neste momento”, afirmou o secretário Jaime Verruck. 

HABITO

Dados levantados pelo IPF-MS apontam que os idosos não deixaram de consumir nas lojas físicas. Economista alerta que, como fazem parte do grupo de risco, eles devem evitar deslocamento desnecessário.

(Colaborou Daiany Albuquerque)

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.