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DIA DOS PAIS

Comércio deve movimentar 20% menos que no ano passado

Apesar de queda, projeção mostra que empresários podem faturar mais que em outras datas anteriores
15/07/2020 18:18 - Fábio Oruê, Súzan Benites


Dia dos pais em 2020 deve movimentar menos que a data no ano passado, segundo previsão do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio (IPF/MS) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/MS).

O resultado mostra que, em um cenário que leva em conta as restrições sociais e de locomoção por conta do coronavírus, a data pode movimentar R$ 130,96 milhões, 20% a menos que no ano anterior, em que a projeção foi de R$ 163,70 milhões. 

Os pesquisadores também projetaram um cenário pós-pandemia e detectaram que as vendas conseguiriam chegar ao montante de R$ 140,63 milhões.

“Temos uma perspectiva menos pior na comparação com as datas comemorativas anteriores, ainda temos uma projeção de queda em relação ao ano de 2019, no entanto a proporção de queda está inferior”, disse a economista da Federação do Comércio do Estado do Mato Grosso do Sul (Fecomércio), Daniela Dias.

Conforme divulgou a pesquisa, os entrevistados afirmaram que vão dar preferência para artigos do vestuário (27%), mas esta edição mostra o crescimento percentual na compra de artigos de cosmético (perfume, loção pós-barba) - 15% - e de relógios (12%). 

O contingente de pessoas que ainda não sabem o que vão comprar é de 18%. “Conceder facilidades para pagamento à vista com benefícios, atendimento ao cliente e adoção de medidas sanitárias têm muito peso na hora do cliente escolher a loja”, afirmou Daniela.

A opinião é compartilhada com a economista do Sebrae, Vanessa Schmidt, que destaca a importância da experiência do cliente como uma das formas de atrair e converter em vendas. “É necessário que o cliente se sinta em segurança e confortável com a biossegurança oferecida pelo lojista, para que isso o estimule a ficar mais tempo e a conhecer o mix de produtos, fazendo a melhor escolha”.

A pesquisa detectou a forte tendência de comprar nas lojas físicas (74%), que, para a economista do Sebrae, Vanessa Schmidt, serve de alerta para o comerciante que atendimento é ponto importante para a tomada de decisão desse cliente. 

“Capacitar sua equipe para que ele entenda o perfil do público, suas necessidades e que ofereça várias opções tanto de produto quanto de preço, é fundamental para contribuir com a experiência desse cliente”, recomendou ela. 

De acordo com a pesquisa, 49% dos entrevistados pretendem comprar algum presente, representando uma movimentação financeira de R$ 79,02 milhões, 12% a menos que no ano anterior. 

A média, por presente, é de R$ 124,59. As comemorações da data serão feitas por 38% dos participantes da pesquisa, o que poderá contribuir para um faturamento de R$ 51,94 milhões, 30% a menos que em 2019. A média de gastos está estipulada em R$ 102,60.

Os dados mostram que, no cenário pós-pandemia, os gastos com presente teriam uma pequena alteração (R$ 77 milhões para a economia porque 48% pretendiam comprar presentes, a um valor médio de R$ 127,56), mas de certa forma uma priorização pelas comemorações frente a compra de presente. 

“O que percebemos é a vontade de comemorar: seriam injetados R$ 62,87 milhões no setor, porque 40% pretenderiam festejar a data, com um consumo médio de R$ 124,21. Esses números revelam a vontade do sul-mato-grossense se reunir junto aos seus, e celebrar as datas comemorativas. Observa-se com isso, que o apelo emocional advindo, principalmente, do isolamento/distanciamento social, tem interferido nas tendências de consumo e de comemorações”, asseverou Daniela.

Para o público que prefere consumidor na modalidade online, a economista do Sebrae recomenda: apostar na divulgação prévia do mix de produtos ou serviços, mostrar os bastidores da loja, como forma de assegurar os cuidados que são tomados pelo lojista com relação a higiene e cuidados com a biossegurança. 

“Tão importante quanto todo o resto, é investir numa boa equipe de entrega do produto, para que o processo todo de compra seja uma experiência que o motive a retornar”, sugeriu Vanessa.

A pesquisa foi realizada por telefone com 1.693 pessoas entre os dias 22 de junho e 5 de julho nas cidades de Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ladário, Bonito, Coxim, Três Lagoas e Ponta Porã.

 
 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.