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IMPACTOS

Comércio sente queda de 85% nas vendas devido a pandemia

Pesquisa aponta que pior cenário é enfrentado na venda de roupas, calçados e acessórios
09/05/2020 09:18 - Súzan Benites


Levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS) e Sebrae aponta que as vendas do comércio caíram, em média, 85%. O estudo aponta que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) afetou de forma diferente os negócios de Mato Grosso do Sul. 

As empresas de Mato Grosso do Sul já mensuram os primeiros impactos da crise, a queda nas vendas e na prestação de serviços foi de 85% para a maioria. Para 8% não houve alterações e as vendas aumentaram  para 7%. Entre os segmentos, os mais atingidos foram o comércio de roupas, calçados e acessórios, com redução de 95% nas vendas, seguido por hotéis, eventos e restaurantes, com queda de 92%.

O estudo aponta ainda que em outros setores, como beleza, nutrição e saúde, 15% dos entrevistados relataram aumento nas vendas, uma perspectiva positiva.

Segundo a analista do Sebrae-MS, Vanessa Schmidt, apesar do cenário, existem oportunidades. “A desaceleração dos mercados está causando mudanças nas relações comerciais que podem deixar legados positivos para a forma como o consumo vai acontecer no futuro, de forma mais consciente e tendo como base novos padrões de valores, tanto para as empresas quanto para os consumidores”, diz a analista.

Para a economista do IPF-MS, Daniela Dias, os impactos da pandemia na economia do Estado já apontam quedas na movimentação e demissões, mas, a maior parte dos empresários optou por manter seus quadros. “Todas as vezes que temos pessoas trabalhando temos amenização da insegurança, garantia de renda e, consequentemente, compras”, ressalta. 

MUDANÇAS

Com o objetivo de mitigar as perdas, muitos empresários adotaram canais de comercialização à distância, atendimento e produtos diferenciados, adaptados às necessidades dos consumidores. A maioria (71%)  realizou alterações nos canais de venda, e 54% pretende manter as alterações no pós-pandemia.

“No que diz respeito ao consumidor chama atenção o fato de que eles ainda estão com medo, mesmo que tenha se amenizado essa sensação, ainda há efeitos. A recuperação tende a ser mais rápida na região do Pantanal e mais lenta na região norte, onde vai precisar de mais ações para fortalecimento das perspectivas dos consumidores”, contextualizou Daniela.

De acordo com a analista do Sebrae, as relações sociais vão mudar, assim como as relações de trabalho e de consumo. “O empresário vai precisar observar o novo padrão de comportamento do mercado e os novos padrões de valor do seu cliente e se adequar”, completou Vanessa.

DADOS

A pesquisa “Impactos do Coronavírus no Comércio de Bens e Serviços de Mato Grosso do Sul” ouviu 1.717  consumidores, entre os dias 06 a 27 de abril com 95% de nível de confiança e 5% de margem de erro; e 217 empresários, entre 15 a 22 de abril, com 95% de nível de confiança e 6,5% de margem de erro.

O estudo foi realizado online com envio para todos os municípios do Estado. Ao todo, 18 cidades responderam, agrupadas em quatro mesorregiões para amostras mais representativas do comportamento regional: Centro-Norte (Campo Grande e Coxim), Leste (Três Lagoas), Pantanais (Corumbá/Ladário) e Sudoeste (Dourados e Bonito).

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!