Economia

shopping é o lugar

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Compras no shopping exigem paciência para encontrar vaga no estacionamento

Compras no shopping exigem paciência para encontrar vaga no estacionamento

Carlos Henrique Braga

22/12/2010 - 00h30
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Se o ano da classe média é 2010, o shopping é o lugar. Na noite da última segunda-feira, nas lojas do Campo Grande, na Avenida Afonso Pena, o movimento nas lojas era morno, mas o estacionamento já dava sinais de superlotação. É assim desde que comprar carro ficou mais fácil, e moto, nem se fala. "Antes, ter casa, carro e moto era coisa de rico", compara o operário Wellington Oliveira, 33 anos. Ele e a esposa, a professora Gleice Martins, 26, encheram a garagem da casa própria, financiada em 25 anos pelo programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida".

Novatos no mercado de consumo brasileiro, eles têm de aguentar as consequências do crescimento que impulsionaram. "Estacionar não é mole não, tem que ter muita paciência", disse da janela do carro o funcionário público Ivan Faria, 32, parado há 10 minutos na saída do shopping. Seu 13º saiu na semana passada, por isso a namorada, sentada ao lado, já abriu os pacotes de presentes. Há mais tempo que Ivan na fila, o bancário Roberto Martines, 43, fazia cara de satisfeito para não estragar a noite de compras da mulher e do filho. ‘"Tem de aguentar, fazer o quê?", rende-se. O estacionamento para carros custa R$ 3,50. Quem quiser mordomia, pode pagar R$ 8 pelo serviço de manobrista.

Lá dentro do centro de compras, às 20h30min, praça de alimentação cheia, cinema vazio, algumas lojas agitadas, e fila do Papai Noel pouco concorrida. O resto ainda esperava a apromixação do Natal para faturar mais. Este será o último fim de ano em que o Campo Grande reinará como o maior centro de compras da Capital. O Norte Sul e o 26 de Agosto prometem abrir as portas durante o próximo ano. (CHB)

MERCADO-FINANCEIRO

Bolsa tem leve alta após duas quedas seguidas; dólar cai

No câmbio, o dólar registrou queda de 0,39%, fechando o dia cotado a R$ 4,954

01/03/2024 21h00

Isso mudou às 12h, quando foi divulgada uma série de dados nos Estados Unidos Crédito: Freepik

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A Bolsa brasileira registrou leve alta de 0,12% nesta sexta-feira (1°), fechando o dia aos 129.129 pontos, numa sessão de tímida recuperação após duas sessões consecutivas de desempenho negativo.

As principais altas do dia foram de Petrobras e Gerdau, que foram as únicas entre as cinco mais negociadas da sessão a registrar desempenho negativo. Enquanto a estatal se recupera de fortes quedas na semana, a siderúrgica se beneficia nesta sexta pela data limite para investidores receberem dividendos da companhia.

Na ponta negativa, a Vale, empresa de maior peso no Ibovespa, registrou leve recuo, acompanhando a fraqueza do minério de ferro no exterior. Nesta semana, a mineradora sofreu críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foram vistas internamente como uma ameaça do chefe do executivo para recuperar poder.

Nesta sexta, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a economia brasileira fechou o ano de 2023 com crescimento acumulado de 2,9%, levemente abaixo da variação de 2022 e da mediana das expectativas do mercado financeiro, ambas de 3%.

"O Ibovespa hoje está numa lateralização no zero a zero, e muito por conta do resultado do PIB [Produto Interno Bruto]. O dado veio em linha, o que de certa forma foi muito bom, porém o noticiário corporativo de empresas fez o mercado perder um pouco de fôlego, até destoando um pouco dos mercados lá fora, já que Nasdaq, S&P 500 sobem, assim como o petróleo", diz Dierson Richetti, sócio da GT Capital.

Já Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, afirma que o mês de março começou tímido, mas o cenário é positivo para o Ibovespa ao longo do ano.


"As expectativas de crescimento estão melhores, e isso deveria sustentar o humor dos investidores, especialmente com a queda da inflação. É um contexto que deveria ser promissor para ativos de risco", diz Spiess.

No câmbio, o dólar registrou queda de 0,39%, fechando o dia cotado a R$ 4,954, após a divulgação de dados fracos do setor industrial dos EUA elevar as apostas de que o Federal Reserve pode cortar os juros em junho.

No início da sessão o dólar demonstrou certa volatilidade, oscilando ora em queda, ora em leve alta, sem que houvesse catalisadores no Brasil ou no exterior para movimentos mais intensos.

Isso mudou às 12h, quando foi divulgada uma série de dados nos Estados Unidos.


O principal deles foi o PMI industrial medido pelo Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), que caiu de 49,1 em janeiro para 47,8 em fevereiro. Foi o 16º mês consecutivo em que o PMI permaneceu abaixo de 50, o que indica contração no setor industrial. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam um PMI de 49,5 em fevereiro.

No mesmo horário do PMI, o Departamento de Comércio dos EUA informou que os gastos com construção caíram 0,2% em janeiro, ante expectativa de alta de 0,2%. Já o índice de confiança do consumidor norte-americano, da Universidade de Michigan, atingiu 76,9 em fevereiro, abaixo dos 79,6 esperados.

Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os chamados "treasuries", se firmaram em queda, com investidores avaliando que o espaço para que o Fed corte juros em junho aumentou. Em paralelo, o dólar perdeu força ante várias divisas em todo o mundo, incluindo o real.

Para Cristiane Quartaroli, economista do Ouribank, a queda do dólar também está relacionada ao resultado do PIB.

"A gente ainda está com um nível de câmbio elevado, está difícil de ver essa taxa cair mais. Mas Foi um resultado [do PIB] positivo, que sustenta a expectativa de manutenção do ciclo de redução da Selic daqui para frente", afirma Quartaroli.

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Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

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O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

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