Economia

DIA DOS NAMORADOS

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Consumidores preferem comprar à vista

Consumidores preferem comprar à vista

da redação

06/06/2011 - 11h34
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Com base na pesquisa do Dia dos Namorados, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul e do Instituto Fecomércio MS, Edison Ferreira de Araújo, orienta os comerciantes do Estado: “A maioria dos consumidores vai comprar à vista e, justamente por isso, o desconto é o principal critério de escolha do presente. Sendo assim, é preciso que o lojista tenha uma estratégia de preços para não perder a venda”.

De acordo com a pesquisa, que ouviu 1.781 consumidores de nove municípios entre os dias 19 e 25 de maio, 69% da população economicamente ativa devem ir às compras movimentando R$ 109 milhões no comercio e também no setor de serviços, entre bares, restaurantes e motéis. O valor médio do presente é de R$ 98,00. “São informações estratégicas porque o comerciante já fica sabendo quanto o consumidor está disposto a gastar e sabe qual produto ofertar para girar seu estoque”, diz Edison.

Na Capital, o valor médio cai a R$ 84,00, isso porque a disposição de gastar mais é maior entre municípios com renda per capita mais elevada, como são os casos de São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul. Um dado muito importante revelado pela pesquisa é que 64,8% dos consumidores do Estado pretendem comprar à vista, no dinheiro ou cartão de débito. Na Capital são 83%. “Isso é muito bom para o comércio porque proporciona fluxo de caixa para as empresas renovarem seus estoques”, analisa o presidente da Fecomércio e IF.

Outra conseqüência natural da compra à vista é que o consumidor espera desconto, apontado como item decisivo para a concretização da compra por 25,7% dos entrevistados. Outros 17,6% mencionaram a marca do produto e 14,4% a promoção de preços.Também ficou evidente na pesquisa que os pensamentos de quem presenteia e do presenteado estão alinhados. Para ambos aparecem na preferência roupas, perfumes e calçados, nesta ordem. O Dia dos Namorados é a terceira melhor data sazonal para o comércio.

A pesquisa de Opinião Pública do Comércio Varejista de Mato Grosso do Sul foi encomendada pela Fecomércio-MS e desenvolvida pela Universidade Anhanguera-Uniderp e Fundação Manoel de Barros.

BNDES

Petrobras e BNDES preparam fundo para inovação e transição energética

A comissão é voltada para as áreas de óleo e gás, com foco em pesquisa científica, transição energética e outros

21/02/2024 16h00

A petroleira prevê um montante de US$ 100 milhões (cerca de R$ 490 milhões) para a estratégia de investimentos. Reprodução: André Motta de Souza/Petrobras

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A Petrobras e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) iniciaram estudos para estruturar um fundo de CVC (corporate venture capital) com o objetivo de apoiar micro, pequenas e médias empresas de base tecnológica.

Neste primeiro momento, a ideia é identificar setores promissores para o investimento, considerando temas relacionados à transição energética e que estejam alinhados às estratégias de longo prazo das instituições, disse a petroleira em nota divulgada nesta quarta-feira (21).

A iniciativa é uma das ações previstas em um acordo de cooperação técnica assinado em junho do ano passado para a formação da comissão mista BNDES-Petrobras.

A comissão é voltada para as áreas de óleo e gás, com foco em pesquisa científica, transição energética, descarbonização, desenvolvimento produtivo e governança. O acordo tem vigência de até quatro anos.
Conforme a Petrobras, o fundo será constituído de acordo com as normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

"O gestor será escolhido por meio de edital público, e terá independência para as decisões e investimentos, além de autoridade para agir em nome do fundo", disse a companhia.

"A tese de investimento irá abranger negócios inovadores relacionados a energias renováveis e de baixo carbono que acelerem o posicionamento da Petrobras na transição energética", acrescentou.

A petroleira prevê um montante de US$ 100 milhões (cerca de R$ 490 milhões) para a estratégia de investimentos em corporate venture capital nos próximos cinco anos, conforme o Plano Estratégico 2024-2028.

"A estruturação da governança do [fundo de] CVC e os valores a serem aportados ainda serão submetidos às instâncias internas de aprovação da Petrobras e do BNDES", afirmou a companhia.
 

mato grosso do Sul

Colheita de soja acelera e chega a 30,1%

A porcentagem de área colhida neste ciclo encontra-se superior em 10,8 pontos porcentuais em relação à safra 2022/2023

21/02/2024 09h30

A região norte está com a colheita mais avançada, com média de 44,7%, a região central está com 29,5% e a região sul, com 26,7% GERSON OLIVEIRA

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A colheita da soja safra 2023/2024 atingiu 1,284 milhão de hectares ou 30,1% da área semeada em Mato Grosso do Sul. Conforme os dados do Sistema de informação do Agronegócio (Siga MS), a porcentagem de área colhida neste ciclo encontra-se superior em 10,8 pontos porcentuais em relação à safra 2022/2023.

De acordo com o boletim Casa Rural, elaborado pela equipe técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul) e a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), o intervalo entre 9 de fevereiro e 15 de março concentra a maior parte da colheita no Estado. 

A região norte está com a colheita mais avançada, com média de 44,7%, enquanto a região central está com 29,5% e a região sul, com 26,7% de média. O boletim ainda aponta que 8,1% das lavouras de MS se encontram em más condições, 12,9% em condições regulares e 79% em boas condições.

“Foi um ciclo que já começou com atraso na operação de plantio, em que as lavouras enfrentaram dificuldades no estabelecimento inicial e muitas delas precisaram ser replantadas. Então, apesar desse avanço na operação final em relação ao ano anterior, é fundamental que o produtor se atente à conclusão da colheita na sua área, evitando ao máximo fazer plantios tardios de milho para esta segunda safra”, explica o presidente da Aprosoja-MS, Jorge Michelc.

O Siga MS estima que, para a safra de soja 2023/2024, a expectativa é de colher 13,818 milhões de toneladas, redução de 7,92% no comparativo com o ciclo anterior (2022/2023), quando Mato Grosso do Sul colheu recorde de 15,007 milhões de toneladas. A área de soja é 6,5% maior em relação à safra passada, com 4,265 milhões de hectares.

Engenheiro-agrônomo, doutor em Fitotecnia e pesquisador do Centro de Pesquisa e Consultoria Agropecuária Desafio Agro, Danilo Guimarães descreve o cenário produtivo da oleaginosa neste ano como desafiador. 

“Ocorreram perdas significativas de produção e produtividade nas lavouras. E pode ser que essas perdas seja ainda maiores”, avalia.

O boletim Casa Rural detalha que as expectativas iniciais de produção, produtividade e área cultivada no Estado de Mato Grosso do Sul permanecem inalteradas, “uma vez que estão levando em conta um cenário de instabilidade climática. O volume de chuvas, especialmente no período que se estende até o fim de fevereiro, será o principal fator determinante da produtividade em todo o Estado”.

PREÇOS

Dados da Granos Corretora compilados pelo Sistema Famasul apontam que, em janeiro, a saca com 60 kg de soja passou a ser comercializada com valor abaixo de R$ 100. A última vez que a cotação havia chegado a R$ 99 foi no dia 25 de junho de 2020, ou seja, há mais de três anos e meio. 

De junho em diante, os produtores sul-mato-grossenses viram os preços subirem gradativamente até romperem a barreira dos R$ 200, em fevereiro de 2022. 

Segundo o corretor Carlos Dávalo, da Granos Corretora, produtores do sul do Estado chegaram a receber R$ 206 no início de 2022. “Não adianta a gente se iludir, esse é o novo cenário mundial para o preço da soja. Na cotação para maio, o bushel está sendo cotado abaixo de US$ 12,50 na bolsa de Chicago”, explica. Em anos anteriores, o bushel (27,21 kg) chegou a US$ 16,50.

Utilizando como base o dia 20 de fevereiro de cada ano, a saca de soja saiu de R$ 74, em 2020, para R$ 154 no mesmo período de 2021. Já em fevereiro de 2022, o preço médio registrado em Mato Grosso do Sul era de R$ 184, passando para R$ 160 no início do ano passado e atingindo R$ 88,69 ontem no mercado físico local. 

MILHO

Ao mesmo tempo em que parte dos produtores sul-mato-grossenses colhe a soja, o milho segunda safra 2023/2024 é semeado em todo o Estado. De acordo com informações do Siga MS, a área semeada alcançou 26,1%.

A região norte está com o plantio mais avançado, com média de 61%, enquanto a região central está com 23,6% e a região sul, com 21%. A área plantada até o momento é de 579 mil hectares. A porcentagem de área semeada na segunda safra encontra-se superior em 11,8 pontos porcentuais em relação à safrinha 2022/2023.
De acordo com o boletim Casa Rural, a estimativa é de que a safra seja 5,82% menor em relação ao ciclo passado (2022/2023), atingindo a área de 2,218 milhões de hectares.

A produtividade estimada é de 86,3 sacas por hectare, média que está dentro do potencial produtivo das últimas cinco safras em Mato Grosso do Sul, gerando a expectativa de produção de 11,485 milhões de toneladas e apontando retração de 14,25% quando comparada ao ciclo anterior, quando o Estado colheu 14,220 milhões de toneladas.

O boletim ainda detalha que o produtor precisa estar atento a alguns fatores durante a implantação das lavouras. 

“Algumas regiões têm um risco elevado ao plantar fora da melhor janela de semeadura, que se concentra entre 13 de janeiro e 10 de março. Eventos climáticos adversos, como estiagem, geada e queda de granizo, podem ocorrer e prejudicar a cultura. Portanto, é crucial que o produtor esteja atento ao zoneamento agrícola de risco climático e verifique o histórico climático da propriedade ou região antes de iniciar a semeadura”.

SAIBA

Conforme dados da Granos Corretora compilados pelo Sistema Famasul, até meados de fevereiro, 32,47% da safra de soja 2023/2024 foi comercializada.

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