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MERCADO IMOBILIÁRIO

Contra a crise, construtoras apostam em vendas virtuais

Isolamento social fez com que empresas se adaptassem ao novo formato de negócios
01/06/2020 11:00 - Súzan Benites


 

 O isolamento social devido à pandemia da Covid-19 (novo coronavírus), fez com que muitos setores mudassem a maneira de comercializar seus produtos. Com a venda de imóveis não foi diferente, as incorporadoras precisaram migrar para o comércio digital. Na Capital, as empresas mantêm os lançamentos e esperam a retomada da economia em 2020.

O setor precisou se reinventar para não ver as vendas despencarem. A gerente regional da Plaenge, Valéria Gabas, diz que durante os 15 dias em que todas as atividades ficaram suspensas na Capital, a equipe acelerou a migração dos trabalhos para plataformas on-line. “Boa parte da nossa equipe ficou em home office. Rapidamente refizemos os fluxos de trabalho e os processos digitais se intensificaram. Tínhamos um plano para essa digitalização, mas acabamos acelerando o processo. Hoje o cliente conhece o apartamento, fecha e assina o negócio tudo de forma virtual”, explicou Valéria.

De acordo com a executiva Phaena Spengler, para garantir o funcionamento de maneira segura, a SBS Empreendimentos precisou inovar. “Voltamos o nosso olhar minuciosamente para todos os setores da empresa. Apostamos nos atendimentos on-line e home office para equipe administrativa, também afastamos as pessoas que são do grupo de risco”, destacou a executiva.

Segundo o diretor comercial da HVM Incorporações, Flávio Fabrão, as equipes da empresa mesmo que trabalhando de forma remota, garantiram a produtividade nas construções e vendas. “Temos tido um aumento da procura através de outros canais [digitais]. Adotamos algumas práticas de atendimento e fechamento de venda onde todo processo pode ser realizado on-line. Esperamos repor as perdas da visita presencial e diminuição das vendas”, considerou Fabrão.

O gestor de vendas da MRV, Fernando Bortoletto Garcia Parra, diz que a adaptação ao novo cenário é inevitável. “Expandimos a atuação de uma plataforma de vendas digital que possibilita que o cliente realize toda a jornada de compra de um apartamento, em poucas horas, sem sair de casa. O cliente pode escolher o condomínio e a unidade que deseja, enviar a documentação, realizar a simulação e a aprovação de crédito, negociar a proposta de compra e assinar o contrato digitalmente. O interessado em um apartamento pode realizar o tour virtual por todas as unidades à venda”, explicou.

RETOMADA

A retomada da economia brasileira ainda é incerta. Projeções apontam para o encolhimento do PIB, assim como a queda na arrecadação de muitos setores da economia. Para as construtoras o desafio já foi imposto e agora é o momento para planejar a retomada.

Valéria afirma que o momento é de planejamento e cautela, mas que considera um bom momento para investir em imóveis. “Estamos cautelosos em relação a economia, tivemos a queda da Selic, e neste momento com os juros baixos e taxas atrativas é um bom momento para investir em imóveis. O cliente que está acostumado a investir em outras aplicações pode migrar para o investimento em imóveis, pois ele não assume riscos. Os valores dos imóveis também se mantiveram baixos desde o ano passado”, disse a gerente da Plaenge.

A SBS também prevê futuro promissor para o setor. “Estamos agindo com extrema cautela e de olho no futuro, apostando na retomada. Com a redução da taxa Selic, prevemos a abertura de muitas oportunidades para quem deseja financiar seu imóvel”, complementa Phaena.

O gerente da HVM explica os novos empreendimentos continuam planejados. “Cabe uma análise do mercado quanto ao momento do lançamento, isso é natural em qualquer situação. Com muita cautela, temos acompanhado o mercado imobiliário, temos estudado e conversado com outros empresários e assim direcionando as ações da empresa. Entendemos que a construção civil, mesmo em um estado do agronegócio, seja um setor que ajuda a economia, portanto, estamos acreditando na retomada”, reforçou Fabrão.

PÓS-PANDEMIA

Os lançamentos de novos imóveis não foram cancelados, de acordo com as construtoras alguns precisaram de remanejamento de datas. “Não cancelamos nenhum lançamento, tivemos apenas uma readequação de data para um lançamento previsto para 2020. Quando você passa por uma crise econômica, o mercado vem mostrando sinais de que essa crise vai chegar. Neste caso, temos uma crise econômica que vem de uma crise na saúde. É uma situação nova. Estamos fazendo o replanejamento dos trimestres, revisando as metas e preparando para uma retomada. A gente vê 2020 como um ano desafiador que temos de olhar com cautela”, concluiu a gerente da Plaenge, Valéria  Gabas. O diretor comercial da HVM disse que algumas ações propostas, pela União, serão muito importantes e necessárias, não só para construção civil, mas para todos os segmentos. “Tanto o empresariado como o governo têm de assumir algumas responsabilidades. Será um período difícil e de ajustes. Aqueles que se prepararem melhor, passarão com menos dificuldade, esperamos estar nesse time, temos trabalhado para isso”, completou Fabrão.

A MRV projetou um lançamento em Campo Grande para junho e com isso abre vagas de emprego. “Já reforçamos nosso time comercial. Estamos com inscrições abertas para o credenciamento de corretores autônomos. Ao todo, 15 profissionais serão credenciados”, informou Parra.

EMPREGOS

Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Estado registrou saldo de -417 empregos na construção civil em abril. No entanto, representantes do setor afirmam que a situação segue estável, tanto nos contratos e empregos, quanto nos canteiros de obras. 

 

Felpuda


Pré-candidato a prefeito de Campo Grande divulgou vídeo em que político conhecido Brasil afora anuncia apoio às suas pretensões. O problema é que o tal líder já andou sendo denunciado por mal feitos em sua trajetória, sem contar que o pai do dito-cujo teve de renunciar ao cargo de ministro por ter ligações nebulosas com empresa de agrotóxico. Depois do advento da internet, essa coisa de o povo ter memória curta hoje não passa de coisa “da era pré-histórica”.