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MEDIDAS

Cobrados pela sociedade, bancos privados anunciam ajuda no combate ao coronavírus

Entre as ações, as instituições vão importar testes rápidos e equipamentos
25/03/2020 16:47 - Súzan Benites


 

Os bancos privados que atuam no Brasil aumentam seus lucros anualmente. A sociedade cobrava uma atuação das instituições em relação a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Somente hoje eles anunciaram ajuda com a compra de kits para teste rápido, e compra de equipamentos sob orientação do Ministério da Saúde.

Em 2019 o Itaú registrou ganhos de R$ 26,583 bilhões, um crescimento de 6,4% sobre 2018. O Bradesco registrou um lucro líquido R$ 22,6 bilhões no ano passado, uma alta de 18,32% na comparação com 2018 (R$ 19,085 bilhões). E o Santander teve lucro de R$ 14,181 bilhões em 2019, alta de 16,6% frente o ano anterior, conforme os balanços divulgados pelas empresas.

Os três bancos privados se comprometeram a importar e doar 5 milhões de testes rápidos de detecção da doença, além de equipamentos médicos, como tomógrafos e respiradores, observando as orientações do Ministério da Saúde e a disponibilidade no mercado.

A doação tem como objetivo apoiar os esforços de profissionais de saúde neste momento desafiador na luta contra a disseminação do novo coronavírus, quando, de acordo com especialistas, a testagem em massa da parcela da população com suspeita de contágio será decisiva para a superação da crise. Da mesma forma, os tomógrafos permitem identificar a gravidade dos casos e os respiradores salvam as vidas dos doentes com complicações pulmonares.

Por meio de nota, as instituições informaram que a decisão de iniciar a ação conjunta foi tomada nesta quarta-feira pelos presidentes dos três bancos, Octavio de Lazari Jr., do Bradesco, Candido Bracher, do Itaú, e Sérgio Rial, do Santander Brasil.

A primeira medida prática foi a formação de uma força-tarefa, composta por profissionais de cada uma das instituições, que definiu, sob orientação do Ministério da Saúde, a logística para a importação dos kits de testagem e dos equipamentos.

De acordo com o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, a união entre os bancos foi rápida e simples. “Este é um momento difícil e desafiador, de escolhas complexas. Por essa razão, a união de esforços é o caminho viável para a superação desse ciclo de dificuldades. É isso o que representa a doação conjunta que estamos fazendo, um gesto de efeitos práticos para o combate do novo coronavírus, cuja relevância maior é o seu significado de que juntos somos mais fortes que qualquer crise, seja a da pandemia ou a dos efeitos econômicos dela resultantes”, afirmou Lazari.
 
Candido Bracher destacou que o momento exige a solidariedade das pessoas e das empresas. “A gravidade da crise demanda que não apenas o governo, mas também a sociedade civil, atue de forma rápida e efetiva para combater a Covid-19. Desta forma, decidimos ir além de nossas iniciativas individuais que já estão sendo conduzidas separadamente pelos três bancos – no nosso caso, doação já anunciada por meio da Fundação Itaú para Educação e Cultura e Instituto Unibanco –, e unimos esforços para contribuir ainda mais. Proteger e apoiar as pessoas, principalmente as mais vulneráveis, é a prioridade de todos nós neste momento tão delicado”, afirmou Bracher.


O representante do Santander, Sérgio Rial, disse que é um momento de ações propositivas, capazes de fazer diferença para toda a sociedade. “É o que se espera de nós, instituições financeiras, e é o que queremos entregar ao somar os esforços dos maiores bancos privados do País. Um apoio em larga escala ao trabalho de nossos profissionais de saúde e aos pacientes vai muito além de tudo o que podemos fazer individualmente, e se soma às iniciativas setoriais, que visam a manter o fôlego financeiro de negócios e pessoas durante este período mais crítico de combate à pandemia”, disse.

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!