Clique aqui e veja as últimas notícias!

SETOR IMOBILIÁRIO

Crédito caro transformou 2016 no<BR> pior ano para a construção no Estado

Menor volume de clientes e obras marcaram o mercado
23/01/2017 05:00 - PAULA VITORINO


 

Crédito burocrático e caro, aliado a crise econômica, fez do ano de 2016 um dos piores da última década para o setor imobiliário de Mato Grosso do Sul. Quem queria comprar precisou mudar os planos porque não conseguiu liberação de financiamento dos bancos ou estava sem emprego. Sem grande clientela, na outra ponta da cadeia do mercado, construtores preferiram a cautela na hora de investir em novos empreendimentos, adiando os projetos à espera de clima favorável. 

“As pessoas não tinham crédito, estavam endividadas. Por outro lado, o empresário também ficou com o pé atrás e guardou todos os projetos. Ano passado foi um terror, foi pior que os anos anteriores. Ninguém fez nada, ficou todo mundo parado”, conclui o presidente do Sindicato da Habitação, Marcos Augusto Netto, estimando queda de cerca de 15% em relação a 2015. 

Na opinião dos representantes do setor, tanto de quem constrói como de quem vende, a crise no setor imobiliário, que já vinha se arrastando desde 2014, piorou no ano passado com o aumento das restrições de crédito, desemprego e o fator da instabilidade política. “Um dos anos mais difíceis dos últimos dez anos. A gente percebe isso pela redução de oferta de lançamentos de imóveis e de unidades vendidas”, ressalta o diretor administrativo do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Sindimóveis), William Mario de Morais.  

O reflexo negativo foi sentido principalmente pelo mercado de imóveis de médio padrão. “Baixa renda também sofreu, mas ainda tem os subsídios, agora a faixa de classe média ficou mais prejudicada”. Quem não depende do financiamento sofreu menos os efeitos da crise, mas ainda assim contabilizou perdas. “Foi um ano pior para todos os setores, para baixa e alta renda. Talvez para o alto padrão naõ foi tão ruim porque não depende tanto de financiamento, mas mesmo esse setor não manteve os números do ano anterior”, avalia o presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado (Sinduscon), Amarildo Miranda Melo.

*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.