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ALIMENTOS

Custo da cesta básica cai 8% em Campo Grande

Tomate, óleo de soja e feijão carioquinha puxam queda do preço em maio
04/06/2020 15:19 - Súzan Benites


O conjunto de alimentos básicos apresentou retração de 8,14% em Campo Grande, no mês de maio. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre os produtos que puxaram a retração do conjunto de alimentos no mês passado estão o tomate, óleo de soja , feijão carioquinha e pão francês.

O levantamento divulgado nesta quinta-feira (4), aponta que a cesta individual teve custo de R$ 455,35, redução de R$ 40,25 em relação ao valor desembolsado para aquisição dos alimentos no mês de abril, que foi de R$ 495,60.

A queda foi puxada pela redução nos preços de tomate (-38,21%), óleo de soja (-20,44%), feijão carioquinha (-18,72%), pão francês (-11,88%), café (-9,16%), banana (-8,69%), leite integral (-8,06%), carne bovina de primeira (-4,28%), arroz agulhinha (-1,62%) e manteiga (-1,39%).

Já os aumentos foram aferidos nos preços de batata (56,06%), açúcar (7,94%) e farinha de trigo (0,22%).

No acumulado do ano, a cesta básica vendida em Campo Grande apresenta alta de 1,17%. Entre as cidades pesquisadas, a cesta de Campo Grande teve a maior retração no mês, apesar disso, o conjunto de alimentos da Capital foi o 9º mais acessível em reais.  

O conjunto de alimentos necessário para alimentar uma família, composta por dois adultos e duas crianças, também apresentou redução no quinto mês do ano. Foram necessários R$ R$ 1.366,05, redução de R$ 121,02 na comparação com os gastos percebidos por uma família em abril, de R$ 1.487,07.

Ainda de acordo com a pesquisa, o percentual do salário mínimo líquido para compra dos produtos da cesta foi de 47,11% (redução de 4,17 p.p em relação a abril).

NACIONAL

Os dados da pesquisa pontam que em São Paulo, a cesta custou R$ 556,36 e quase não apresentou variação (0,02%) na comparação com o mês anterior. No ano, o conjunto de alimentos aumentou 9,84% e, em 12 meses, 9,72%.  

Com base na cesta de maior valor, ou seja, a do Rio de Janeiro, que custou R$ 558,81, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 4.694,57 em maio, o equivalente a 4,49 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00. A cesta mais barata foi encontrada em Aracaju, com o custo de R$ 400,15.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em maio, foi de 100 horas e 58 minutos, menor que em abril, quando ficou em 101 horas e 44 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido,  verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em maio, 49,61% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos. Em abril, o percentual foi de 50,00%.

 
 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.