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ECONOMIA

Democratas de Comitê dos EUA se opõe a qualquer acordo comercial com o Brasil

Documento diz que governo Bolsonaro "tem demonstrado completo desprezo pelos direitos humanos básicos"
03/06/2020 23:00 - Estadão Conteúdo


O presidente do Comitê de Assuntos Tributários ("Ways and Means), Richard E. Neal, e outros deputados do Partido Democrata desse órgão expressaram nesta quarta-feira, 3, sua "forte oposição" a que os Estados Unidos expandam sua parceria econômica com o Brasil "sob a liderança do presidente Jair Bolsonaro". Em comunicado no site do comitê, o grupo informa que enviou uma carta ao representante comercial americano, Robert Lighthizer, na qual detalham os "vários" motivos para considerar "inapropriado" que o governo do presidente Donald Trump se envolva em discussões de parceria econômica "de qualquer escopo" com a administração Bolsonaro, que "tem desmantelado anos de progressos em direitos civis, humanos, ambientais e de trabalho nessa nação desde 2018".

Utilizando uma "retórica e ações repreensíveis", o governo Bolsonaro "tem demonstrado completo desprezo pelos direitos humanos básicos, pela necessidade de proteger a floresta Amazônica, pelos direitos e pela dignidade dos trabalhadores", dizem os deputados de oposição no comitê da Câmara dos Representantes. Eles ainda afirmam que o governo brasileiro tem um histórico de "práticas econômicas anticompetitivas", sem citar exemplos. Além de merecerem "condenação por si só", essas posições e ações demonstram que o Brasil sob o atual líder não poderia de modo crível estar preparado para assumir os novos padrões para direitos dos trabalhadores e proteções ambientais previstos no acordo fechado entre os EUA, o Canadá e o México, argumentam.

"Nós nos opomos fortemente a buscar qualquer tipo de acordo comercial com o governo Bolsonaro no Brasil", enfatizam os deputados. Segundo eles, isso minaria os esforços de brasileiros que buscam avançar no Estado de direito e na proteção aos direitos humanos, do trabalho e ambiental, além de preservar "comunidades marginalizadas". "Em vez disso, pedimos que você lide de modo agressivo com esses problemas, usando as ferramentas de fiscalização dos EUA e levantando-os com seus colegas brasileiros por meio de outros canais, mais apropriados", afirma ainda a nota, publicada no site do comitê, que também disponibiliza a íntegra da carta enviada a Lighthizer

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!