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MUDANÇAS E TENDÊNCIAS

Distanciamento reforça tendência mais cômoda na compra de materiais escolares

Garantir a lista de itens ficou mais fácil, mas retorno pode demorar em razão da alta demanda
22/01/2021 06:00 - Ricardo Campos Jr

O uso do Whats App para facilitar a compra de materiais escolares ganhou força este ano graças ao isolamento social. Com a demanda via aplicativo aumentada, os estabelecimentos destinaram mais funcionários para cuidar dos contatos com os clientes, mas ainda assim o tempo de espera pelo retorno com os orçamentos também ficou um pouco mais longa, chegando a três dias em alguns casos.

Para os pais, o tempo é compensado pela comodidade. As lojas recebem listas por mensagem, levantam preços, separam os itens e os pais passam nos locais apenas para buscar e pagar pelos produtos. 

A ideia não é nova. Ano passado muitos estabelecimentos já trabalhavam dessa forma. O público era composto por pessoas que não tinham tempo para ir até o balcão e repassar com os atendentes item por item. Porém, foi adicionada a necessidade de evitar aglomerações e espera-se que a prática acabe virando tendência para os próximos anos pós-pandêmicos.

“Estou com uma equipe trabalhando exclusivamente pelo WhatsApp. Como nós tivemos uma retraída nas vendas presenciais, migrei uma parte dos meus colaboradores que estavam no atendimento presencial para trabalhar com o remoto. E está funcionando muito bem. Hoje, em torno de 50% a 60% das nossas vendas estão sendo feitos pelas redes sociais”, afirmou Aluísio Paulo, dono da papelaria Franco.

Segundo ele, por dia chegam de 90 a 110 mensagens novas pedindo levantamento de preços. Os atendentes tentam ser os mais rápidos para dar um retorno em até 24 horas para o cliente. 

“Ano passado as vendas foram mais diluídas. Elas começaram em novembro. Hoje teve um achatamento. Os pais deixaram para começar a comprar em janeiro. O movimento deve seguir até o fim de fevereiro, acreditamos. Além disso, tivemos uma redução nas listas, muitas escolas devolveram os materiais e outras vão reaproveitar itens como livros paradidáticos, que acabaram não lidos por conta das aulas remotas”, afirmou.

Em resumo: Aluísio acredita que as vendas serão menores em volume, mas o período de compras será estendido, diferentemente do que acontecia em anos anteriores.

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