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CONSUMIDOR

Distribuidora é notificada por vender feijão pelo dobro do valor

Notas que mostravam que antes da pandemia produto custava R$ 37 e agora está por R$ 75
17/04/2020 08:49 - Daiany Albuquerque


 

Uma distribuidora de alimentos foi notificada pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon-MS por conta do alto preço do fardo de feijão. De acordo com a entidade, notas encontradas contataram que o valor o produto dobrou durante a pandemia do novo coronavírus.

Em fiscalização em uma empresa que distribui alimentos, o Procon-MS encontrou notas fiscais que mostravam que em janeiro, um fardo de feijão com 10 pacotes de 1 quilo era vendido a R$ 37, porém, o mesmo produto agora vale R$ 75.

A entidade notificou a empresa para saber porque o valor dobrou dois meses três meses depois. A empresa tem 10 dias para apresentar explicações a respeito das razões que levaram ao aumento. O não cumprimento das exigências no prazo previsto levará o Procon-MS a adotar sanções administrativas em relação à distribuidora.

Em matéria do jornal Correio do Estado o órgão já havia informado que investigava o motivo desse aumento. Segundo o superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão, além do feijão, outros produtos pertencentes a cesta básica também tiveram aumento nesse período.

Por conta desses aumentos o órgão já havia feita vistoria em alguns supermercados, onde encontrou notas que justificavam o aumento do produto para o consumidor. Ainda segundo Salomão, caso a distribuidora apresente nota que comprove que o valor maior veio da fabricante, o Procon-MS também deverá notificar essas empresas.

“As ações estão sendo tomadas levando em consideração que a proteção ao consumidor é um direito fundamental que é garantido, entre outros, pelo Código de Defesa do Consumidor ficando ao Estado a obrigação de coibir práticas que violem as normas consumeristas com obtenção de vantagens excessiva pelo fornecedor, como é o caso do aumento de preços sem causas que determinem essa necessidade, o que se configura crime contra a economia popular”, declarou a entidade, por meio de nota.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.