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43 ANOS

Diversificação da base econômica vai manter o Estado em crescimento no pós-pandemia

Mesmo diante da pandemia, MS registra bons resultados e projeta investimentos em logística, agronegócio e infraestrutura
10/10/2020 09:00 - Súzan Benites


Mato Grosso do Sul faz 43 anos neste domingo (11), em meio à maior crise sanitária mundial. Mesmo diante das dificuldades, o Estado se mantém resiliente e registra crescimento em um ano de perdas. 

Para o pós-pandemia, a projeção é investir na diversificação da base econômica, facilitar a logística e melhorar a infraestrutura.

Pesquisa recente da Tendência Consultoria mostra que MS é o estado que terá maior capacidade de se adaptar à pandemia. 

A estimativa é de que, enquanto o País chegue ao fim do ano com o Produto Interno Bruto (PIB) negativo, MS chegue com resultado positivo de 2,7%.

 Segundo o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o Estado é o sexto mais competitivo do País, o quarto em capacidade de investimentos e já começou a retomada.

“Com a nossa política de desenvolvimento, temos atraído novos investimentos, diversificando nossa base e agregando valor à economia local. Mesmo atravessando a crise do coronavírus, ficamos entre os que mais geraram empregos e teremos o melhor crescimento econômico em 2021. A nossa retomada já começou, vamos continuar trabalhando dia após dia para que Mato Grosso do Sul continue se desenvolvendo e gerando oportunidades”, frisou Azambuja.  

De acordo com o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, a gestão do ente federado está focada na diversificação da produção estadual e para isso precisa melhorar a logística.

“Nosso foco neste momento de 43 anos do Estado é a questão logística, estamos focados na Rota Bioceânica, o projeto de acesso à ponte já está avançando, a estruturação dos portos tem avançado, na quinta-feira saiu o edital da licitação dos aeroportos de Mato Grosso do Sul, que é outra medida importante para que possamos avançar”, disse Verruck, ressaltando que a reativação da malha ferroviária também é um dos pontos importantes para melhorar a logística.  

Arrecadação aumentou 9%

Nos oito primeiros meses de 2020, a arrecadação com a principal receita, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aumentou 9,26% em relação ao ano passado. 

De janeiro a agosto de 2019, foram R$ 5,811 bilhões angariados com o imposto, contra R$ 6,349 bilhões no mesmo período de 2020 – R$ 538 milhões a mais.  

No início da pandemia, havia projeção de queda nas receitas, o que não se confirmou. O secretário explica que diversos fatores ajudaram o Estado a se manter com bons resultados. 

“Existem vários fatores que não são intrínsecos à ação do próprio governo. Primeiro, a desvalorização da moeda brasileira, que propiciou uma ativação nas vendas do agronegócio de uma maneira bastante significativa e deu um dinamismo adequado. Então, quando a gente fala que o agronegócio foi o responsável por essa manutenção, está correto. Foi demanda internacional relacionada à taxa de câmbio desvalorizada, isso fez com que tivéssemos uma aceleração das exportações, manutenção da atividade externa, enquanto a atividade interna tinha uma redução de consumo e das estruturas”, disse.  

O secretário ainda reforça que medidas como o aumento de crédito para empresários e o auxílio emergencial para a população ajudaram o Estado a se manter em crescimento.

 “O auxílio emergencial colocou praticamente R$ 3 bilhões na economia de MS. Os programas desenvolvidos tanto pelo governo do Estado, por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), como pelo governo federal criaram um giro na economia”, destaca Verruck.  

Agronegócio teve o melhor desempenho

O agronegócio foi o que proporcionou os maiores resultados no ano e se projeta para um pós-pandemia ainda mais positivo. 

De janeiro a setembro de 2020, o Estado exportou US$ 4,634 bilhões, valor 14,27% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. 

O desempenho é impulsionado pelas operações de soja, decorrente dos preços em dólar no mercado internacional e da desvalorização da moeda brasileira.  

O resultado fez com que o superavit na balança comercial sul-mato-grossense já alcance US$ 3,214 bilhões, alta de 35,59% em relação aos nove primeiros meses de 2019, quando a diferença entre importações e exportações chegou a US$ 2,370 bilhões.

“O setor fundamental neste primeiro momento com o menor impacto é o agro, a produção da proteína animal, das commodities de soja e milho, de eucalipto e celulose. O que manteve o Estado foi a diversificação de sua base econômica. E sua produção e agroindustrialização de seus produtos. A indústria também teve um papel fundamental. O agro com sua agroindústria, que faz todos os processamentos necessários, e a estratégia que a gente tem adotado é a da diversificação”, afirma Verruck.