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ECONOMIA

Dólar alto é bom ou ruim para a economia do Estado?

Consultor explica como a alta da moeda norte-americana impacta na economia local
31/01/2021 09:39 - Rafaela Moreira


No início da semana, o dólar comercial fechou em alta de 1,61% ante o real, cotado a R$ 5,504 na venda, sendo o maior patamar da moeda norte-americana desde o dia 5 de novembro do ano passado, quando atingiu R$ 5,545, mas, afinal, como esse valor impacta na economia de Mato Grosso do Sul?

O consultor de empresas e especialista em mercado exterior, Aldo Barrigosse, explica que quando o real se desvaloriza muito em relação ao dólar, como é o caso atualmente, há vantagens e desvantagens. As exportações saem ganhando, o dólar mais alto tem favorecido produtores na hora de vender a safra.

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Segundo Barrigosse, o bom desempenho das exportações sul-mato-grossenses está diretamente relacionado à desvalorização do real diante do dólar, o que torna o produto nacional mais barato nos mercados internacionais. 

“Para quem exporta externamente e vende lá fora a alta do dólar é extremamente favorável, pois a empresa brasileira acaba recebendo mais. Produtos como celulose, soja, carne bovina, milho, carne de frango e açúcar, têm alta demanda no cenário internacional, e o atual valor da moeda, só favorece esses segmentos exportadores”, analisou.

Conforme o levantamento divulgado pela Semagro (Secretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Mato Grosso do Sul fechou 2020 com alta de 11,32% nas exportações em relação ao ano anterior. O estado ocupa a 12° colocação no ranking dos estados que mais exportam. 

Em 2020, as exportações somaram US$ 5,808 bilhões, enquanto em 2019 foram vendidos US$ 5,217 bilhões em produtos. 

Dourados ultrapassou Campo Grande e em 2020 assumiu a segunda posição entre os municípios que mais exportam em Mato Grosso do Sul. Dados da Balança Comercial compilados pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), apontam que o município passou a representar 11,9% de tudo o que o Estado envia ao exterior.

Conforme balanço das exportações de 2020, em Mato Grosso do Sul, 10 municípios respondem por 83,5% de tudo o que é enviado para outros países. Três Lagoas lidera o ranking com participação de 41,8% devido à celulose, seguido por Dourados com 11,9%, Campo Grande com 9,12, Corumbá com 4,84% e Chapadão do Sul com 3,86%.