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Dólar fecha a R$ 1,58; Bovespa sobe 0,20%

Dólar fecha a R$ 1,58; Bovespa sobe 0,20%

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Os mercados reagiram com otimismo à bateria de informações econômicas publicadas na China e nos EUA, o que ajudou a fortalecer o euro contra o dólar (numa valorização acompanhada pelo real) e deu novo impulso às Bolsas de Valores.

No front doméstico, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,582, o que representa um declínio de 0,37% sobre a cotação de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,690 e comprado por R$ 1,520.

A cotação do euro, por sua vez, avançou modestamente de US$ 1,4412 para US$ 1,4468 na praça financeira internacional.

Logo pela manhã, em vez de se assustarem com a inflação chinesa, que atingiu em maio sua maior taxa em quase três anos, os participantes dos mercados preferiram "comemorar" o crescimento da produção industrial e das vendas do setor varejista, que bateram praticamente as projeções do setor financeiro.

Mesmo a elevação do recolhimento compulsório dos bancos, por exigências de Pequim, não conseguiu turvar o bom humor dos agentes financeiros, que já contavam com uma nova alta dos juros.

Poucas horas depois, os indicadores americanos divulgados ajudaram a reforçar a "trégua" dos mercados: os dados de inflação vieram em linha com as expectativas, e nem o recuo das vendas do setor varejista azedou o relativo "otimismo": analistas destacaram que o declínio visto em maio (0,2%) foi até menor que o projetado por muitos economistas (previsão de 0,4%).

As Bolsas europeias, apesar da "novela grega" (ontem, o país ganhou a pior classificação de risco do mundo), fecharam em alta. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,19%, enquanto a brasileira Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 0,20%.

JUROS FUTUROS

As taxas projetadas mercado futuro da BM&F caíram nos contratos de prazo mais curto, numa jornada sem destaques na agenda doméstica.

Para julho, a taxa prevista cedeu de 12,14% ao ano para 12,12%; para janeiro de 2012, a taxa projetada retrocedeu de 12,39% para 12,38%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista avançou de 12,45% para 12,47%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Economia

Toyota deve investir R$ 11 bilhões no Brasil

Anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin

03/03/2024 20h00

Divulgação Toyota

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, antecipou, neste domingo (3), que a Toyota anunciará investimentos de R$ 11 bilhões no Brasil nos próximos anos, com previsão de lançamento de novos modelos de automóveis. O anúncio deve ocorrer na próxima terça-feira (5), em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde a Toyota tem fábrica.

“A Toyota está no Brasil há 66 anos e vem contribuindo enormemente para o adensamento das nossas cadeias produtivas. Seu anúncio é uma demonstração clara da confiança dessa grande empresa japonesa em nossa economia”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Alckmin citou os programas Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e Combustível do Futuro. Segundo o vice-presidente, com eles, o Brasil está promovendo “grandes investimentos para descarbonizar sua mobilidade, tornando ainda mais sustentável nossa matriz energética”.

O Mover amplia as exigências de sustentabilidade da frota automotiva e, por meio de incentivos fiscais, estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística. 

Já o programa Combustível do Futuro tem um conjunto de iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e estimular o uso e produção de biocombustíveis no Brasil.

No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve com o presidente global do Grupo Hyundai Motor, Eui-Sun Chung. No encontro, o executivo da empresa sul-coreana anunciou US$ 1,1 bilhão em investimentos no Brasil até 2032, enquanto Lula destacou a importância do setor automotivo para a política de reindustrialização do país.

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PETRÓLEO-NEGÓCIOS

Opep+ estende corte de produção de petróleo para segurar preço

Com isso, os totais devem ser mantidos em 2,2 milhões de barris diários a menos até o fim do primeiro semestre. Segundo a agência estatal saudita SPA

03/03/2024 19h00

Há diversos fatores geopolíticos e econômicos entrelaçados na decisão, que dá continuidade a uma política implementada inicialmente no fim de 2022 Crédito: Freepik

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Países liderados pela Arábia Saudita e pela Rússia decidiram estender o corte na produção de petróleo vigente desde novembro até o fim de junho, buscando segurar o preço do barril no mercado internacional.

Os sauditas, líderes históricos da Opep, o grupo original de detentores de grandes reservas de óleo, anunciaram que irão continuar cortando 1 milhão de barris por dia, mantendo seu fluxo em 9 milhões de barris.

Já os russos, principais nomes da Opep+, grupo ampliado da Opep, vão manter a redução já vigente de 471 mil barris por dia. Seguiram com a medida o Iraque, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, a Argélia e Omã.

Com isso, os totais devem ser mantidos em 2,2 milhões de barris diários a menos até o fim do primeiro semestre. Segundo a agência estatal saudita SPA, o governo irá então estudar a flexibilização.

Há diversos fatores geopolíticos e econômicos entrelaçados na decisão, que dá continuidade a uma política implementada inicialmente no fim de 2022. Um dos principais, que remetem àquela época, foi a ascensão dos Estados Unidos, não alinhados aos interesses da Opep+, no mercado.

A Guerra da Ucrânia gerou grande instabilidade no mercado, que foi acalmada pelo produto americano. Além de ameaçar a fatia da Opep+, a queda no preço do barril tem efeito importante tanto para sauditas como para russos.

No caso da monarquia do golfo Pérsico, as estimativas de consultorias colocam um barril perto de US$ 90 como o ideal para manter a programação da chamada Visão 2030 —uma série de megaprojetos acoplados a eventos como a Expo 2030 e à Copa do Mundo de 2034 que pretende ajudar o reino a fazer a transição da economia baseada no petróleo para o setor de serviços e turismo.

A reportagem visitou neste domingo (3) com uma delegação empresarial do Grupo Lide um dos projetos, a construção de uma cidade em torno do sítio arqueológico da Unesco em Diriyah, perto da capital, Riad. Com 20 mil trabalhadores, ela terá aplicados R$ 13 bilhões do Estado só neste ano.

"Vamos estar prontos para 2030", disse o consultor da presidência da obra, Abdullah Alghanim. Os números em sim impressionam, com 10 de 28 hotéis previstos já em construção, e um enorme canteiro de obras com gruas a perder de vista no deserto. Ao todo, a iniciativa custará o equivalente hoje a R$ 265 bilhões —dinheiro que carece do barril mais alto.

No caso russo, o financiamento da economia em tempos de guerra e sanções ocidentais fazem o país colocar um preço na casa dos US$ 50 a US$ 60 para manter a máquina orçamentária rodando. Moscou gastou cerca de 4% do PIB com defesa no ano passado, e pode saltar a 7% neste 2023.

Na sexta (1), o barril futuro para maio estava em ligeira alta, de 2%, a US$ 83,55. Mas isso não é o quanto os russos cobram: com as sanções ocidentais, o Kremlin multiplicou a venda do produto para países como a Índia e a China, aplicando descontos generosos de até US$ 10 por barril.

Mesmo a aplicação dos primeiros cortes estabelecidos pela Opep+, já em 2022, não foi totalmente implementada pelos russos. O czar do setor energético, Alexander Novak, disse neste domingo que agora a redução será estrita.

Não há limitações, contudo, para produtos refinados. O Brasil, aproveitando sua posição de crítico da invasão da Ucrânia mas próximo de Vladimir Putin, não aderindo a sanções, fez da Rússia seu principal fornecedor de óleo diesel. Por outro lado, aí de olho no calendário da reeleição do líder no pleito do dia 17, o Kremlin suspendeu por seis meses exportações de gasolina para manter preços domésticos estáveis.

O preço ficou estável desde o fim do ano passado devido a um equilíbrio entre a pressão que os ataques de rebeldes pró-Irã do Iêmen promovem contra linhas mercantes no mar Vermelho, por onde passa usualmente boa parte da produção mundial de petróleo, e os temores sobre crescimento e taxas de juros dos EUA.
Neste domingo, a liderança dos rebeldes da etnia houthi prometeu mais ataques como o que afundou um navio graneleiro do Reino Unido. Eles apoiam o grupo terrorista Hamas na guerra contra Israel atacando alvos ligados ao Estado judeu e a países ocidentais.

A demanda em 2024 é prevista como sustentada pela Opep+ para este ano. Nem todos os analistas concordam, com a Agência Internacional de Energia colocando o crescimento à metade do que o esperado pelo grupo de exportadores —que convidou o Brasil para participar do clube em polêmica oferta bem vista pelo governo Lula (PT), dada incoerência com a agenda ambiental defendida em Brasília.
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O jornalista IGOR GIELOW viaja a convite do Lide.

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