Economia

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Dólar fecha a R$ 1,59 após 3 dias de baixa; Bovespa avança 0,40%

Dólar fecha a R$ 1,59 após 3 dias de baixa; Bovespa avança 0,40%

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Em três dias a taxa de câmbio doméstica derreteu mais de 1%, em cima da expectativa dos mercados de que o drama grego tenha um desfecho positivo.

O parlamento grego deve votar nas próximas horas uma moção de apoio ao novo gabinete do primeiro-ministro George Papandreou.

Esse voto de confiança é visto como "o primeiro passo" para que o país mediterrâneo aprove as severas medidas fiscais exigidas pela União Europeia e os organismos internacionais para liberar as novas parcelas do pacote de socorro financeiro de 110 bilhões de euros acertado no ano passado.

"Se a Grécia conseguir completar essas reformas econômicas, a aversão a risco tende a diminuir bastante", avalia Mário Paiva, analista da corretora BGC Liquidez. "Não vai ser bom para ninguém que a Grécia entre em 'default' [suspensão dos pagamentos]", acrescenta.

Os mercados, por enquanto, concentram suas fichas de que o parlamento grego deve aprovar as duras medidas para cortar gastos públicos, vender divisas do Estado, de modo a melhorar o estado das contas nacionais. "Eles somente têm duas opções: ou aprova, ou aprova", ironiza Paiva.

Refletindo essa confiança das praças financeiras, o euro teve mais uma jornada de recuperação: o preço subiu de US$ 1,4305 ontem para US$ 1,4416 neste expediente.

No front doméstico, o dólar comercial oscilou entre R$ 1,597 e R$ 1,587, para encerrar a sessão sendo negociado por R$ 1,590, em um decréscimo de 0,31% sobre o fechamento de ontem. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,700 e comprado por R$ 1,530 nas casas de câmbio paulistas.

O Banco Central fez mais um de seus leilões de câmbio "tardios", após as 16h (hora de Brasília), e aceitou ofertas por R$ 1,5882 (taxa de corte).

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) ganha 0,40%, aos 61.412 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,5 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York valoriza 1%.

JUROS FUTUROS

As taxas projetadas mercado futuro da BM&F subiram no pregão desta terça-feira.

Entre as notícias mais importantes do dia, a inflação medida pelo IPCA-15 teve variação de 0,23% em junho, ante 0,70% em maio. Nos 12 meses, a inflação acumulada é de 6,55%. Economistas do setor financeiro projetavam uma taxa de 0,17% para o período.

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve deflação de 0,21% na segunda estimativa prévia deste mês. Em maio, a inflação para o mesmo período foi de 0,66%. Analistas previam uma deflação de 0,15%.

No contrato de julho (a exceção do dia), a taxa prevista recuou de 12,13% ao ano para 12,12%; para janeiro de 2012, a taxa projetada avançou de 12,42% para 12,45%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista ascendeu de 12,49% para 12,56%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

MS DAY

Estado prospectou R$ 30 bilhões em investimentos nos EUA

Após semana em Nova York, Riedel volta com R$ 3 bilhões em investimentos e encaminhamento de outros R$ 27 bilhões

21/05/2024 08h30

Governador Eduardo Riedel no evento MS Day, em Nova Iorque (EUA)

Governador Eduardo Riedel no evento MS Day, em Nova Iorque (EUA) Foto: Divulgação

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), voltou de Nova York, nos Estados Unidos, animado com a receptividade dos projetos estratégicos de Mato Grosso do Sul para investidores não apenas norte-americanos, mas de todo o mundo.

Pelo menos R$ 30 bilhões em novos investimentos estão no radar do governador: R$ 3 bilhões de indústrias que já confirmaram seus novos empreendimentos, e mais R$ 27 bilhões em parcerias estratégicas, que incluem rodovias, o complexo de parques em Campo Grande e a rede hospitalar (leia mais nesta edição).

O setor de logística mereceu um dia especial durante a semana repleta de eventos composta pelo road show de Mato Grosso do Sul no exterior, o MS Day, além de eventos da Lide e promovidos pelo governo brasileiro durante a Semana do Brasil em Nova York.

Somente para o projeto que prevê a concessão conjunta das rodovias BR-262, no trecho entre Campo Grande e Três Lagoas; BR-267, no trecho Bataguassu - Nova Alvorada do Sul; e MS-040/MS-338, de Campo Grande a Bataguassu, o Estado precisa captar pelo menos R$ 5,5 bilhões para investir na estrutura das estradas (Capex) e aproximadamente o mesmo valor para investimentos operacionais (Opex) no período da concessão.

O objetivo do governador Eduardo Riedel é confirmar a delegação das rodovias ao governo do Estado pela União em breve para levar a concessão a leilão na B3, a bolsa de valores brasileira, ainda no segundo semestre deste ano.

“Essas são rodovias em que nós temos de avançar. E é importante estarmos no centro econômico e financeiro do mundo, que é Nova York, porque Mato Grosso do Sul entra no radar dessa turma que está lá. Se a gente não vai, podemos perder a oportunidade de atrair R$ 27 bilhões para um pipeline (fluxo de investimentos, no jargão do mercado) que estão no radar para o próximo ano e meio”, explicou Eduardo Riedel.

Parques

No caso dos parques, a expectativa é que a modelagem seja concluída ainda neste ano, para que o complexo de parques estaduais de Campo Grande vá a leilão no primeiro semestre do próximo ano.

O plano do governo de Mato Grosso do Sul é conceder para a iniciativa privada o Parque das Nações Indígenas, o Parque Estadual do Prosa, e juntamente no pacote, equipamentos importantes como o Aquário do Pantanal.

A somatória dos investimentos necessários para as rodovias, os parques e para a rede hospitalar de Mato Grosso do Sul, que prevê pelo menos 900 leitos, é de pelo menos R$ 27 bilhões.

Captações

O governo de Mato Grosso do Sul também captou R$ 3 bilhões em investimentos. O menor deles é o único já anunciado: uma fábrica de colágeno orgânico em Terenos. Os outros são na área de bioenergia, uma indústria de papel (subproduto da celulose) e de proteína animal.

Malha Oeste

Apesar de ser estratégica para Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste deve continuar sob administração do governo federal.

O acordo que está encaminhado é para que a Rumo revitalize o trecho entre Campo Grande e Três Lagoas, conectando-o às malhas Norte/Paulista em Aparecida do Taboado.

A concessão viria em um investimento conjunto da Suzano e da Eldorado. Na outra ponta da Malha Oeste, em Corumbá, a J&F Mineração tem interesse em revitalizar o trecho entre Porto Esperança e Corumbá.

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PRODUÇÃO FLORESTAL

Paraguai receberá U$4 bilhões para projetos de eucalipto e celulose

Primeira mega planta de celulose tem previsão de gerar milhares de empregos na região

20/05/2024 20h00

Paraguai receberá R$4 bilhões para projetos de eucalipto e celulose

Paraguai receberá R$4 bilhões para projetos de eucalipto e celulose Divulgação/CNA

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Paraguai está avançando com o objetivo de se tornar um líder global na produção florestal sustentável, aproveitando seu extenso território como recurso vital para ingressar nesse setor.

Dados oficiais indicam que 45% do território paraguaio possui um potencial significativo para a produção florestal, abrindo novas oportunidades econômicas para o país.

O Grupo Zapag, conhecido por sua atuação no esporte e por liderar a diretoria do clube Cerro Porteño, decidiu investir fortemente no setor de papel.

A empresa planeja injetar US$ 4 bilhões na produção de eucalipto, em parceria com um consórcio estrangeiro. Este empreendimento é a Paracel - primeira mega planta de celulose no Paraguai, que gerará milhares de empregos na região.

A iniciativa será realizada em colaboração com a companhia sueco-belga Girindus Investments, e a previsão é que as operações comecem em 2027.

Segundo os diretores da Paracel, a base florestal necessária para o projeto já está assegurada, com mais de 103 mil hectares de plantações de eucalipto disponíveis. A planta projetada terá uma capacidade de produção estimada em 1,8 milhão de toneladas anuais de celulose.

Impacto Econômico e Sustentabilidade

Este projeto representará um marco pioneiro para o Paraguai e refletirá a confiança no futuro do setor florestal do país.

Além de promover a sustentabilidade, a nova planta de celulose ainda abrirá as portas para uma nova atividade econômica, consolidando o Paraguai no cenário internacional da produção florestal sustentável.

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