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MOEDA

Dólar tem terceira queda seguida e cai a R$ 5,29 com reforma administrativa

No mercado futuro, o dólar para liquidação em outubro cedia 0,97%, cotado em R$ 5,2940
03/09/2020 19:00 - Estadão Conteúdo


O real teve novo dia de fortalecimento, operando novamente descolado das moedas emergentes, que nesta quinta-feira, 3, se desvalorizaram em sua maioria ante o dólar, e também descolado dos ativos domésticos, com a Bolsa fechando em queda acompanhando a realização de ganhos em Nova York, e o risco-País subindo. 

O noticiário local positivo, marcado pela apresentação da reforma administrativa e pelo forte crescimento da produção industrial brasileira em julho, teve peso determinante para a queda do dólar hoje, a terceira consecutiva, de acordo com profissionais nas mesas de câmbio.

No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 1,15%, cotado em R$ 5,2960 - o menor valor desde 5 de agosto. No mercado futuro, o dólar para liquidação em outubro cedia 0,97%, cotado em R$ 5,2940 às 17h.

"O Brasil é hoje a única história de reformas na economia mundial", destaca um gestor de hedge fund em Nova York, citando a apresentação da reforma administrativa, a aprovação do marco regulatório do gás na Câmara e a expectativa de avanço da reforma tributária. 

Para ele, esse é o principal motivo que tem feito o real operar descolado de outras moedas emergentes nos últimos dias, devolvendo parte da forte desvalorização registrada em agosto.

"Atribuo o comportamento o dólar esta semana principalmente ao noticiário positivo local", reforça um diretor de tesouraria. Se as notícias domésticas têm agradado ao mercado, este executivo comenta que o mesmo não vem ocorrendo em outros emergentes, como a Turquia e África do Sul, ambos com fundamentos frágeis. 

Na Turquia, por exemplo, a atuação do governo para conter a sangria da lira, que hoje atingiu piso histórico ante o dólar, vem sendo questionada pelos economistas e investidores, e a inflação anual está perto de 12%.

Nos últimos seis pregões, o dólar só subiu em um, acumulando queda de 6%. "Prevalece o clima de otimismo com a apresentação da reforma administrativa e com os dados positivos da produção industrial", afirma o diretor da Mirae Asset, Pablo Spyer. 

O indicador cresceu 8% em julho ante junho. "O crescimento mais forte que o esperado em julho reforça a sinalização de que a economia local tem se recuperado fortemente no terceiro trimestre", afirma a consultoria inglesa Capital Economics.

No exterior, o dólar subiu ante a maioria das moedas emergentes e no final da tarde passou a cair ante divisas fortes, ajudado por dados fracos de serviços de agosto. Para os economistas do banco CIBC Capital Markets, é mais um indício de perda de fôlego da recuperação da economia americana. 

A expectativa agora é para a divulgação amanhã do relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll.

 
 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!