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PIB

Economia brasileira: guia para entender os principais índices

Leia aqui no Correio do Estado um guia para entender os principais índices da economia brasileira no estado do MS, Brasil e mundo
07/01/2021 15:00 - Thiago Gomes


Indicadores econômicos, que muita gente não dá uma importância, apesar de diretamente afetados por eles, são parâmetros essenciais para se avaliar as condições do mercado financeiro. 

Por isso, conhecê-los é fundamental para a administração de dezenas de modalidades de contrato, aplicações financeiras e mesmo para o pagamento de inúmeras contas.

Indicadores econômicos importantes para conhecer a economia brasileira

Se os indicadores são importantes, alguns deles são essenciais para se conhecer a economia, como por exemplo, a economia brasileira. Vamos ver alguns deles

PIB

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto, conhecido pela sua abreviatura, PIB, é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. 

Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas. 

O PIB mede apenas os bens e serviços finais para evitar dupla contagem. 

Se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, por exemplo, seu PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. 

Dessa forma, levam em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados.

Ainda conforme o IBGE, o PIB não é o total da riqueza existente em um país. 

Esse é um equívoco muito comum, pois dá a sensação de que o PIB seria um estoque de valor que existe na economia, como uma espécie de tesouro nacional. 

Na realidade, o PIB é um indicador de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período. 

Se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo. 

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Para o cálculo do Produto Interno Bruto são utilizados diversos dados; alguns produzidos pelo IBGE, outros provenientes de fontes externas. 

Essas são algumas das peças que compõem o quebra-cabeça do PIB:

Balanço de Pagamentos (Banco Central), Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica 

  • DIPJ (Secretaria da Receita Federal), Índice de Preços ao Produtor Amplo
  • IPA (FGV), Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
  • IPCA (IBGE) Produção Agrícola Municipal
  • PAM - (IBGE), Pesquisa Anual de Comércio
  • PAC (IBGE), Pesquisa Anual de Serviços
  • PAS (IBGE), Pesquisa de Orçamentos Familiares
  • POF (IBGE), Pesquisa Industrial Anual - Empresa
  • PIA-Empresa (IBGE), Pesquisa Industrial Mensal
  • Produção Física
  • PIM-PF (IBGE), Pesquisa Mensal de Comércio
  • PMC (IBGE) e Pesquisa Mensal de Serviços
  • PMS (IBGE).

A partir do comportamento do PIB é possível fazer várias análises, tais como: 

  • Traçar a sua evolução no tempo, comparando seu desempenho ano a ano;
  • Fazer comparações internacionais sobre o tamanho das economias dos diversos países;
  • Analisar o PIB per capita (divisão do PIB pelo número de habitantes), que mede quanto do PIB caberia a cada indivíduo de um país se todos recebessem partes iguais, entre outros estudos.
  • Segundo o mesmo IBGE, o PIB é apenas um indicador síntese de uma economia.
  • Ele ajuda a compreender um país, mas não expressa importantes fatores, como distribuição de renda, qualidade de vida, educação e saúde.
  • Um país tanto pode ter um PIB pequeno e ostentar um altíssimo padrão de vida, como registrar um PIB alto e apresentar um padrão de vida relativamente baixo.

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SELIC

O Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), também conhecido como taxa básica de juros, ou simplesmente taxa Selic, é utilizada pelo governo para pagar rendimentos a quem adquire os chamados títulos públicos. 

Contudo, ela também é usada por bancos e instituições financeiras como referência para calcular outras taxas aplicadas no mercado. 

De maneira sintetizada, se a Selic subir, isso significa que os juros praticados também sobem — tanto para quem pega empréstimo, o que torna a dívida maior, quanto para quem investe, aumentando a rentabilidade na renda fixa). 

Geralmente, ela é atualizada a cada 45 dias pelo Banco Central do Brasil (Bacen) após a realização de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), podendo baixar, aumentar ou se manter no mesmo patamar, a partir dessas decisões.

TAXA REFERENCIAL (TR)

Já a Taxa Referencial, ou TR, foi criada com o objetivo de estabilizar o recolhimento dos juros em um período no qual a inflação chegou a um patamar exorbitante. 

O cálculo é baseado nos juros aplicados pelos 30 maiores bancos no país e depende da chamada Taxa Básica Financeira. 

De acordo com os economistas, estão atrelados a esse índice o rendimento da poupança; o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); os juros cobrados nas parcelas do financiamento de imóvel.

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IPCA

Também no quadro de indicadores econômicos pode ser encontrado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

Ele é considerado o índice oficial para acompanhar a inflação e mostrar a variação de preços que ocorre para os consumidores. 

O IPCA também é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) todos os meses e ajuda a entender como será a demanda no mercado e quais são os investimentos mais adequados. 

No longo prazo, para quem investe em renda fixa, o recomendável é que se busque aplicações que estejam atreladas a esse índice. 

Na prática, isso significa que, mesmo daqui a 20 anos, por exemplo, o dinheiro estará protegido da inflação, uma vez que seu rendimento sempre estará acima dela.

 
 

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também está relacionado aos preços praticados no mercado e é medido todos os meses pelo IBGE. 

Todavia, ele está ligado ao custo de vida da. 

Basicamente, ele mostra, o poder de compra dos brasileiros que recebem de 1 a 5 salários mínimos, mas não é atrelado aos títulos públicos atualmente.

DÓLAR

Ainda é necessário apontar uma outra modalidade de indicador econômico: o dólar. 

Diferentemente de alguns outros indicadores, a cotação da moeda norte americana não é regulada pelos organismos econômicos do governo federal, sendo, sim, determinada pelo câmbio flutuante. 

Em outras palavras, é ditado pela lei de oferta e procura – a procura por compra ou venda. 

As suas oscilações no País afetam diretamente a economia nacional. 

A sua baixa beneficia importadores e o turismo internacional. 

Mas, quando a moeda está em alta, a tendência é que a inflação do Brasil aumente. 

Além disso, a valorização da moeda estrangeira influencia diretamente no preço de produtos exportados, como eletrônicos, e também no preço do barril de gasolina. 

A alta do dólar também afeta investimentos estrangeiros no Brasil e exportações.

IGP-M

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) é o indicador que ajuda a regular os preços dos produtos e serviços no mercado. 

Ele se relaciona com as suas finanças, visto que está ligado a diversos gastos que você tem no dia a dia, como aluguel de imóveis, energia, educação e planos de saúde.

Esse índice econômico também afeta os investimentos que estiverem diretamente atrelados a ele. 

Entre os principais, podemos citar: Tesouro IGP-M; Letra de Crédito Imobiliário (LCI); Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). 

Note que nos dois últimos casos, eles também podem ser atrelados ao CDI, como citamos. 

É importante avaliar esse fator antes de escolher um papel, já que a sua rentabilidade é afetada pelos índices econômicos.

 
 

ECONOMIA BRASILEIRA NA PANDEMIA

A disseminação do novo coronavírus a partir do final do ano de 2019, tomando proporções de uma pandemia ao longo de 2020, afetou duramente a economia de inúmeros países, inclusive, o Brasil. 

A obrigatoriedade de medidas como de isolamento social certamente teve impactos sobre a economia, e é sabido que os efeitos prejudiciais provocados sobre a atividade econômica podem se estender para além do término da crise sanitária, mesmo com a vacinação.

Para os analistas econômicos, a crise da pandemia de Covid-19 atingiu o Brasil num período que era de estagnação econômica. 

Isso já pode ser visto como um desdobramento da crise financeira global e da crise política brasileira, com efeitos mais dramáticos a partir de 2014. 

Em 2015, por exemplo, o PIB brasileiro encolheu -3,15%. Em 2016, houve nova retração de -2,90%.

Desde então, ainda conforme os economistas, tem-se observado taxas de crescimento inferiores a 1,5%, nível considerado baixo para as economias emergentes. 

Contudo, as medidas de contenção dos gastos públicos, a partir de reformas, e de flexibilização da política monetária, estavam mostrando sinais de recuperação econômica no longo prazo. Esta trajetória foi interrompida a partir da chegada do vírus ao País. 

Na realidade, a proliferação da doença, com milhares de pessoas infectadas e até mortas pelo vírus, derrubou a economia brasileira em 2020. 

Essa crise acabou fazendo evaporar todas as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto, por exemplo, e outros indicadores. 

De um modo geral, houve fechamento de vagas de emprego, fechamento de empresas, redução de créditos pela incerteza do momento e muita gente precisou ser apoiada pelo governo federal com auxílio (financeiro) emergencial.

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PRINCIPAIS SEGMENTOS DA ECONOMIA BRASILEIRA

A economia é segmentada. As principais atividades que contribuem para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, por exemplo são a agropecuária, o setor de serviços, indústria e comércio. 

Aliás, em tempos de pandemia o agronegócio foi o segmento que deu grande sustentação à economia, evitando uma queda maior. 

De um modo geral, a economia nacional apresenta um perfil sólido, sendo um grande exportador de uma variedade de produtos, o que fomenta o desenvolvimento econômico. 

O Brasil tem muitas possibilidades de desenvolver variadas atividades que contribuem para o desenvolvimento financeiro. 

Além da exploração de riquezas minerais, a vasta extensão de terra é favorável para agricultura. 

Com alto potencial exportador, a economia brasileira gira em torno dos principais produtos de exportação do país, dentre eles estão o minério de ferro, aço, soja e produtos derivados, automóveis e peças automotivas, cana-de-açúcar, aviões, carne bovina, café e frango.

QUAL A POSIÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA NO MUNDO?

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou projeções para diversas variáveis econômicas de diversos países. 

O Brasil, assim como a maior parte do mundo, sofrerá uma forte redução da atividade econômica no período, em função da crise do coronavírus e seus impactos na economia. 

Somado a isso, o Brasil é um dos países do mundo cuja moeda mais se desvalorizou. 

Pelas projeções 2020/2021, a crise do novo coronavírus e a forte desvalorização do real ante o dólar devem remover o Brasil do grupo das 10 maiores economias do mundo. 

Pesquisadores levaram em consideração dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para estimar o encolhimento da economia. 

O tombo jogará o país do atual 9º lugar para a 12ª colocação das economias mais, sendo ultrapassado pelo Canadá, Coreia do Sul e Rússia.

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QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS PROBLEMAS ECONÔMICOS DO BRASIL?

Antes da pandemia, as expectativas eram positivas, principalmente com relação à redução da taxa de desocupação do País. 

Esperava-se a geração de empregos e melhorar a qualidade da educação. 

Mas o cenário pandêmico frustrou em muito as expectativas de alguns segmentos. 

No Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Covid-19 provocou a adoção de medidas de isolamento social, fazendo com que a economia diminuísse drasticamente seu ritmo. 

Os setores da indústria, comércio, e serviços apresentaram em março queda de 9.1%, 2.5 e 6.9% respectivamente. 

A indústria teve aumento de produção em alguns produtos devido à quarentena, como: 

papel higiênico, absorventes, fraldas, desodorantes, sabões, detergentes, xampus, seringas, agulhas, luvas de borracha, artefatos de proteção e caixões.

No entanto isoladamente estes não tiveram força para levar todo o setor a um crescimento. 

Consequentemente os impactos também são sentidos no mercado de trabalho, que já vinha passando por um processo de fragmentação.

FUTURO DA ECONOMIA BRASILEIRA: PANORAMA PARA 2021

O que se percebe é que apesar da gravidade da pandemia, e da fragilidade da população de menor renda, os riscos para a economia brasileira são, hoje, menores do que em outros momentos críticos do passado, em decorrência da evolução institucional dos últimos 20 anos e do acúmulo de reservas internacionais.

Assim como do panorama internacional relativamente favorável ao Brasil.

Para os economistas, esse conjunto de fatores permite que nosso cenário central seja um de continuação da recuperação econômica em 2021, com inflação sob controle e modicidade nas taxas de juros. 

Contudo, não é possível deixar de estar alerta aos riscos que cercam a economia brasileira e o encaminhamento de medidas de governo necessárias ao fortalecimento da economia. 

A despeito da forte redução da atividade econômica observada no final de março e ao longo de abril, vários indicadores apontam no sentido de que a atividade econômica voltou a crescer a partir de maio.

Acredita-se que um fator importante para essa recuperação é a implementação efetiva do auxílio emergencial, que parece ter coberto parcela substancial da renda dos trabalhadores informais e em condição de vulnerabilidade. 

Aliás, pode-se dizer que o Brasil avançou bastante nos últimos anos. Desde 2016, uma série de reformas passou pelo Congresso Nacional. 

Algumas de peso, como a reforma trabalhista, o teto dos gastos e a da previdência, que foram amplamente discutidas. 

Mas outras passaram de forma mais silenciosa, como o marco do gás, do saneamento, a criação da TLP (taxa de longo prazo), regras de concessão no setor de infraestrutura e mais uma série de “micro reformas” que desburocratizam e geraram maior eficiência ao mercado e a economia.

Como já dito, o ambiente de negócios até melhorou e havia uma forte expectativa para 2020. 

Mas, veio a pandemia e a agenda de reformas acabou “contaminada”. 

As principais medidas de resgate tomadas pelo governo durante a crise focaram no incentivo ao consumo. 

Além do Auxílio Emergencial, que despejou sozinho mais de R$ 300 bilhões na economia, houve a permissão de saque do Fundo de Garantia, o FGTS emergencial, que tentou recompor as perdas de renda da população com a pandemia. 

A abertura de um orçamento paralelo gerou uma verdadeira corrida pelo dinheiro e o Congresso trocou a responsabilidade pela antiga postura assistencialista que, de fato, não cria soluções, mas gera popularidade. 

Todavia, o cenário central é compatível com uma transição relativamente suave do quadro da pandemia, sem quebra do regime fiscal e com inflação moderada, e possível manutenção da "prescrição futura" do Banco Central, que sinaliza juros estável ao longo de boa parte de 2021.

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CONCLUSÃO

Em conclusão, é possível dizer que o acompanhamento da economia é essencial para a vida financeira das pessoas, tanto de uma família, que precisa projetar as suas despesas mensais e do dia a dia, quanto  dos negócios e dos investidores. 

Ou seja, entender a dinâmica desse mecanismo é fundamental para a tomada de decisões corretas e mesmo antecipadas. 

Por isso, é essencial que o leitor entenda melhor como funciona a economia do País e como isso poder mudar radicalmente a sua forma de enxergar o mercado e as negociações.