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Economia de Mato Grosso do Sul cresce o dobro da média nacional

PIB do País fechou o ano em 2,9%, e MS estima crescimento de até 6%; agropecuária puxou resultados positivos

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O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, cresceu 2,9% no ano passado, totalizando R$ 10,9 trilhões. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado foi puxado pelo crescimento recorde da agropecuária, de 15,1%.

Apesar de os números do IBGE não terem recorte regional, a perspectiva local é o dobro do cenário nacional.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) aponta que Mato Grosso do Sul tem crescimento estimado de até 6%.

De acordo com o titular da Semadesc, Jaime Verruck, os resultados recordes para a agropecuária, a agroindústria e as exportações fazem com que a estimativa indique novamente um aumento acima da média nacional.

“Temos a expectativa de que Mato Grosso do Sul deve ter um crescimento da ordem de 5% até 6%. Isso é uma estimativa nossa, decorrente desse crescimento nacional, e esse número deve se confirmar depois das contas regionais”, avalia Verruck em entrevista ao Correio do Estado.

Assim como no panorama nacional, MS também teve bons resultados no agronegócio. Conforme já publicado pelo Correio do Estado, a safra de soja 2022/2023 registrou recorde: foram 15 milhões de toneladas colhidas.

Na balança comercial, Mato Grosso do Sul também encerrou o ano passado com o maior saldo de toda a série histórica, quando atingiu um superavit total de US$ 7,56 bilhões (R$ 36,9 bilhões).

“Puxado pelas exportações, com recorde na balança comercial, tivemos também uma recuperação da safra de soja, um incremento na produção de celulose no Estado, principalmente a questão da expansão de eucalipto. Então, é essa a força da agroindústria e da agropecuária, permitindo que a gente consiga novamente ter um crescimento acima da média nacional”, ressalta o titular da Semadesc.

O mestre em Economia Eugênio Pavão reforça que Mato Grosso do sul, além da forte presença na produção, hoje também se destaca com grandes investimentos na agroindustrialização.

“A atração de investimentos grandiosos no setor florestal consolida a internacionalização do PIB de MS. Então, temos uma economia agroexportadora e pujante”, comenta.

Conforme Verruck, o crescimento da economia do Estado veio com base sólida em 2022 e superou as expectativas em 2023, e o cenário deve se repetir para este ano.

“Acreditamos que realmente MS cresceu acima da média nacional no ano passado, e que a gente espera que tenha essa perspectiva para este ano também”, afirma.

Doutor em Administração, Leandro Tortosa também reforça que o crescimento local tem se destacado no comparativo com a média nacional.

“Para o PIB de Mato Grosso do Sul, principalmente, eu acredito que vá ter um resultado positivo, também por conta de uma safra recorde de grãos que nós tivemos, na soja e no milho. Então, quando sair algum dado, ainda que seja parcial de MS, é muito provável que a gente veja também um crescimento”, corrobora.

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explica que o resultado recorde da agropecuária, superando a queda apresentada em 2022, teve influência do crescimento da produção e do ganho de produtividade da agricultura.

“Esse comportamento foi puxado muito pelo crescimento de soja e milho, duas das mais importantes lavouras do Brasil, que tiveram produções recordes registradas pelo LSPA [Levantamento Sistemático da Produção Agrícola]”, especifica.

SETORES

Ainda de acordo com o IBGE, houve crescimento também na indústria (1,6%) e em serviços (2,4%). Já o PIB per capita alcançou R$ 50.194, um avanço, em termos reais, de 2,2% em relação a 2022.

Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

Além do agro, outra influência positiva no resultado do PIB de 2023 foi o desempenho das indústrias extrativas. A atividade teve alta de 8,7%, por conta do aumento da extração de petróleo e gás natural e de minério de ferro.

Destaque também para eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, com alta de 6,5%.

“Houve condições hídricas favoráveis, e a bandeira verde vigorou durante todo o ano passado. Além disso, o fenômeno climático El Niño aumentou a temperatura média, impactando o consumo de água e energia”, justifica Rebeca.

Em serviços, todas as atividades tiveram crescimento, com destaque para atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados intermediação (6,6%).

“As empresas seguradoras tiveram um ganho comparando os prêmios recebidos em relação aos sinistros pagos”, explica a pesquisadora.

Tortosa corrobora, salientando o crescimento do setor terciário em Mato Grosso do Sul.

“O setor de serviços também veio muito forte e contribuiu bastante em relação a 2023, principalmente por conta dessa recuperação pós-pandemia. Isso porque o Estado tem a segunda maior taxa de ocupação do Brasil, a quarta menor taxa de desocupação, e nós temos aí o PIB. Quando a gente tem uma aferição do PIB, mesmo que parcial, [observa-se que MS] é um dos estados do Brasil que mais cresce”, conclui.

A pesquisa do IBGE ainda aponta que, em relação ao quarto trimestre de 2022, o PIB avançou 2,1% no último trimestre do ano passado, o 12º resultado positivo consecutivo. A agropecuária registrou estabilidade, enquanto a indústria avançou 2,9% e a de serviços cresceu 1,9%.

“Todo o crescimento da economia no ano passado veio do que a gente chama de economia real, com a expansão do agronegócio, com preços internacionais favoráveis e também com um nível de exportação extremamente favorável e um bom consumo interno. Então, esses fatores fizeram que a gente tivesse um crescimento do PIB”, conclui Verruck. 

O último dado oficial divulgado pelo IBGE mostrou que, em 2021, o PIB de Mato Grosso do Sul chegou ao valor de R$ 142,2 bilhões, alta nominal de 15,96% em comparação com os R$ 122,6 bilhões registrados em 2020. (Colaborou Evelyn Thamares)

Economia

Invasores do Siafi tentaram movimentar ao menos R$ 9 milhões só no Ministério da Gestão

Criminosos conseguiram desviar ao menos R$ 3,5 milhões, dos quais R$ 2 milhões foram recuperados.

23/04/2024 18h00

Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

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Os criminosos que invadiram o sistema de administração financeira do governo federal, o Siafi, usado na execução de pagamentos, tentaram movimentar ao menos R$ 9 milhões do Ministério da Gestão e Inovação.

Segundo as apurações preliminares, eles conseguiram desviar no mínimo R$ 3,5 milhões do órgão, dos quais R$ 2 milhões já foram recuperados.

A invasão ao Siafi foi relevada pela Folha. O Tesouro Nacional, órgão gestor do Siafi, implementou medidas adicionais de segurança para autenticar os usuários habilitados a operar o sistema e autorizar pagamentos.

Em nota, o órgão confirmou a "utilização indevida de credenciais obtidas de modo irregular" e disse que "as tentativas de realizar operações na plataforma foram identificadas". O Tesouro afirmou ainda que as ações "não causaram prejuízos à integridade do sistema".
Integrantes do governo relatam que os criminosos realizaram três operações Pix a partir dos recursos do MGI, para três bancos diferentes.

Os investigadores conseguiram reaver os valores transferido para duas instituições, mas o maior volume, repassado para uma terceira instituição, não pôde ser recuperado porque o dinheiro já havia sido direcionado para outras contas.

Os valores em questão dizem respeito apenas ao que foi mapeado no âmbito do MGI. De acordo com investigadores da PF, os invasores conseguiram movimentar valores maiores que os R$ 3,5 milhões.

Ainda não há confirmação pública dos montantes envolvidos, nem quais órgãos foram alvo da ação criminosa. A Polícia Federal investiga o caso com apoio da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Para conseguir fazer as transferências, os criminosos roubaram ao menos sete senhas de servidores que têm perfil de ordenadores de despesa --ou seja, têm permissão para emitir ordens bancárias em nome da União.

Houve tentativas de pagamento em pelo menos três órgãos: MGI, Câmara dos Deputados e TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Na Câmara, os criminosos não tiveram êxito porque uma série de barreiras de segurança impediu a conclusão das transações.

Segundo interlocutores que auxiliam nas investigações, gestores habilitados para fazer movimentações financeiras dentro do Siafi tiveram seus acessos por meio do gov.br utilizados por terceiros sem autorização.
As apurações indicam que os invasores conseguiram acessar o Siafi utilizando o CPF e a senha do gov.br de gestores e ordenadores de despesas para operar a plataforma de pagamentos.

A Polícia Federal disse, em nota, que soube dos ataques em 5 de abril, quando começaram as apurações. As diligências são conduzidas em segredo de Justiça.

O Tesouro realizou uma reunião com diferentes agentes financeiros do governo no dia 12 de abril para comunicar a existência de um ataque ao Siafi e ao gov.br.

Segundo relatos, o órgão gestor do sistema teria informado que no fim de março, nas proximidades da Páscoa, os criminosos conseguiram se apropriar de um perfil com acesso privilegiado dentro do sistema e usaram isso para acessar ordens bancárias e alterar os ordenadores da despesa e os beneficiários dos valores.

O Tesouro chegou a suspender a emissão de ordens bancárias por meio do Pix (OB Pix), instrumento preferencial utilizado pelos invasores para desviar os recursos.

Como mostrou a Folha, a suspeita é que os invasores coletaram os dados sem autorização via sistema de pesca de senhas (com uso de links maliciosos, por exemplo). Uma das hipóteses é que essa coleta se estendeu por meses até os suspeitos reunirem um volume considerável de senhas para levar a cabo o ataque.

Outros artifícios também podem ter sido empregados pelos invasores. A plataforma tem um mecanismo que permite desabilitar e recriar o acesso a partir do CPF do usuário, o que pode ter viabilizado o uso indevido do sistema.

Na prática, os invasores conseguiram alterar a senha de outros servidores, ampliando a escala da ação.

Dadas as características, interlocutores do governo afirmam que se trata de uma ação muito bem articulada, pois apenas alguns servidores têm nível de acesso elevado o suficiente para emitir ordens bancárias em nome da União. Isso indica uma atuação direcionada por parte dos invasores.

Além disso, técnicos observam que o Siafi é um sistema complexo, pouco intuitivo, e operá-lo requer conhecimento especializado sobre a plataforma. Alguns chegaram a mencionar que há fragilidades de segurança no sistema.

O TCU (Tribunal de Contas da União) vai fazer uma fiscalização para verificar as providências adotadas pelo governo para solucionar o problema.

A corte de contas já vinha realizando uma auditoria no Tesouro Nacional com o objetivo de promover a melhoria na gestão de riscos de segurança da informação, por meio da avaliação dos controles administrativos e técnicos existentes na organização.

Tá na conta

Beneficiários do INSS começam a receber a primeira parcela do 13º salário

Os depósitos referentes à primeira parcela do 13º salário para beneficiários do INSS que ganham até um salário mínimo começam a ser depositados nesta quarta-feira (24) em Mato Grosso do Sul

23/04/2024 17h15

Para saber a data exata em que irá receber a partir desta quarta-feira (24) o beneficiário poderá consultar por meio do extrato de pagamento.  Imagem Arquivo

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Em Mato Grosso do Sul, cerca de 348.217 beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) irão receber a primeira parcela do 13º salário que representa o montante de R$ 314.575.797,47. O depósito da primeira parcela será efetuado na quarta-feira (23) para quem recebe até um salário mínimo.

Para saber a data exata em que irá receber a partir desta quarta-feira (24) o beneficiário poderá consultar por meio do extrato de pagamento. 

Para aposentados, pensionistas que ganham até um salário mínimo o depósito será efetuado entre os dias 24 de abril a 8 de maio, enquanto quem possui renda mensal acima do piso nacional terá o dinheiro em conta a partir do dia 2 de maio.

No Estado, 350.162 beneficiários recebem pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) destes 104.107 correspondem a benefícios assistenciais. Nesta modalidade, que cobre aposentadorias, pensões e auxílios, representam o montante de R$ 68,2 bilhões, mais os R$ 33,4 bilhões que são do pagamento da primeira parcela do 13º salário, chega a R$ 101,6 bilhões.

Ainda, em Mato Grosso do Sul o montante para Regime Geral é de R$ 649.791.870,13 e da modalidade assistencial a quantia representa R$ 146.866.420,43.

Segundo dados do INSS, 27.640.302 pessoas recebem até um salário mínimo, enquanto 2.260.428 ganham acima do piso nacional. Deste número os benefícios assistenciais são de 5.964.306 conforme a folha de pagamento de abril. 

Como consultar

Aos usuários que não tem acesso à internet basta ligar para a Central pelo número 135. Será necessário informar o número do CPF e realizar a confirmação de informações cadastral para inibir possíveis fraudes. 

O horário de atendimento é de segunda-feira à sábado, das 8h às 21h (em Mato Grosso do Sul).

Site INSS

Por meio da internet basta acessar o portal Meu INSS  (https://meu.inss.gov.br/). Após o login clique em "Extrato de Pagamento". 

Nessa página o beneficiário terá acesso ao extrato detalhado sobre o pagamento do benefício. 

Aplicativo Meu INSS

O usuário pode baixar o aplicativo que é compatível com os sistemas Android e iOS. Também será necessário realizar o login e senha. No aplicativo é possível consultar o histórico e informações referentes ao pagamento do 13º salário.

 

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