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Em MS, franquias faturaram R$ 2,1 bilhões neste ano

Foram abertas 7,8 mil novas franquias no Estado

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Com 7.867 novas franquias abertas neste ano no Estado, o modelo de negócios caiu no gosto de empresários sul-mato-grossenses. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), no acumulado de janeiro até setembro, o faturamento do Estado totaliza R$ 2,168 bilhões.

Segundo a ABF, de janeiro a março, foram 2.563 novos negócios, que, juntos, obtiveram faturamento de R$ 652,817 milhões. Enquanto no trimestre seguinte, foram abertas mais 2.611 novas franquias e a receita foi de R$ 700,747 milhões.

Entre julho e setembro, o número de estabelecimentos chegou a 2.693 empresas em funcionamento e o montante trimestral contabilizado no intervalo foi de R$ 815,390 milhões.

Entre os setores, o de serviços e outros negócios representou o maior porcentual entre os segmentos, que, conforme o diretor regional da ABF no Centro-Oeste, Mauro Hyde, corresponde a estabelecimentos como escritórios de marketing e arquitetura, corretoras de seguros e empresas de energia solar.

No acumulado do ano até o mês de setembro, o segmento contribuiu com a abertura de 1.889 novas lojas em Mato Grosso do Sul, seguido por food service, com 1.185 novos franqueados, e o de saúde, beleza e bem-estar, com 1.214 lojas.

Um desses exemplos, que acaba de chegar ao Estado, é a Dóffee Donuts & Coffee, inaugurada no dia 1º deste mês em Campo Grande, a franquia teve início em 2017, com os sócios Alysson, Pablo e Letícia, que viram nos donuts a oportunidade de começar uma loja inovadora em Curitiba.

Em 2019, a primeira loja física foi inaugurada no centro de Curitiba. O rápido sucesso da loja pediu por mais uma unidade e, assim, em poucos meses, foi inaugurada a Dóffee Portão.

Em seu primeiro ano como franquia, foram inauguradas mais 7 lojas, totalizando 10 unidades. A partir daí, a empresa não parou mais.

Hoje, além de Mato Grosso do Sul, a Dóffee tem unidades nas principais cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Para comemorar o lançamento da unidade em MS, a marca realizou um grande evento de inauguração, em que foram distribuídas 150 rosquinhas gratuitas. 

O diretor regional da ABF avalia que MS segue uma tendência mundial, que confirma o potencial e a pluralidade econômica do Estado. O crescimento gira em torno de 12,8% nacionalmente, e Mato Grosso do Sul está na mesma faixa, com 12,3%.

“Mesmo em menor quantidade de unidades e de faturamento, os números ainda são muito exponenciais e vêm nos últimos meses, nos últimos anos principalmente, crescendo de acordo com o mercado de franchising e até um pouco acima do mercado”, destaca Mauro Hyde.

FRANQUIA

Sobre o modelo de negócios de franqueados, Hyde explica que grande a diferença em relação ao comércio tradicional é que o mercado de franquias é um molde testado e aprovado. 

“Obviamente lucrativo, pois não se replica algo que não tenha bons resultados, aspecto este que traz uma segurança muito grande para o investidor, que já tem todo um plano de marketing e de negócios em um modelo testado”, detalha o diretor regional da ABF.

Mauro Hyde completa lembrando que o trabalho de “formiguinha” de determinar quem são os clientes e onde pode funcionar já foi realizado previamente pela franqueadora.

“Quando o investidor chega para comprar uma unidade franqueada, ele já sabe que esse negócio já foi testado em vários momentos, em vários mercados, em vários tipos de negócio. Então, essa segurança traz um conforto para o investidor”.

Hyde ressalta ainda que esse fato valida o ingresso do franqueado que está em uma rede, provocando, por consequência, uma taxa de mortalidade de franquias infinitamente menor do que de varejos tradicionais.

“Esse modelo, iniciado nos Estados Unidos e difundido por todo o mundo, tem cada vez mais marcas se tornando mundiais, não só americanas. Temos vários exemplos de marcas nacionais já ganhando o mercado mundial, um exemplo deles é o Boticário. Então, são marcas relevantes no cenário nacional que estão ganhando o mundo com muita tranquilidade, muita certeza e extremamente consolidadas”, aponta.

TERCEIRO TRIMESTRE 

Segundo o levantamento da ABF, no terceiro trimestre de 2020, foram registrados 499 novos negócios na área de serviços. Registrando franco crescimento, no terceiro trimestre de 2021 foram 539, em 2022, 598, e, neste ano, 650 franquias. A participação em um total de 11 setores ficou em 24,1%, obtendo uma variação entre os anos de 8,8%.

Considerado o período de julho a agosto de 2020 a 2023, o setor somou um total de 2.286 novas unidades franqueadas. O total de faturamento para intervalo é de R$ 471,399 milhões, ou seja, praticamente a metade de todo o montante acumulado entre os modelos de franchising em MS (R$ 815,390 milhões).

Mauro Hyde atribui a expansão do segmento às particularidades da economia do Estado. “Em Mato Grosso do Sul, por ser um estado muito forte no agronegócio, esse tipo de serviço está sendo muito utilizado por esse mercado, com isso, os investidores estão de olho e levando as soluções para o agro”, destaca o direto regional da ABF, referindo-se á área de serviços.

Para Maruo Hyde, os números somente comprovam como o modelo de negócio aplicado no setor é um mercado crescente e em consolidação. “A área de serviços, em geral, está em franco crescimento em todo o Brasil, e MS segue acompanhando o ritmo das atividades”.

Em projeções futuras para as franquias, o diretor destaca a energia solar, com instalação de placas e projetos, além dos serviços no campo da inovação tecnológica e no marketing digital.

Conforme o relatório da ABF, que traz dados dos terceiros trimestres de 2020 até este ano, foram registradas no Estado 10 mil novas unidades no modelo de negócio de franquia até este ano. O faturamento totalizou, no período, R$ 2,870 bilhões.

Com vasto espaço para o crescimento de diversos outros segmentos, Mato Grosso do Sul se destaca também no modelo de negócio em alimentação, no estilo food service, e saúde, beleza e bem-estar.

Quase empatados, somente no terceiro trimestre deste ano, o setor beleza contabilizou 424 novas unidades franqueadas, número que já seguia tendência de crescimento, tendo registrado 374 no mesmo período de 2020, 365 em 2021 e 394 no ano passado. O setor foi responsável por gerar 12.242 empregos na soma dos trimestres.

Já os negócios no ramo da alimentação também apresentaram elevação no número de novas franquias. Foram registradas 332 em 2020, 376 em 2021, 366 em 2022 e 403 neste ano. Ultrapassando a área da beleza, os fast-foods contribuíram com a criação de 15.787 postos de trabalho em Mato Grosso do Sul.

Habitação

Saiba como o FGTS Futuro contribuirá para compra da casa própria

Depósitos futuros podem reduzir prestação do Minha Casa, Minha Vida

24/02/2024 14h00

Moradia popular Foto: Arquivo

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A partir de março, o mutuário do Minha Casa, Minha Vida que trabalha com carteira assinada estará mais próximo de receber uma ajuda para comprar o imóvel próprio. O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverá regulamentar o FGTS Futuro, modalidade que permite o uso de contribuições futuras do empregador ao fundo para comprovar renda maior e comprar imóveis mais caros ou reduzir o valor da prestação.

Inicialmente, a novidade funcionará em caráter experimental, para cerca de 60 mil famílias da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, com renda mensal de até dois salários mínimos. Caso a iniciativa seja bem sucedida, o governo federal poderá estender a iniciativa a todos os beneficiários do programa, que atende a famílias com renda de até R$ 8 mil mensais.

Instituído pela Lei 14.438/2022, no governo anterior, o FGTS Futuro nunca foi regulamentado. Na época, a legislação permitia o uso dos depósitos futuros no fundo, para pagar parte da prestação.

No ano passado, a Lei 14.620, que recriou o Minha Casa, Minha Vida, autorizou o uso do FGTS Futuro também para amortizar o saldo devedor ou liquidar o contrato antecipadamente. No entanto, seja para diminuir a prestação ou nas outras situações, a utilização do mecanismo tem riscos, caso o trabalhador seja demitido e não consiga outro emprego com carteira assinada.

Como funciona


Todos os meses, o empregador deposita, no FGTS, 8% do salário do trabalhador com carteira assinada. Por meio do FGTS Futuro, o trabalhador usaria esse adicional de 8% para comprovar a renda. Com o Fundo de Garantia considerado dentro da renda mensal, o mutuário poderá financiar um imóvel mais caro ou comprar o imóvel inicialmente planejado e reduzir o valor da prestação.

Na prática, a Caixa Econômica Federal, agente operador do FGTS, repassará automaticamente os depósitos futuros do empregador no Fundo de Garantia para o banco que concedeu o financiamento habitacional. O trabalhador continuará a arcar com o valor restante da prestação.

O oferecimento da novidade ao trabalhador ainda levará tempo. Caso o Conselho Curador regulamente a medida em março, a Caixa Econômica Federal precisará definir uma série de normas operacionais. Elas explicarão como o banco transferirá os depósitos de 8% do salário ao agente financiador do Minha Casa, Minha Vida, assim que a contribuição do patrão ao FGTS cair na conta do trabalhador. Somente 90 dias após a edição das normas, as operações com o FGTS Futuro serão iniciadas.

Exemplo


O Ministério das Cidades forneceu uma simulação de uso do FGTS Futuro por uma família com renda de até R$ 2 mil que compra um imóvel no Minha Casa, Minha Vida. Nesse exemplo, a família pode comprometer até 25% da renda (R$ 500) com a prestação.

Com o depósito de R$ 160 do empregador na conta vinculada do FGTS, o trabalhador poderá financiar um imóvel de maior valor, pagando prestação de R$ 660. Em tese, também é possível comprar o imóvel inicialmente planejado e reduzir a prestação para R$ 340, mas esse ponto ainda depende de regulamentação do governo.

Riscos


O mutuário precisará estar atento a riscos. O governo ainda discute o que acontecerá com o trabalhador que perder o emprego. A Caixa Econômica Federal estuda a suspensão das prestações por até seis meses, com o valor não pago sendo incorporado ao saldo devedor. Essa ajuda já é aplicada a financiamentos habitacionais concedidos com recursos do FGTS.

Mesmo que as prestações sejam suspensas, o trabalhador deverá estar ciente de que, caso perca o emprego, terá de arcar com o valor integral da prestação: o valor que pagava antes mais os 8% do salário anterior depositados pelo antigo empregador. Caso não consiga arcar mais com as prestações por mais de seis meses, o mutuário perderá o imóvel.

FÁBRICA DE FERTILIZANTES

Presidente da Petrobras vem a MS em abril para agilizar conclusão da UFN3

Jean Paul Prates disse que articula para terminar a planta e que virá em abril para "anunciar coisas legais"

24/02/2024 08h01

A UFN3, em Três Lagoas, que teve as obras paralisadas em 2015 e deverá ser concluída em breve Reprodução/GovMS

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O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, vem a Mato Grosso do Sul em abril para, segundo ele, “anunciar coisas legais” referentes à Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Três Lagoas.

“Nós estamos articulando formas de isso ser agilizado, de terminarmos essa planta e ela começar a produzir”, disse Jean Paul Prates ao Correio do Estado, durante evento da Petrobras Cultural, no Rio de Janeiro (RJ).

“A planta está exatamente no meio do mercado demandador. Ela vai ser feita e vai voltar a operar, e nós vamos [a Mato Grosso do Sul] em abril. Vamos lá visitar e vamos anunciar algumas coisas legais”, complementou o presidente da estatal, depois de ter sido perguntado sobre os planos de retomada da obra.

Apesar de ter sua retomada confirmada verbalmente no ano passado, tanto por Prates quanto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não há um cronograma definido para a conclusão da unidade industrial, que, quando pronta, produzirá fertilizantes nitrogenados, amônia, potássio e até gás carbônico utilizado, na produção de medicamentos e refrigerantes, usando gás natural como matéria-prima. 

“A gente não tem uma linha do tempo definida, mas temos uma disposição já definida. Lá no ano passado, a gente colocou a produção de fertilizantes no Capex [plano de investimentos], na pauta da Petrobras”, explicou.

Perguntado sobre qual seria o valor investido, Prates disse que é necessário concluir o processo de decisão que está em curso. “Já está tudo sendo mapeado e organizado para levar para a diretoria e para o conselho. Depois disso, a gente volta a operar”, informou Prates. 

No ano passado, o Correio do Estado apurou que seriam necessários pelo menos US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5 bilhões) para concluir as obras na planta da Petrobras. A definição do valor a ser investido na unidade, contudo, dependerá das avaliações que estão sendo feitas no local.

70% ou 80%?

Sobre o prazo para a conclusão, Prates disse que o porcentual de 80% das obras prontas, da época em que foi paralisada, em 2015, pode não estar atualizado. “Uma obra dessa tem de ‘estar viva o tempo todo’, é como um carro antigo. Na verdade, é um 80% que deve cair para 70%”, comentou. 

70% de conclusão

Apesar de, em 2015, a UFN3 ter sido paralisada com aproximadamente 80% das obras concluídas, Jean Paul Prates acredita que este porcentual tenha sido reduzido a 70%, em razão dos ajustes de manutenção necessários. 

Quando estiver concluída, a fábrica terá capacidade para produzir 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia, além de dobrar a produção nacional de fertilizantes.

"Já está sendo tudo mapeado e organizado para levar para a diretoria e para o conselho. Depois disso, a gente volta a operar”
- Jean Paul Prates, presidente da Petrobras

Histórico

A UFN3 integrava um consórcio composto por Galvão Engenharia, Sinopec (estatal chinesa) e Petrobras. O orçamento inicial da obra estava estimado em R$ 3,9 bilhões no início da década passada (valor desatualizado).

A obra foi paralisada durante a Operação Lava Jato. Os responsáveis pela Galvão foram envolvidos em denúncias de corrupção durante a operação. A Petrobras absorveu todo o empreendimento desde então, mas acabou não prosseguindo com a obra.

O processo de venda da indústria teve início em 2018, no governo de Michel Temer (MDB). Ela seria vendida com a Araucária Nitrogenados (Ansa), fábrica localizada na Região Metropolitana de Curitiba (PR). A comercialização em conjunto inviabilizou a concretização do negócio.

Em meados de 2019, a gigante russa de fertilizantes Acron havia fechado acordo para a compra da empresa. O principal motivo para que o contrato não fosse firmado na época foi a crise boliviana que culminou na queda do ex-presidente Evo Morales.

Em 2023, a estatal anunciou a suspensão da venda da fábrica e, desde então, o governo federal atua junto ao Conselho de Administração da Petrobras para retomar a obra.

 

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