Economia
ALIMENTOS

Em sete meses, cesta básica sobe R$ 46 em Campo Grande

Preço da cesta básica foi de R$ 707,00 no mês de julho, a quinta maior do Brasil

Naiara Camargo

05/08/2022 12:20

 

A cesta básica custou R$ 707,00 em julho e R$ 660,11 em janeiro de 2022, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Portanto, alimentos básicos ficaram R$ 46,89 mais caros, em um intervalo de sete meses, na Capital.

Entre as capitais brasileiras, Campo Grande possui a quinta cesta básica mais cara do País, perdendo apenas para São Paulo (R$ 760,45), Florianópolis (R$ 753,73), Porto Alegre (R$ 752,84) e Rio de Janeiro (R$ 723,75). 

A capital brasileira que possui os alimentos mais baratos é Aracaju (R$ 542,50). 

Campo Grande é a Capital do Centro-Oeste em que a cesta básica é a mais cara. Em seguida vem Brasília (R$ 703,93) e Goiânia (R$ 672,91), conforme o relatório da Dieese.

O valor da cesta para uma família, composta por quatro pessoas, é de R$ 2.121,00. 

O trabalhador campo-grandense precisa trabalhar 128 horas e 20 minutos no mês para conseguir comprar a cesta básica. 

O kit de alimentos compromete 63,06% do salário mínimo líquido, que é de R$ 1.121,10.

De acordo com o relatório da Dieese, o leite de caixinha é o item que ficou mais caro, com variação de 15,92%, chegando a custar R$ 7,28 o litro.

A banana (13,80%), farinha de trigo (3,31%), pão francês (2,54%), manteiga (2,45%), café em pó (1,35%), açúcar cristal (0,74%) e arroz agulhinha (0,47%) também ficaram mais caros no mês de julho.

Já a batata e o tomate ficaram mais baratos, com retração de 14,79% e 14,37%, respectivamente.

Conforme a economista Andreia Ferreira, o vilão da cesta, o leito, está mais caro porque está em período de entressafra, que começa  por março/abril e vai até meados de outubro.

"Além disso, o custo das medicações e ração dos animais subiu, e o custo do diesel permanece elevado. Daí, chegamos nesse aumento de 15,92% em um mês, mas que já soma 59,28% só no período de janeiro a julho deste ano", disse ao Correio do Estado.

A farinha de trigo e, consequentemente o pão francês, subiram em função da importação de produtos.

"O País é obrigado a fazer [importação] porque não produz trigo suficiente para atender o mercado interno, e o dólar continua valorizado frente ao real", excplicou Andréia.

"Além disso, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua, e só estes dois países são responsáveis por 1/3 da produção mundial", acrescentou.

Quanto a banana, que também teve alta expressiva, a economista explica que o preço subiu porque diminuiu a disponibilidade da fruta no mercado e a produção do Estado não é suficiente para atender a demanda local", concluiu.

Os itens da cesta básica são carne, leite, feijão, arroz, farinha de trigo, macarrão, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo, biscoito, pão francês, manteiga, laranja, entre outros.