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2011: Será hora de parar para um ano sabático?

2011: Será hora de parar para um ano sabático?

INFOMONEY

03/01/2011 - 17h09
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Para quem busca algo na vida profissional, mas não sabe exatamente o que seria, talvez 2011 possa ser o ano para fazer aquela reciclagem no planejamento de carreira. E de vida, uma vez que o pessoal não está dissociado do profissional. Mas como saber se é mesmo hora de parar e viver um ano sabático?

Antes de decidir, é preciso entender se o seu caminho cheio de pontos de interrogação é apenas uma viela ou uma estrada sem fim. Uma coisa é iniciar o ano cheio de dúvidas, outra é carregá-las por todo ele. Muitas vezes, basta um descanso. E de descanso o ano sabático não tem nada. Ao contrário, esse é um período de muito trabalho, mas de um trabalho para si mesmo.“O ano sabático é um projeto pessoal de planejamento. É uma reciclagem. É um ano em que você se prepara pessoal e profissionalmente”, afirma o gerente de Projetos em Desenvolvimento de Pessoas do Idort-SP, Danilo Afonso.

E o que se faz durante esse período? Isso vai depender dos seus objetivos. De um curso de religião a um de culinária, no ano sabático, o importante é a pessoa encontrar sentido em algo, não importa o quê. É um período de colocar planos, há muito engavetados, em ação. No ano sabático, o importante é não ficar parado. “É um ano de investimento em você mesmo, de aumentar os seus conhecimentos”, diz a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital Juliana Gomes.

Os sinais
E como diferenciar o cansaço da necessidade de replanejar toda a carreira? Para Juliana, o ano sabático é para profissionais experientes, que têm mais que um cansaço físico. “Ele tem uma insatisfação, que não é sanada pelo trabalho. Ele precisa de algo a mais, por mais que ele goste do que faz e mesmo em um cenário positivo”, afirma.

O ano sabático é necessário para aqueles que mesmo fazendo bem o seu trabalho, mesmo tendo reconhecimento e mesmo sendo referência na sua área de atuação, ainda sentem um vazio. “Quando você não está feliz, quando acorda e não sente prazer para trabalhar, quando você começa a não ver mais sentido no que faz, essa pode ser a hora”, considera Afonso. “O ano sabático é uma parada para você repensar a sua vida. É uma parada estratégica para você não seguir por esse caminho duvidoso”, ressalta.

“O sinal de que você tem de parar é quando tudo ao seu redor lhe deixa infeliz ainda que pareça tudo bem. É a sensação de que você não cabe dentro de você mesmo”, reforça a vice-presidente de Relações Institucionais da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Cecília Shibuya. Para ela, é preciso que os profissionais se perguntem se a vida que eles têm hoje é a que eles querem mesmo ter. “Se aquilo que eu estou vivendo e fazendo está realmente valendo a pena”.

Para ver um sentido
O desgaste físico e mental no trabalho, a falta de sentido no que se faz, o esgotamento. Os fatores que levam os profissionais a quererem parar vão além do replanejamento da carreira. Muitas vezes, o que falta é exatamente um plano. “Às vezes, as pessoas não aguentam mais não ter perspectivas. Ao voltar a ter um plano, elas começam a ver tudo diferente”, ressalta Afonso.

E esse é um dos objetivos do ano sabático, fazer o profissional traçar um objetivo, ter algo a ser perseguido a fim de encontrar um sentido para a sua vida profissional. Contudo, nem tudo parece tão simples. Para conseguir parar é preciso se planejar. Afinal, ter um ano sabático custa caro, dependendo do que se vai fazer, e requer um planejamento financeiro sério. Ficar replanejando por um ano significa um ano fora do mercado de trabalho.

Por isso, se a ideia inicial é dar sentido à vida profissional, é preciso entender primeiro se pretende trocar totalmente de área, ou apenas voltar a ter gosto pelo que faz. No primeiro caso, o ano sabático deve ser um período de descobertas. No segundo caso, o profissional tem a possibilidade de parar com o aval da empresa. “Empresas não gostam de passar por rupturas muito grandes. E se o profissional pensa em retornar, é preciso negociar”, afirma Afonso.

Embora não seja comum no Brasil, esse tipo de concessão, na avaliação de Afonso, só traz ganhos para o profissional e para a empresa. “O profissional terá de mostrar os benefícios que a empresa terá quando ele retornar desse período. Antes de tentar um acordo, contudo, ele já deve estar decidido. E preparado para uma resposta negativa”, diz.

Por isso, se você acredita que precisa de um ano sabático, transforme 2011 em um ano de planejamento. “O ano sabático não é uma decisão que deve ser feita de uma hora para outra”, ressalta Juliana. Pensar no quanto tem de ter na conta bancária, que planos pessoais serão colocados em prática, para onde se quer ir. Tudo isso deve ser pensado, para que esse período seja de fato uma fase de agregar conhecimento. “No fim, só ganha o profissional e a empresa”, reforça Cecília.

 

Concurso

Termina nesta terça-feira (18) o prazo para inscrições no concurso da Justiça Eleitoral

Salários variam de R$ 8.529,65 a R$ 13.994,78

17/06/2024 13h30

Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os 26 tribunais regionais eleitorais (TREs) oferecerão um total de 412 vagas para as carreiras de analista e técnico judiciários, ambos exigindo nível superior, distribuídas em diversas especialidades, visando ao preenchimento de cargos efetivos na Justiça Eleitoral e à formação de cadastro reserva.

O cargo com maior número de vagas é o de técnico judiciário na área administrativa, com um total de 208 vagas disponíveis.

Os salários mensais são de R$ 13.994,78 para analista judiciário e de R$ 8.529,65 para técnico judiciário, exceto para a especialidade de agente da polícia judicial, que oferece remuneração de R$ 9.773,56.

A jornada de trabalho pode variar entre 20 e 40 horas semanais, dependendo do cargo.

Inscrições para o processo seletivo de 2024 da Justiça Eleitoral devem ser realizadas através do site do Cebraspe, responsável pela organização do concurso.

Para concorrer, é necessário possuir diploma registrado de curso superior na área pretendida, emitido por instituição reconhecida pelo MEC, além de registro no órgão de classe, quando necessário.

Há possibilidade de solicitação de isenção da taxa de inscrição para candidatos de baixa renda cadastrados no CadÚnico ou doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde, conforme Lei nº 13.656/2018.

Candidatos com deficiência devem enviar laudo médico atualizado, emitido nos últimos 36 meses, junto à inscrição.

As taxas de inscrição são de R$ 130 para analista judiciário e R$ 85 para técnico judiciário, podendo ser pagas até 9 de agosto via GRU Cobrança, disponível no site do Cebraspe.

O processo seletivo incluirá provas objetivas para todos os cargos, prova discursiva para analista judiciário, teste de aptidão física para agente da polícia judicial, e avaliação de títulos para analista judiciário.

As fases do concurso ocorrerão nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal, com provas objetivas e discursiva marcadas para 22 de setembro de 2024.

O edital completo e quaisquer retificações estão disponíveis no Diário Oficial da União e no site do Cebraspe.

Os cargos serão distribuídos entre os TREs dos estados, exceto Tocantins, que não participará devido à vigência de concurso anterior válido.

Para mais informações, o candidato pode acessar o site do Cebraspe, entrar em contato pelo e-mail [email protected], pelo telefone (61) 3448-0100, ou visitar a Central de Atendimento ao Candidato do Cebraspe em Brasília.

Com Agência Brasil

MATO GROSSO DO SUL

Vagas abertas em curso de silvicultura é 'mão de obra' futura para o vale da celulose

Qualificação de nível superior focada na prática profissional, tem inscrições abertas até 12 de junho para quem busca título de tecnólogo reconhecido pelo MEC

09/06/2024 08h27

Curso foi lançado ainda em 15 de março, fruto de um convênio entre a empresa MS Florestal e o próprio Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Curso foi lançado ainda em 15 de março, fruto de um convênio entre a empresa MS Florestal e o próprio Governo do Estado de Mato Grosso do Sul Marcelo Victor/Correio do Estado

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Encerra na próxima quarta-feira (12) o prazo para inscrição para processo seletivo do curso de silvicultura que, em dois anos e meio, dá título de tecnólogo (qualificação de nível superior), criando força de trabalho para o desenvolvimento sustentável. 

As inscrições estão disponíveis através do Portal da Pró-Reitoria da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) onde é possível encontrar os respectivos editais do processo seletivo e preencher a lista com os seguintes documentos: 

  1. Autodeclaração étnica, quando for o caso (Anexo III);
  2. Histórico Escolar do Ensino Médio ou Certificado de Conclusão do Ensino Médio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) emitido pelas instituições certificadoras (Secretarias Estaduais de Educação ou Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia);

Ao todo são 40 vagas ofertadas, distribuídas entre 20 gerais e 20 destinadas para colaboradores(as) da empresa parceira conveniada MS Florestal. 

Vale lembrar que o curso foi lançado ainda em 15 de março, fruto de um convênio entre a empresa MS Florestal e o próprio Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, para capacitação presencial em Água Clara. 

Na ocasião, Eduardo Riedel; secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck e representantes da MS Florestal se reuniram no Bioparque Pantanal para o lançamento da PantanalTECHMS.

Reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) como qualificação superior, o título de tecnólogo se destaca pela menor duração, cerca de dois anos e meio, com o início das aulas programado para o segundo semestre deste ano. 

Processo aberto à toda população, o próprio secretário Jaime Verruck destacou à época do lançamento que a medida vai em direção à demanda detectada: mão de obra especializada. 

"[Em trabalho com o setor] criamos a rede de excelência de serviços florestais... dentro, detectamos qual o conjunto de lacunas que temos na formação profissional e um deles era a de técnicos de silvicultura. Criou o curso na região de Água Clara que entendemos que é a mais central, propiciando atendimento a todos os Estados e caso necessário outros serão feitos", disse. 

Tecnologia e sustentabilidade

Como frisa o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande (SRCG), Alessandro Coelho, a forma de trabalhar a terra está sendo transformada pelo rápida evolução da tecnologia, sendo que não se pode largar a mão da responsabilidade ambiental. 

"Para garantir que nossos agricultores estejam preparados para enfrentar essas mudanças e maximizar seu potencial, os cursos de todos os níveis de formação se tornam primordiais. Esses cursos não apenas fomentam a pesquisa, mas também os capacitam a adotar práticas sustentáveis que promovem o desenvolvimento responsável do setor agrícola", expõe.

Gerente de Relações Institucionais, Governamentais e com Comunidades da MS Florestal, Marisa Coutinho é categórica em apontar que o curso não atende só o setor, como também esse compromisso, encarado como responsabilidade. 

"Representa nosso compromisso tangível com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social. Estamos orgulhosos de construir, por meio desta parceria, uma oportunidade tão valiosa quanto este ensino superior para nossa comunidade", diz.

Em complemento, a gerente de Recursos Humanos da MS Florestal, Amanda Barrera, aponta que o efeito de se ofertar ensino com foco sustentável é justamente uma gama maior de habilidades que enriquece o mercado de trabalho. 

"Ao fornecer acesso a uma educação de qualidade nesta área crucial, estamos capacitando indivíduos a se tornarem líderes no manejo sustentável de nossas florestas", cita. 

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