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Frequência pré-escolar dos filhos afeta carreira das mães

Frequência pré-escolar dos filhos afeta carreira das mães

Agência USP

06/07/2011 - 21h30
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“As mães só voltam a trabalhar quando colocam a criança na escola, ou quando alguém pode tomar conta do filho”, conta Jaqueline Severino da Costa, autora da tese de doutorado Impacto da frequência pré-escolar dos filhos sobre o trabalho das mães, defendida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, em fevereiro de 2011. O trabalho foi orientado pela professpra Ana Lucia Kassouf.

Para avaliar o efeito da frequência dos filhos sobre o trabalho das mães, Jaqueline estudou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2002 e 2008, por meio de uma análise instrumental econométrica de regressão descontínua. Essa análise aproxima os dados estudados, que são particulares de cada amostra, de serem genéricos e faz com que possam ser utilizados para a criação de estimativas, por exemplo. Ela buscou dados de famílias com filhos na faixa etária dos cinco anos.

A pesquisadora constatou que a frequência pré-escolar dos filhos aumenta em aproximadamente 28% a participação das mães no mercado de trabalho. Além disso, a jornada de trabalho sobe em 19 horas semanais. São quase quatro horas diárias a mais. Porém, o aumento da jornada não reflete em aumento salarial. “A escolaridade das mães pode ter um peso maior sobre os salários, inibindo a influência de outros fatores, como a jornada de trabalho”, afirma Jaqueline.

Outra constatação do estudo é a de que a data de nascimento da criança interfere na sua frequência pré-escolar. Crianças com cinco anos completos antes do dia 1° de março podem frequentar a pré-escola. Porém, aquelas que completam tal idade após essa data acabam entrando em um nível inferior. Sendo assim, essas crianças teriam 3% menos chances de frequentar a pré-escola. “Parece um valor pequeno, mas na realidade não é. E essas crianças não frequentam a pré-escola apenas por não terem nascido na data estabelecida pelo governo”, lamenta a pesquisadora.

Caçulas
 

Jaqueline ainda afirma que os impactos são diferentes dependendo da condição de caçula ou não da criança de cinco anos. Ela dividiu as famílias em dois grupos: o primeiro é formado por famílias cujo filho caçula é a criança de cinco anos e o segundo é composto por aquelas em que a criança dessa idade possua irmãos mais novos. Segundo ela, no primeiro grupo, a frequência pré-escolar da criança tem maior impacto no trabalho da mãe. Porém, no segundo grupo, o impacto é menor. “Isso acontece porque nestes casos, mesmo que a criança de cinco anos frequente a pré-escola, existem filhos mais novos para serem cuidados”, explica. Assim, é possível afirmar que, geralmente, é o caçula que tem maior impacto na vida profissional da mãe.

A idade das mães também afeta sua vida profissional. Mães mais velhas tendem a colocar logo os filhos na pré-escola e, consequentemente, a participar mais do mercado. Isso por já terem maior experiência e carreira melhor consolidada.

Uma maior frequência pré-escolar de crianças ajudaria a capacitação de pessoas para contribuição social e econômica do País. “Deve-se investir nisso pois os benefícios são de curto prazo, como a geração de empregos diretos em creches e escolas, e de longo prazo, com o melhor desenvolvimento da capacidade cognitiva das crianças e a participação feminina no mercado de trabalho”, afirma a pesquisadora.

Outros trabalhos


Questionada sobre outros trabalhos na área, Jaqueline conta que existem outros estudos. “O que me despertou curiosidade sobre o assunto foi a leitura de dois textos do economista argentino Samuel Berlinski, que estuda a educação, entre outras coisas”, explica. No Brasil, cita o trabalho de Ricardo Paes de Barros, que acompanha famílias no Rio de Janeiro e estuda o mesmo assunto tratado por ela. “Para fazer isso é preciso ter recursos. Infelizmente eu não tenho como fazer um trabalho de campo acompanhando famílias como ele faz”, afirma a pesquisadora, destacando que os resultados encontrados por Barros são semelhantes aos que ela encontrou na sua pesquisa.

oportunidade

UFMS está com inscrições abertas em concurso com salário de até 9,1 mil

São 35 vagas para cargos de nível médio e superior

20/01/2024 14h31

Há vagas para Campo Grande e para o interior Arquivo/Correio do Estado

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A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) está com inscrições abertas em concurso público de técnico-administrativo, com 35 vagas para nível e superior.

Os salários variam de R$ 2.667,19 a R$ 9.113,85, de acordo com o cargo. Todos oferecem auxílio-alimentação no valor de R$ 658 e possibilidade de acréscimo dos incentivos previstos no Plano de Carreira dos Cargos Técnico administrativos em Educação.

As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de fevereiro pelo site da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec)

O prazo para solicitar a isenção da taxa de inscrição já encerrou e quem deseja se inscrever deve pagar R$ 100.

As vagas são para Campo Grande, Naviraí, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Na Cidade Universitária, em Campo Grande, são 20 vagas para nível médio, sendo cinco para técnico em Contabilidade e 15 para técnico de Tecnologia da Informação.

Já em relação aos cargos de nível superior, são oito vagas para Técnico em Assuntos Educacionais na Cidade Universitária, uma no campus de Naviraí e uma em Ponta Porã.

Também há oportunidades para assistente social e médico veterinário em Paranaíba (CPar), para médico no campus de Três Lagoas e para médicos do trabalho e homeopata na Cidade Universitária.

As provas estão previstas para o dia 17 de março e serão aplicadas em Campo Grande.

A divulgação e homologação do resultado final está prevista para o dia 29 de abril.

O edital completo pode ser conferido no site da Fapec.

ÚLTIMA CHANCE

Com vagas em MS, prazo de inscrição em concurso da Marinha termina nesta terça

Oportunidade é para nível médio de escolaridade, com salário de R$ 2,2 mil

16/01/2024 11h14

Em todo o Brasil, são 1.680 vagas Divulgação

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As inscrições em concurso público de admissão ao curso de formação de fuzileiros navais da Marinha do Brasil terminam nesta terça-feira (16). São 1.680 vagas em todo o Brasil, sendo 20 delas para Mato Grosso do Sul, em Ladário.

O concurso é para brasileiros de ambos os sexos e requer o nível médio de escolaridade.

As inscrições podem ser realizadas pelo site da Marinha. A taxa é de R$ 40.

Para se inscrever, é necessário ter 18 anos completos e menos de 22 anos no dia 30 dia junho de 2025. 

Além disso, é preciso ter altura mínima de 1,54 m e máxima de 2 metros; não ser casado ou ter constituído união estável, ter filhos ou dependentes. É preciso permanecer nessas condições durante todo o período de formação.

A prova objetiva, ainda sem data definida, terá 50 questões de múltipla escolha sobre conteúdos de matemática e língua portuguesa.

Depois, os candidatos passarão por inspeção de saúde, teste de aptidão física –que inclui natação, corrida, flexões e abdominais –, avaliação psicológica e verificação de dados biográficos e documentos.

Os candidatos selecionados irão passar pelo curso de formação, com duração de 17 semanas. Nesta etapa, a bolsa-auxílio é de R$ 1.303,90, com adicional de alimentação, uniforme e assistências médico-odontológica, psicológica, social e religiosa.

Depois, já formados como fuzileiros navais, os jovens seguem para estágio em unidades da Marinha distribuídas em todas as regiões do país e passam a receber R$ 2.294,50. 

O edital completo está disponível no Diário Oficial da União.

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