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PESQUISA

Cai número de campo-grandenses com nome sujo

Isolamento social influencia no percentual de famílias inadimplentes
15/04/2020 14:24 - Súzan Benites


Com o isolamento social e o fechamento do comércio para evitar o aumento de casos do novo coronavírus (Covid-19), resultou na estabilidade no número de endividados e queda no número de inadimplentes em Campo Grande. Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 9,6 mil famílias conseguiram limpar o nome.

Em abril, o percentual de famílias endividadas foi de 57,2%, praticamente o mesmo valor de março (57,1%). Já a porcentagem dos inadimplentes, ou seja, daquelas famílias que não terão condições de quitar suas dívidas, caiu 3,1%. Em março eram 11,7%  ou 36.406 pessoas nestas condições e em abril, 8,6% (26.710), que representa 9,6 mil a menos. 

No total são 178.385 famílias endividadas em abril, seja com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros. 

De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), Daniela Dias, não é um resultado que possa ser comemorado devido às circunstâncias do momento. “Essa redução no indicador de inadimplência se deve, em partes, ao fato das pessoas estarem comprando menos, justamente por terem desenvolvido um comportamento mais cauteloso diante do receio do coronavírus, do desemprego e das expectativas sobre a economia", afirma.

A economista acredita que as medidas governamentais, que estão permitindo a renegociação de dívidas, podem ter interferido nesses resultados. "Considerando as extensões de prazo para pagamento, bem como especificamente no caso dos financiamentos, em que as parcelas de abril e maio poderão ser pagas ao final do prazo da dívida, concluímos que as famílias continuariam endividadas, mas não inadimplentes, por pelo menos dois meses", diz Daniela.

Dados do levantamento apontam ainda que o cartão de crédito continua na liderança como principal fonte de dívidas dos campo-grandenses (68,7%), seguido pelos carnês (21,4%), financiamento de casa (15,4%) e financiamento de carro (11,5%).

Entre os que possuem essas contas 54,2% possuem dívidas em atraso. Para 35,4% das pessoas essas dívidas tem mais de 90 dias, 17% até 30 dias e para 15,7% as contas estão vencidas no prazo de 30 a 90 dias.

Quanto ao nível de endividamento, 15,2% das famílias se consideram muito endividadas, 42,8% não tem dívidas, 23% estão pouco endividados e 18,9% está mais ou menos endividada.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!