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Especialistas dão dicas para enfrentar as contas pesadas do início de ano

Especialistas dão dicas para enfrentar as contas pesadas do início de ano

FOLHAPRESS

02/01/2016 - 07h00
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Entra ano, sai ano, sempre no primeiro trimestre há aquelas despesas das quais não há como escapar: o pagamento de IPVA, IPTU, material escolar e, em muitos casos, rematrículas nas escolas.

É normalmente o período em que o consumidor mais se aperta, já que tradicionalmente usa o 13º salário para pagamento de dívidas, para as compras de Natal e viagens, sobrando pouco ou nada para esses gastos obrigatórios.

"O ideal é que a pessoa tenha se preparado para essas despesas ao longo do ano que passou. Quem não se planejou agora tem que postergar viagens, gastos com lazer e se concentrar nas despesas urgentes", diz o educador financeiro Elisson de Andrade. "Isso serve de lição para a pessoa se preparar neste ano para não passar aperto em janeiro do ano que vem."

Para o educador financeiro Álvaro Modernell, o consumidor tem de tomar consciência de que, se 2015 não foi bom financeiramente, 2016 pode ser ainda pior. "Cada um deve fazer sua parte para amenizar sua situação", afirma.

"Deve-se tomar muito cuidado com os gastos no início do ano. Cerca de 90% das pessoas que se endividam no primeiro trimestre acabam o ano endividadas", alerta.

"Resista às tentações de consumo neste início de ano, adie viagens, a troca de carro e se concentre no pagamento das despesas inevitáveis. Gastar tudo em férias podem custar estresse ao longo do ano", acrescenta Modernell.

CONFIRA 11 DICAS DOS ESPECIALISTAS

Use reservas financeiras
Use parte do 13º salário ou da reserva financeira para o pagamento de contas essenciais e despesas inevitáveis de início de ano, caso disponha desses recursos.

Fuja de empréstimos
Não recorra a financiamentos para pagar as despesas de início de ano. "A única situação em que vale a pena pegar um empréstimo é trocar uma dívida mais cara por uma mais barata, e só", destaca Elisson de Andrade.

Recorra a calculadora e planilhas
"As pessoas desorganizadas cedem a tentações e gastam mais", afirma Álvaro Modernell. Por isso, controlas as finanças é essencial no início do ano e você pode fazer isso utilizando cadernos de anotações e planilhas.

Corte despesas e economize
Procure comer mais em casa e menos em restaurantes e compartilhe caronas, por exemplo. De acordo com os economistas, o final de um ano e o início de outro sempre trazem gastos inesperados ao orçamento

Venda objetos que não usa mais
"Pode-se obter uma renda extra vendendo roupas, calçados, bicicleta e outros objetos usados. Existem sites especializados neste tipo de negócio", comenta Modernell.

Avalie se vale a pena parcelar
Para quem está endividado, a única opção para não comprometer ainda mais no orçamento é o parcelamento destes impostos. "Para quem tem reservas, deve-se avaliar se o desconto dado é maior do que o rendimento dos investimentos, diz Modernell. "Em geral, desconto acima de 5% vale a pena e abaixo de 2%, não. "

IPTU ou IPVA?
Se estiver com dinheiro para pagar à vista um dos dois impostos, opte pelo IPVA. O IPTU dá descontos maiores e também cobra taxas menores que o tributos dos carros. "Só não fique devedor no cheque especial, porque aí você se complica", diz José Dutra Vieira Sobrinho, vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil.

Pesquise os preços do material escolar
Compare os preços dos fornecedores e, se possível, procure pagar à vista. "Quando se oferece parcelamento sem juros, tem de verificar mesmo se não há juros embutidos. Muitas vezes se oferece desconto para pagamento à vista", diz Elisson de Andrade.

Tudo pra já?
Avalie se é necessário comprar todo o material escolar agora. Às vezes, as escolas pedem materiais que só serão usados no segundo semestre, lembra Modernell. Se for o caso, deixe para comprar esses materiais mais para frente para aliviar os gastos de início de ano.

Em grupo
Em geral, compras de grandes quantidades de material por grupos de pais barateiam os produtos. Mesmo neste caso, é preciso pesquisar bastante os preços.

Material reaproveitado
Lápis, canetas, cadernos e réguas do ano anterior, por exemplo, podem ser reutilizados pelo próprio aluno no ano seguinte. Livros paradidáticos usados podem ser adquiridos em sebos com preços atraentes. Muitas escolas também promovem feiras de trocas de livros, e os alunos também podem fazer essa troca entre si.

LOTERIA

Resultado da Mega Sena 2736 de hoje, quinta-feira (13/06); veja os números

Prêmio estava estimado em R$ 40 milhões; confira se você foi sortudo

13/06/2024 19h00

Confira o resultado da Mega-Sena

Confira o resultado da Mega-Sena

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A Caixa Econômica Federal sorteou as seis dezenas do concurso 2735 da Mega-Sena na noite desta quinta-feira (13), no Espaço da Sorte, em são Paulo.

O prêmio estava estimado em R$ 40 milhões.

Números sorteados no concurso 2736: Confira o resultado

  • 35-26-24-11-17-43

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

O rateio, que é o número de acertadores e o valor que cada acertador irá receber, será divulgado em breve pela Caixa Econômica Federal.

Os sorteios são transmitidos ao vivo pelo canal do Youtube da Caixa.

Como jogar na Mega-Sena

Os sorteios da Mega-Sena são realizados três vezes por semana, às terças, quintas e aos sábados.

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas até as 18h (horário de MS) do dia do sorteio em lotéricas ou pela internet.

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você, pela modalidade surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos, chamada Teimosinha.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 5,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Premiação

Caso não haja acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta.

A quantidade de ganhadores da Mega-Sena e o rateio podem ser conferidos aqui.

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Brasil

Estimativa da Conab estima colheita de 297,5 milhões de toneladas de grãos

Colheita de arroz antes das enchentes evitou maiores problemas

13/06/2024 14h00

Colheita em Matop Grosso do Sul

Colheita em Matop Grosso do Sul Gerson Oliveira/ Correio do Estado| Divulgação/ Biosul

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A produção de grãos projetada para a safra 2023/2024 é 297,54 milhões de toneladas, volume é 7% inferior ao registrado na temporada anterior. A diferença entre as duas safras é 22,27 milhões de toneladas, de acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A companhia explica que essa quebra é resultado das “condições climáticas adversas” que acabaram por influenciar as principais regiões produtoras do país.

“Já os cultivos de segunda safra, que tiveram a colheita iniciada, têm apresentado melhores produtividades”, informou a Conab, ao comparar a estimativa atual com a anterior, publicada em maio. O aumento projetado é 2,1 milhões de toneladas, com destaque para milho, algodão em pluma e feijão.

A estimativa de produção do milho 2ª safra está em 88,12 milhões de toneladas. Neste ciclo, a colheita chega a 7,5% da área semeada, tendo por base divulgação anterior da Conab, no levantamento Progresso de Safra, na semana passada.

Apesar da disparidade das condições climáticas que foram registradas no país, “foi verificado em importantes estados produtores uma melhora na produtividade das lavouras”.

Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte do Paraná registraram redução e/ou falta de chuvas durante o ciclo do milho 2ª safra. Isso resultou em quedas no potencial produtivo. No entanto, em Mato Grosso, no Pará, Tocantins e parte de Goiás, as precipitações “bem distribuídas ao longo do desenvolvimento da cultura”, associado à tecnologia usada pelo produtor resultaram em “boas produtividades nos talhões colhidos e boas perspectivas nas áreas ainda em maturação”.

Diante desse cenário, a estimativa para a produção total do grão é 114,14 milhões de toneladas.

“O clima também tem favorecido o algodão, cujas lavouras se encontram predominantemente nos estágios de formação de maçãs e maturação. Nesta temporada, a área semeada está estimada em 1,94 milhão de hectares, crescimento de 16,9%, o que influencia na expectativa de incremento de 15,2% na produção da pluma, podendo chegar a 3,66 milhões de toneladas”, detalhou a Conab.

Arroz


A situação do arroz é bem melhor do que o cenário sugerido em meio às enchentes registradas no Rio Grande do Sul, estado que, sozinho, corresponde por mais de 70% de área cultivada e da produção deste grão no país. O levantamento da Conab prevê uma produção de quase 10,4 milhões de toneladas de arroz nesta safra.

Gerente substituto de Acompanhamento de Safras da Conab, Marco Antônio explica que o arroz já se encontra 99,2% colhido, faltando apenas algumas áreas em Goiás, no Tocantins e uma maior parte no Pará e Maranhão. “Por sorte, no dia 26 de abril, antes do começo das chuvas, 93% das áreas já estavam colhidas no estado”, justificou o técnico.

Ele lembra que problemas vinham sendo percebidos desde o início do cultivo deste grão, e que o excesso de chuva em setembro resultou em atraso no plantio e, até mesmo, na desistência do cultivo em muitas áreas. No entanto, durante a restante do ciclo, as condições foram “favoráveis na maioria dos estados produtores”.

“Infelizmente, no Sul do Brasil, em maio, ocorreram esses excessos de precipitações que prejudicaram o andamento final da colheita no estado [Rio Grande do Sul]. Mesmo assim, nessa safra a área cultivada ficou em 1,591 milhão de hectares, número 7,6% superior ao da última safra”, explicou Marco Antônio.

“A produtividade teve uma redução e está agora estimada em 6.652 quilos por hectare, número 3,7% inferior ao da última safra. Quanto à produção, ela tá estimada em 10,395 mil toneladas, resultado 3,6% superior a última safra. Por fim, em relação ao último levantamento, o arroz teve uma redução de 0,9% na estimativa, em função das fortes chuvas enchentes ocorridas no RS”, acrescentou ao estimar alguma queda com relação ao rendimento médio do produtor no estado, em função das chuvas.

Feijão


A estimativa da Conab para a produção de feijão é de um aumento de 9,7% na produção total na safra 2023/2024. Com isso, mais de 3,3 milhões de toneladas deste grão deverão ser colhidas no país.

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, durante o lançamento do Plano Nacional para o Desenvolvimento da Cadeira Produtiva do Feijão e pulses, que são a lentilha, o grão de bico e a ervilha. 
.Feijão: Conab estima aumento de 9,7%. Foto: José Cruz/Agência Brasil
“Apenas na segunda safra da leguminosa, a estatal prevê uma alta de 26,3% no volume a ser colhido, impulsionado pelo cultivo do feijão preto e do caupi, que devem registrar uma colheita de 589,4 mil toneladas e 462,8 mil toneladas respectivamente”, detalhou a Conab.

No caso do feijão preto, a alta estimada é influenciada por um aumento de 8,5% na produtividade e, principalmente, pela maior área destinada para o cultivo, com alta de 63,5% chegando a 331 mil hectares. “Para o [tipo] caupi o cenário é oposto. Enquanto a área cresce 4,9%, o desempenho das lavouras registra uma melhora de 20,6%. Na terceira safra da leguminosa, cerca de 60% da área é irrigada e o plantio está em andamento”.

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