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Estado garante transporte de 3 mil ton de calcário

Estado garante transporte de 3 mil ton de calcário

da redação

01/07/2011 - 09h53
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O governo do Estado por meio da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) está auxiliando associações de pequenos produtores de diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Para o plantio de culturas, os produtores utilizam o calcário agrícola que neutraliza a acidez do solo e aumenta a capacidade produtiva da terra. Com a parceria, as associações compram o calcário e o Estado dispõe de carretas que vão buscar de graça este insumo.

De acordo com o diretor-presidente da Agraer, José Antônio Roldão, os produtores estão comprando o calcário agrícola na região de Bonito e Bodoquena. “O valor do insumo não é alto, mas o frete para levar o produto até as associações quase triplica o custo”, afirmou. A iniciativa é realizada desde 2007 e já beneficiou 557 produtores do Estado com transporte de cerca de 3 mil toneladas de insumo.

 

No município de Eldorado, por exemplo, a Associação de Pequenos Produtores de Avicultura, Suinocultura e Hortifrutigranjeiros (Atel) já tem melancias germinando em áreas preparadas com o calcário comprado pelos produtores e entregue pelo Estado. Conforme a coordenadora municipal da Agraer, Eliziane Wits, serão entregues naquele município um total de 360 toneladas de calcário. “Já estamos na nossa sexta carreta de um total de 15 que virão com o insumo. Quando o caminhão chega com o calcário já descarrega na área onde serão plantadas as sementes de melancia”, informou.

De acordo com Eliziane Wits, pelo menos 29 pequenos produtores da associação vão utilizar o calcário. Além do apoio no deslocamento do insumo agrícola, a Agraer também realiza serviços de assistência técnica, palestras e visita de campo. “Oferecemos todo o respaldo, inclusive com a disponibilidade de um agrônomo. Qualquer problema ou uma doença na lavoura a Agraer está pronta para atender”, disse.

A iniciativa também tem como objetivo manter a qualidade da produção da melancia que pode receber o selo de Indicação Geográfica e virar Propriedade Intelectual. Com o selo reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a região se torna conhecida como centro produtor agregando valor e credibilidade ao produto.

O plantio da cultura já começou em Eldorado e a previsão de colheita é no mês de outubro. O insumo agrícola vai corrigir o solo de 525 hectares de área. De acordo com o presidente da Atel, Roberto Luiz Bottega, a expectativa é de produção de 13 mil toneladas de melancia, mas para ter um resultado com qualidade é preciso contar com o auxílio do calcário. “O calcário é a base de tudo e para ter produtividade temos que começar certo desde o início. Isto garante qualidade”, justificou. O preço médio do quilo da melancia é comercializado a R$ 0,20.

 

Para Roberto Luiz Bottega contar com o apoio do governo estadual é garantir a margem de lucro. “O frete representa 70% do valor do calcário. Antes a gente pegava o insumo em outro estado por ser mais perto daqui, mas ficava caro do mesmo jeito. Com esta ajuda compramos aqui mesmo e o dinheiro também fica no Estado. Nunca vi um governo fazer esta parceria”, comentou. Ele explica que a tonelada do calcário custa R$ 95, mas o deslocamento dos caminhões do governo estadual esse valor cai para R$ 30 a tonelada.

 

De setembro de 2007 a junho deste ano já foram beneficiados os municípios de Campo Grande, Vicentina, Sidrolândia, Bandeirantes, Jaraguari, Ribas do Rio Pardo, Pedro Gomes, Anaurilândia, Sonora, Terenos, Batayporã, Brasilândia e Eldorado. Para o período de julho a dezembro de 2011 os transportes de calcário serão realizados nas cidades de Brasilândia, Eldorado, Ribas do Rio Pardo, Dois Irmãos do Buriti e Coxim.

 

 




 

Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

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O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

Balanço

Planejamento: Resultado do PIB corroborou melhoria gradativa de expectativas ao longo do ano

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022

01/03/2024 17h00

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. Agência Brasil

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O resultado do PIB em 2023, que registrou avanço de 2,9%, corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano, de acordo com o boletim Indicadores Econômicos divulgado nesta sexta-feira, 1º, pelo Ministério do Planejamento.

"O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo", disse a Pasta.

A nota destaca que o desempenho de 2023 é o terceiro ano de crescimento consecutivo após a pandemia da covid-19. " Em 2024, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% (o chamado carrego estatístico)", diz o boletim.

A Pasta mencionou a alta de 15,1% da agropecuária, diante do crescimento da produção em várias culturas e ganhos de produtividade no setor, com avanço em várias culturas e ganhos de produtividade.

"Na ótica da demanda, chama a atenção a elevação do Consumo das Famílias (3,1%) - diante da elevação na massa salarial real, arrefecimento da inflação e programas governamentais de transferência de renda, do Consumo do Governo (1,7%) e das Exportações (9,1%)", descreve.

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. A taxa de investimento, em relação ao PIB, foi de 16,5% ante 17,8% em 2022 Já a taxa de poupança, que financia o investimento, foi de 15,4% em 2023 ante 15,8% em 2022.

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022.

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