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Fecomércio lança estudo sobre setor terciário

Fecomércio lança estudo sobre setor terciário

DA REDAÇÃO

28/06/2011 - 08h39
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O Instituto Fecomércio MS (IFMS), em parceria com o Sebrae MS, lança hoje (28), Estudo sobre a Competitividade nos setores Comércio, Serviços e Turismo. O lançamento será no Palácio Popular da Cultura, em Campo Grande, a partir das 20h50. Os dados vão servir para subsidiar empresários na gestão de seus próprios empreendimentos e, ainda, em inovações para melhorar o próprio empreendimento.

“Até agora não tínhamos um trabalho que reunisse dados do setor que representamos e que pudessem ser usados como ferramenta de gestão”, explica o presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo. “Empresários, dirigentes, representantes de órgãos governamentais poderão dispor das informações que vão colaborar com o planejamento, incluindo de políticas públicas, de empresas e instituições. As tomadas de decisão, no mundo dos negócios serão respaldadas por critérios sólidos e objetivos”.

O setor terciário é responsável por 56% do PIB e representa 71% das empresas existentes no Estado. Absorve 68% do emprego formal da economia, sendo 43,67% em empresas de comércio e serviços e 24,97% na administração pública. O emprego no setor terciário cresceu 70,07% entre 2000 e 2009, enquanto a população aumenta 12,59%. 41,21 % dos novos emprego gerados entre 2000 e 2009 foram absorvidos por empresas comerciais e de serviços. Em números exatos, das 99.434 empresas formais existentes, 70.255 eram do setor terciário, em 2009. Nessas empresas trabalhavam 359.351 pessoas das 523.207 com registro formal. Entre 2004 e 2008, a participação do setor terciário no Valor Adicionado passou de 59,90% para 65,80%, com aumento de cerca de 10% no MS, enquanto no Brasil o aumento registrado foi de 5%.

“São números impressionantes que mostram o tamanho que somos e nos animam a fazer e fazer o melhor para a categoria.” Edison Araújo complementa: “entendemos que a informação garante a sustentabilidade do universo empresarial e, temos a certeza de que os dados que encontrarão no Estudo para a Competitividade do Comércio de Bens, Serviços e Turismo vão norteá-los e orientá-los nos seus negócios”.

levantamento

Em MS, quase 5 mil empresas entraram para a lista de inadimplentes em 2023

Serasa indica que, mesmo com mais de 82 mil negócios negativados, Estado tem o menor número de CNPJs irregulares do Centro-Oeste

04/03/2024 08h35

Foto: Gerson Oliveira

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No período de um ano, 4.933 empresas de Mato Grosso do Sul entraram na lista da inadimplência. Segundo dados Serasa Experian, o número de Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) negativados chegou a 82.210 em dezembro do ano passado, uma alta de 6,4% em relação aos 77.277 registrados no mesmo período de 2022.

Entre as 27 unidades federativas do País, o Estado aparece como o 16º com maior número de empresas com contas em atraso. No ano, MS acumula um total de R$ 1,601bilhão em dívidas pendentes, e o valor médio por débito é de R$ 19.474.

Ainda de acordo com os dados da Serasa Experian, em janeiro de 2023, Mato Grosso do Sul registrava 76.812 CNPJs com dívidas atrasadas, número que aumentou no mês seguinte, quando foram registrados 77.387 inadimplentes, atingindo ainda no primeiro semestre do ano a casa de 80 mil negócios com dívidas pendentes.

Em junho, a lista contava com 80.098 empresas no vermelho, totalizando R$1,454 bilhão em dívidas. Em novembro, MS chegou à máxima de 82.311 inadimplentes, com montante de R$ 1,581 bilhão em atraso.

O doutor em Economia Michel Constantino explica que a inadimplência é um resultado preocupante, pois todas as empresas constam no saldo de endividamento, já que fazem investimentos a longo prazo.

“A inadimplência apresenta um grau de deterioração da gestão financeira e aumento do risco de fechar, pois a empresa já não consegue pagar seus contratos”.

Constantino acrescenta que o aumento de 77.277 para 82.210 inadimplentes entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023 mostra que as empresas estão com mais dificuldades de manter seus fluxos de caixa em dia e, consequentemente, seus resultados.

“O setor de serviços lidera, com a maior parte das empresas, pela proporção que apresenta no total”, detalha.

Para o mestre em Economia Lucas Mikael, o desempenho observado em 2023 pode ser atribuídos a diversos fatores macroeconômicos, destacando-se o aumento das taxas de juros. 

“Esse cenário desencadeou um efeito em cascata: a combinação de juros elevados com a inflação reduziu o poder de compra da população, o que, por sua vez, levou a uma diminuição na clientela das empresas. As altas taxas de juros também complicaram a quitação de dívidas por parte das empresas”, explica.

Mikael destaca ainda que a expectativa para este ano é de redução da taxa Selic, fato que deve contribuir para um cenário mais sereno.

Esta mudança é uma luz no fim do túnel para o ambiente empresarial, especialmente para as pequenas e médias empresas, que são mais sensíveis às flutuações da taxa de juros.

“Uma Selic mais baixa pode aliviar o custo do crédito, facilitando, assim, o manejo de dívidas e possivelmente estimulando investimentos e consumo, o que seria um impulso bem-vindo para a recuperação econômica”, analisa.

REGIÃO

Ao comparar as unidades federativas que compõem a região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul lidera com a menor quantidade de estabelecimentos no vermelho. Em primeiro lugar está Goiás, com 226.173 empresas na lista de inadimplentes, seguido por Mato Grosso, com 139.520, e Distrito Federal, com 129.311. MS que aparece em último lugar, com 82.210 empresas inadimplentes, com 626.741 contas em atraso.

O relatório também evidencia que, entre os setores, a maioria dos estabelecimentos inadimplentes é do segmento de serviços, 54,8% do total, acumulando elevação de 1,8 ponto porcentual na comparação com 2022, quando o segmento respondeu por 53,6% do total de empresas. 

Na sequência está o comércio, com 36,4%, seguido pelo setor industrial, com 7,5%, e setor o primário, com apenas 0,8%, porcentual que se manteve estável em relação a 2022.

De acordo com o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, a redução da taxa Selic e a diminuição da inflação foram fatores que impactaram o bolso dos brasileiros, que designaram recursos para pagar suas contas.

Esses pagamentos foram destinados a empresas, que ganharam mais fôlego para liquidarem seus próprios débitos.

“Outro impacto direto que as reduções trazem para a saúde financeira dos negócios é que quanto menor a taxa, menor é a despesa financeira que as empresas incorrem, aliviando seus caixas. Além disso, juros em queda permitem às empresas trocar dívidas velhas e caras por dívidas novas e mais baratas”, aponta Rabi.

No ano passado, as dívidas negativadas somaram R$ 126,1 bilhões no País, e o ticket médio de cada conta atrasada foi estimado em R$ 2.688,76.

Em dezembro de 2023, foram registrados 6,6 milhões de negócios na lista de inadimplência no Brasil, número que se manteve estável desde julho.

ABERTURA DE EMPRESAS 

Contrastando com o cenário de inadimplência, Mato Grosso do Sul bateu recorde na abertura de novas empresas. Segundo dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems), no ano passado, foram 13.415 novas empresas abertas de janeiro a dezembro, 4.092 delas localizadas na Capital.

Na avaliação do titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, os números são reflexo de ações que aqueceram as atividades econômicas.

“Nós fechamos 2023 com a marca de 10 mil novas empresas abertas em Mato Grosso do Sul, o quarto recorde consecutivo em toda a série histórica da Junta Comercial”, afirma.

O secretário destacou também que a condição do Estado, aliada às políticas da administração estadual de promoção do desenvolvimento econômico e de fomento ao empreendedorismo, proporciona um ambiente de negócios cada vez mais atrativo e competitivo em Mato Grosso do Sul.

Em janeiro deste ano, foram 862 novas empresas abertas em MS, número que também representou um recorde para o mês, conforme apontam dados Jucems.

O setor de serviços lidera a abertura de novas empresas (579), seguido por comércio (249) e indústria (34). Das 862 novas empresas abertas no Estado no período, 364 foram constituídas em Campo Grande, 98 em Dourados, 52 em Três Lagoas, 23 em Sidrolândia, 22 em Chapadão do Sul, 19 em Corumbá, 17 em Nova Andradina, 17 em Ponta Porã, 13 em Maracaju e 13 em Paranaíba. 
Desenrola deve ajudar empresários
 
Respiro para o cenário negativo no País, o governo prepara um programa semelhante ao Desenrola, que concedeu descontos para pessoas físicas endividadas, para que microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas quitem suas dívidas.

De acordo com estimativa do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, cerca de oito milhões de empresas podem ser beneficiadas pela renegociação de dívidas.

O lançamento da versão para pequenas empresas e MEIs do Desenrola deve sair ainda neste trimestre.

Márcio França ressalta que a versão do Desenrola para as empresas deve contemplar dívidas do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Ele não descartou que o programa seja implementado em fases, como ocorreu com a versão para pessoas físicas, que começou em julho do ano passado e terminará no dia 31 deste mês.

Economia

Toyota deve investir R$ 11 bilhões no Brasil

Anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin

03/03/2024 20h00

Divulgação Toyota

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, antecipou, neste domingo (3), que a Toyota anunciará investimentos de R$ 11 bilhões no Brasil nos próximos anos, com previsão de lançamento de novos modelos de automóveis. O anúncio deve ocorrer na próxima terça-feira (5), em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde a Toyota tem fábrica.

“A Toyota está no Brasil há 66 anos e vem contribuindo enormemente para o adensamento das nossas cadeias produtivas. Seu anúncio é uma demonstração clara da confiança dessa grande empresa japonesa em nossa economia”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Alckmin citou os programas Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e Combustível do Futuro. Segundo o vice-presidente, com eles, o Brasil está promovendo “grandes investimentos para descarbonizar sua mobilidade, tornando ainda mais sustentável nossa matriz energética”.

O Mover amplia as exigências de sustentabilidade da frota automotiva e, por meio de incentivos fiscais, estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística. 

Já o programa Combustível do Futuro tem um conjunto de iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e estimular o uso e produção de biocombustíveis no Brasil.

No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve com o presidente global do Grupo Hyundai Motor, Eui-Sun Chung. No encontro, o executivo da empresa sul-coreana anunciou US$ 1,1 bilhão em investimentos no Brasil até 2032, enquanto Lula destacou a importância do setor automotivo para a política de reindustrialização do país.

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