Economia

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Foi demitido? Veja como organizar as finanças com desemprego

Foi demitido? Veja como organizar as finanças com desemprego

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Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego ficou em 9% no trimestre encerrado em 2015. Diante deste cenário, muitos brasileiros não sabem como agir.
O educador financeiro e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, faz um alerta para quem está nesta situação. “É preciso estar centrado, por mais que possa parecer impossível”. Ele também ressalta que é preciso buscar uma reestruturação financeira para atravessar este período e, posteriormente, estar prevenido para imprevistos.

Veja algumas orientações elaboradas pelo educador:

Pagar dívidas imediatamente? – caso perca o emprego, qual deve ser a primeira ação? Se estiver endividado, por mais que pareça correto querer quitá-las com o dinheiro do fundo de garantia, isso pode ser um erro, pois, se usar muito deste dinheiro, estará sob o risco de ficar sem receitas para cobrir gastos à frente. Então, planeje-se melhor em relação a esses valores antes de qualquer medida.

Crie uma reserva emergencial – o desempregado tem de ter dinheiro guardado, para as despesas, mas, eventualmente, para investir também num curso e retomar a carreira. A primeira medida a ser tomada é reter os valores ganhos de fundo de garantia, seguro desemprego e férias vencidas. Esse dinheiro só deverá ser mexido após ser estabelecida uma estratégia.

Analise sua realidade – é fundamental que tenha total domínio de seus números nesse momento, portanto, se deve saber o valor que possui guardado e somar com o que será ganho. Também deverá fazer um levantamento de todos os gastos mensais, minuciosamente, desde cafezinho até parcela da casa própria, nada deve passar despercebido. Em caso de dívidas e parcelamentos, esses devem ser também somados.

Congele ferramentas de crédito – cartões de crédito, cheque especial, cartão de lojas e outras ferramentas de crédito fácil devem ser prioritariamente esquecidas de sua vida; evite mesmo em caso de emergência, pois, caso não consiga pagar esses valores, os juros serão exorbitantes, criando um caminho de difícil volta.

Faça uma faxina financeira – o que realmente é prioridade para a sua vida? Pense muito bem nessa questão, pois chegou a hora de cortar muitos gastos que não agregam à vida. Gastos que devem ser repensados pode ser de TV a cabo, celulares e smartphones, balada e ida a restaurantes, água e energia e outros pequenos gastos. Priorize o que é realmente é fundamental nesse período.

Mude seu padrão de vida – pode parecer difícil, pois você pode ter se acostumado com um monte de regalias, mas é hora de reestruturação, e não de manter a pose. Nos momentos de dificuldade, a humildade é um diferencial. Então, o primeiro passo para mudar sua realidade é aceitar que seu padrão de vida mudou, e não viver de aparências.

Negocie as dívidas – ainda falando de humildade, chegou a hora de buscar os credores e ser o mais franco possível, mostrar que não quer se tornar inadimplente, mas que também não possui condições de pagamento, buscando assim diminuir os juros e esticar os débitos. Lembrando sempre de priorizar dívidas com juros mais altos e com bens de valor como garantia.

Fuja dos exploradores – infelizmente, por mais que seu momento seja de desespero, existem pessoas mal-intencionadas prontas para se aproveitarem dos seus temores. Não permita abusos; muitos tentarão tirar proveito de sua fraqueza para tentar obter vantagens. Evite promessas e garantias descabidas. Às vezes, é melhor estar com o nome sujo do que ser explorado pelas pessoas.

Busque fazer bicos – por mais que não seja em sua área de atuação, busque fontes alternativas de ganhos. Chegou a hora de deixar o orgulho de lado e buscar garantir um mínimo de renda, por mais que não seja em sua área de atuação.

Levanta e sacode a poeira – agora é hora de buscar o mais rápido possível a recolocação profissional. Use seu network, se posicione como alguém que está à espera de oportunidades no mercado. Lembre-se, as oportunidades geralmente aparecem para quem está atrás dela. Esqueça o desânimo, levante a cabeça e olhe para o futuro.

 

Economia

Banco Central interrompe cortes e mantém juros básicos em 10,5% ao ano

Copom ignora pressão do governo Lula e corresponde às expectativas do mercado

19/06/2024 18h08

Banco Central mantém taxa Selic estável em meio a incertezas econômicas e alta do dólar

Banco Central mantém taxa Selic estável em meio a incertezas econômicas e alta do dólar Divulgação: Agência Brasil

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 O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central interrompeu nesta quarta-feira (19) o ciclo de cortes de juros e manteve a taxa básica, a Selic, em 10,50% ao ano.
Ao longo do ciclo de flexibilização de juros, iniciado em agosto do ano passado, foram seis reduções consecutivas de 0,50 ponto percentual e uma de 0,25 ponto. A taxa básica se mantém agora no menor patamar desde fevereiro de 2022, quando estava fixada em 9,25% ao ano.

Com a pausa na flexibilização dos juros, o colegiado do BC ignorou a pressão feita pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas do encontro decisivo e agiu em linha com a expectativa do mercado financeiro.

Levantamento feito pela Bloomberg mostrou que a pausa da Selic no atual patamar de 10,50% ao ano era a projeção quase unânime dos economistas –apenas dois dos 33 analistas consultados esperavam um novo corte de 0,25 ponto percentual.

Mas as atenções dos investidores não se restringiam aos números e estão concentradas sobretudo no placar de votos dos membros do Copom, que ainda não foi divulgado.
Isso porque a tensão entre governo e BC voltou a crescer depois de Lula afirmar que Campos Neto "tem lado político" e que "trabalha para prejudicar o país". Membros do governo e aliados também colocaram o presidente do BC na mira e aumentaram a artilharia em defesa da redução dos juros.

A partir do posicionamento dos quatro indicados pelo governo Lula –em especial de Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária, cotado para suceder Roberto Campos Neto no comando da instituição–, os economistas buscam sinais sobre a atuação futura do BC.
Em 2025, a gestão petista terá maioria no Copom, com sete dos nove membros do BC indicados por Lula, incluindo o presidente.

Até o fim do ano, quando termina o mandato do atual chefe da autoridade monetária, o Copom tem mais quatro encontros programados –30 e 31 de julho, 17 e 18 de setembro, 5 e 6 de novembro e 10 e 11 de dezembro.

A pausa nos cortes da Selic veio na sequência de uma desaceleração do ritmo de queda da taxa básica em votação dividida, com oposição de todos os indicados por Lula, no mês passado.

Em maio, prevaleceu a decisão da maioria (5 a 4) –puxada por Campos Neto– pela redução de 0,25 ponto percentual, contrariando a sinalização dada pelo próprio Copom no encontro anterior de que repetiria a intensidade dos cortes realizados até então, de 0,50 ponto percentual.

Ao longo do ciclo de flexibilização de juros, foram seis reduções consecutivas de 0,50 ponto percentual e uma de 0,25 ponto. A taxa básica está agora no menor patamar desde fevereiro de 2022, quando estava fixada em 9,25% ao ano.

O racha no Copom de maio colaborou para a deterioração das expectativas de inflação. Na última segunda-feira (17), o boletim Focus mostrou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para 2025 foi revisado para 3,80%, em um sequência de altas por sete semanas consecutivas. Para 2026, a projeção é de 3,60%.

A meta de inflação perseguida pelo BC é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o objetivo é considerado cumprido se oscilar entre 1,5% (piso) e 4,5% (teto).

A piora das expectativas para o cenário futuro se refletiu no preço dos ativos, com a depreciação do real frente ao dólar. A moeda americana chegou a atingir R$ 5,482 na máxima do dia nesta quarta.

No cenário doméstico, cresceu a percepção de maior risco fiscal, e a atividade econômica seguiu mostrando resiliência. Quanto ao ambiente internacional, a preocupação com relação ao início do ciclo de redução de juros nos Estados Unidos continuou no radar.
Com os efeitos defasados da política monetária sobre a economia, o BC mira hoje o alvo fixado para 2025 e já começa a olhar para 2026.

QUEM É QUEM NO BC
Roberto Campos Neto, presidente
Mandato até 31.dez.24

Otavio Damaso, diretor de Regulação
Mandato até 31.dez.24

Carolina de Assis Barros, diretora de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta
Mandato até 31.dez.24

Diogo Guillen, diretor de Política Econômica
Mandato até 31.dez.25

Renato Dias de Brito Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução
Mandato até 31.dez.25

Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária
Mandato até 28.fev.27

Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização
Mandato até 28.fev.27

Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos
Mandato até 31.dez.27

Rodrigo Alves Teixeira, diretor de Administração
Mandato até 31.dez.27

 

*Informações da Agência Brasil 

IMPOSTOS

Mato Grosso do Sul registra arrecadação recorde de R$ 6,9 bilhões no quadrimestre

Considerando os 120 dias de janeiro a abril, é possível dizer que o Estado recolheu R$ 57,8 milhões por dia com tributos

19/06/2024 08h30

Em quatro meses, o Estado recolheu R$ 57,8 milhões por dia com tributos, totalizando quase R$ 7 bilhões

Em quatro meses, o Estado recolheu R$ 57,8 milhões por dia com tributos, totalizando quase R$ 7 bilhões Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após registrar uma leve desaceleração em março, Mato Grosso do Sul voltou a registrar recorde na arrecadação com impostos em abril.

No primeiro quadrimestre deste ano foram recolhidos R$ 6,942 bilhões com todos os impostos, alta de 3,74% (ou R$ 250,556 milhões) ante os R$ 6,692 bilhões angariados de janeiro a abril do ano passado.

O total recolhido foi o melhor resultado da série histórica do boletim de arrecadação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), iniciada em 1999. Considerando os 120 dias do primeiro quadrimestre, é possível dizer que por dia o Estado recolheu R$ 57,857 milhões com impostos em 2024. 

O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) segue como a principal fonte de receitas do Estado. Responsável por 79,52% de tudo que MS arrecada, o imposto gerou aos cofres estaduais R$ 5,521 bilhões. Alta de 3,63% no comparativo com o ano anterior, quando o ICMS recolheu R$ 5,328 bilhões.

“Arrecadação é em grande parte oriunda da cobrança do ICMS, que coopera para o crescimento acima da inflação, indicando evolução do local, que é impactado principalmente através da abertura ou ampliações de empresas, que demandam a contratação, e em consequência aumenta a circulação de recursos na economia. Tal fato gera um efeito multiplicador, que culmina com o aumento na arrecadação dos impostos”, explica o economista Lucas Sobrinho.

O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) vem logo na sequência com R$ 801,768 milhões, o que equivale a 11,55% do total recolhido e crescimento de 6,39% ante os R$ 753,640 milhões angariados no mesmo período do ano passado.

Já os denominados outros impostos apontam para a queda de 3,43% no período, saindo do montante de R$ 442,968 milhões  de janeiro a abril de 2023 para R$ 427,753 milhões no ano vigente. 

Por último, vem o chamado imposto da herança, o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD ou ITCMD). Com arrecadação de R$ 189,516 milhões, alta de 17,83% no comparativo com os R$ 160,836 milhões registrados em 2023.

MENSAL

Na análise mensal dos dados divulgados pelo Confaz, o primeiro mês do ano registrou arrecadação recorde. Em janeiro deste ano foram R$ 2,167 bilhões recolhidos, alta de 9,85% frente aos R$ 1,972 bilhão recolhidos no ano passado. 

Em fevereiro continuou a registrar crescimento no comparativo ao mesmo período de 2023 saindo de R$ 1,466 bilhão para R$ 1,573 bilhão. Já em março houve uma retração de 5,75%, no terceiro mês deste ano, MS recolheu R$ 1,525 bilhão enquanto no mesmo mês de 2023 foram R$ 1,618 bilhão arrecadados com impostos.

Ainda conforme o boletim do Confaz, Mato Grosso do Sul recolheu R$ 1,676 bilhão em impostos em abril deste ano, aumento de 2,60% na comparação com R$ 1,634 bilhão de 2023.

O titular da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS), Flávio César de Oliveira, disse ao Correio do Estado que os meses de fevereiro e março foram atípicos.

“O mês de março foi atípico e estamos ainda acompanhando, monitorando isso. O mês de abril já equalizou mais um pouco e vamos ver como vão se comportar o mês de maio e junho”.

Para o secretário, as perspectivas seguem positivas para os próximos meses.

“Eu sou bem otimista, mesmo com esses pontos que têm nos afligido um pouco. Mas esse é um trabalho intenso e diário de acompanhamento para realmente ter isso muito bem nas mãos e não ter nenhuma surpresa que possa trazer alguma negativa para o estado. Mas, por enquanto, está tudo sob controle”, finalizou Flávio César.

O doutor em Economia Michel Constantino acredita que o ritmo de arrecadação vai depender do comportamento da economia local. 

“Os produtos finais, ou seja, no supermercado, estão aumentando, e os insumos caíram. O ritmo dos preços pode aumentar ou diminuir a demanda, impactando a arrecadação. Vai depender também das decisões federais de impostos que afetam o consumo local e, consequentemente, da arrecadação do Estado”.

Já o mestre em Economia Eugênio Pavão acredita que pode haver uma pequena queda na arrecadação do ICMS. 

“A tendência em 2024 deve ser de estabilidade, ou pequena queda, caso o problema do setor agrícola persista, principalmente em razão do setor externo. Enquanto o ICMS no setor de combustíveis não deve apresentar alta significativa. Desta forma, o impacto no setor agropecuário será o fiel da balança”, conclui. 

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