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Fundo cambial lidera ranking com alta do dólar; Bolsa é lanterna

Fundo cambial lidera ranking com alta do dólar; Bolsa é lanterna

FOLHAPRESS

01/01/2016 - 02h00
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Um dos principais termômetros das crises política e econômica que afetaram o Brasil no ano, o dólar foi o grande responsável pela primeira colocação dos fundos cambiais no ranking de investimento da Folha de S.Paulo em 2015. O levantamento desconta Imposto de Renda. Quando há perda, o IR não é cobrado.

Com a alta de 49,4% do dólar no ano, os fundos cambiais acumularam ganho de 37,72% em 12 meses (após desconto de Imposto de Renda, que é de 17,5% na modalidade). Em dezembro, caíram 0,33%.

Apesar de se beneficiar do atual contexto de valorização do câmbio, a aplicação em fundo cambial é mais indicada a quem precisa se proteger da oscilação do dólar ou do euro. É o caso das pessoas que têm despesas programadas em moeda estrangeira -como um filho que mora no exterior, por exemplo.

Fora dessa circunstância, o produto não é recomendado por consultores como alternativa a pequenos investidores, uma vez que o preço do dólar oscila muito e as taxas de juros, que remuneram a renda fixa, estão elevadas -atualmente, a Selic (taxa básica de juros) está em 14,25% ao ano. Vale destacar ainda que a rentabilidade passada não é garantia de rendimento futuro.

Por outro lado, a Bolsa brasileira encerrou 2015 com queda de 13,3% e fechou em baixa pelo terceiro ano seguido. Com isso, a lanterna do ranking foi ocupada pelos fundos de ações livres, alternativa para o pequeno investidor que aplica em Bolsa. O investimento teve queda de 3,03% em 12 meses e de 1,48% no mês. Esses fundos são livres para aplicar em ações que não precisam necessariamente fazer parte do principal índice da Bolsa.

A inflação medida pelo IPCA (índice oficial) foi de 10,48% nos 12 meses encerrados em novembro. A perspectiva é que a inflação encerre 2015 a 10,72%, segundo a mais recente pesquisa do Banco Central com economistas (o Boletim Focus). Para dezembro, a projeção é de que o IPCA acelere para 1%.

Além do desempenho no mês, que ajuda a identificar as principais influências momentâneas sobre os investimentos, o retorno em 12 meses é considerado no levantamento como forma de avaliar o desempenho dos investimentos em um prazo maior. Manter uma aplicação por pelo menos um ano também reduz a alíquota de IR a pagar em alguns casos. Os dados são da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e estão atualizados até o dia 28 de dezembro.

DÓLAR

O ano foi marcado pela instabilidade no mercado cambial. O impasse entre governo e Congresso e a consequente demora para aprovar as medidas de ajuste fiscal provocaram picos de valorização da moeda americana, devido à percepção de aumento de risco do país. Em setembro, o dólar chegou a encostar em R$ 4,25, mas fechou o ano cotado a R$ 3,95.

A alta recorde ocorreu poucas semanas após o país perder o selo de bom pagador concedido pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. Em dezembro, foi a vez de a Fitch fazer o mesmo.

A saída de recursos investidos no Brasil fez com que o dólar subisse no segundo semestre do ano, especialmente após a perda do primeiro grau de investimento. Boa parte dos grandes fundos de investimento exige o selo de pelo menos duas agências para manter suas aplicações no país, mas, antecipando que o Brasil perderia seu segundo selo de bom pagador, os investidores começaram a retirar seus recursos já em setembro.

Ainda no campo político, após vários rumores que correram ao longo do ano, Joaquim Levy decidiu anunciar em dezembro sua saída do governo, após o país perder o segundo grau de investimento. A escolha de Nelson Barbosa, então no Ministério do Planejamento, para substituir Levy desagradou ao mercado e fez o dólar bater novamente R$ 4.

Embora contenha forte componente doméstico, a valorização do dólar ante a maioria das moedas mundiais deu a tônica no ano. Entre 157 divisas de todo o mundo, o dólar só perdeu força ante 14.

E entre as 24 principais moedas emergentes, apenas uma fechou em alta em relação à divisa americana em 2015 —o dólar de Hong Kong. O real foi a segunda moeda emergente que mais se desvalorizou em relação ao dólar, atrás apenas do peso argentino.

Essa valorização teve como pano de fundo a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de elevar sua taxa de juros pela primeira vez desde 2006. Com a maior remuneração gerada após o aumento dos juros, os títulos americanos passaram a atrair recursos aplicados nos países emergentes, de maior risco, pressionando a alta do dólar.

Em 2016, a expectativa é de um ano mais calmo no mercado cambial. Nem o esperado rebaixamento pela agência de classificação de risco Moody's -a única que ainda concede grau de investimento ao Brasil- deve pressionar o dólar, visto que o grande problema seria perder o selo de bom pagador em duas agências, o que já ocorreu. O boletim Focus estima que a moeda americana encerrará 2016 em R$ 4,20.

Os únicos fatores que podem causar turbulências no dólar seriam um ritmo mais intenso de alta nos juros nos EUA -o mercado estima aumentos graduais- e uma desaceleração maior que a prevista da economia da China.

OURO

Impulsionado pela valorização do dólar, o ouro fechou o ano na segunda colocação do ranking da Folha. A commodity registrou ganho de 33,6% em 2015 e teve alta de 2,65% em dezembro.

O metal é isento de IR para movimentações até R$ 20 mil no mês e tem seu preço formado pela cotação da moeda americana e pelo valor do ouro no exterior. Lá fora, o preço da onça troy caiu cerca de 10% no ano, mas a queda foi compensada pela alta de quase 50% do dólar no Brasil.

Para investir em ouro, é possível comprar contratos negociados na BM&FBovespa, que são padronizados em 250 gramas. O grama hoje está R$ 135,5. Quem quiser comprar uma barra terá de desembolsar R$ 33.875. Há corretoras, porém, que oferecem contratos com quantidades menores do metal.

O metal é considerado uma opção segura de investimento e, por isso, é mais procurado em momentos de instabilidade no mercado financeiro, como o atual.

RENDA FIXA

A elevação da taxa básica de juros (Selic) de 12,25% ao ano para 14,25% ao ano impulsionou o ganho dos fundos de renda fixa. Vale lembrar que, em outubro, os fundos ganharam nova classificação da Anbima.

Entraram as seguintes categorias: renda fixa simples -voltada ao pequeno investidor- renda fixa duração baixa grau de investimento -fundos que aplicam pelo menos 80% em títulos públicos ou ativos com baixo risco de crédito- e renda fixa duração baixa soberano -que investem 100% em títulos públicos.

Em 12 meses, o maior ganho entre os fundos acompanhados foi do renda fixa simples, com rentabilidade de 11,48% (após o desconto de IR). Em dezembro, o retorno foi de 0,85%.

Os fundos de renda fixa duração baixa grau de investimento e o soberano registraram ganhos de 11,06% e 10,82% em 12 meses, respectivamente. No mês, ambos tiveram valorizações de 0,80%, após desconto de IR.

A poupança -tanto para depósitos até 3 de maio de 2012 quanto após essa data- rendeu 8,07% em 12 meses e 0,73% no mês.

BOLSA

O principal índice da Bolsa brasileira completou seu terceiro ano de queda. Em 2015, a desvalorização foi de 13,3% -em dezembro, a baixa foi de 1,63%.

Como o dólar, o Ibovespa também foi fortemente afetado pela crise política que prejudicou a aprovação das medidas de ajuste fiscal necessárias para equilibrar as contas do governo.

A recessão que o país atravessa, agravada pelo inflação elevada e pelo aumento do desemprego, impacta o resultado das companhias -afetando a cotação das ações de empresas listadas em Bolsa.

A Petrobras, mergulhada em uma séria crise devido ao desenrolar da Operação Lava Jato, encerrou o sexto ano seguido com desvalorização de suas ações. Os papéis preferenciais -mais negociados e sem direito a voto- amargaram queda de 33,1% no ano. As ações ordinárias -com direito a voto- acumularam queda de 10,6% em 2015.

Fora a crise que afeta a empresa, a queda dos preços do petróleo também contribuiu para a estatal fechar mais um ano no vermelho. O barril do Brent, negociado em Londres, fechou o ano com baixa superior a 36%, no menor nível desde 2009. O WTI, dos EUA, teve desvalorização de 31,7% e ficou no menor patamar desde 2004.

As ações da mineradora Vale caíram pelo terceiro ano seguido. Os papéis preferenciais acumularam perda de 46,7% no ano. Já os papéis ordinários recuaram 40,5%. Além da desvalorização dos preços do minério de ferro, a Vale também foi afetada pela tragédia em Mariana (MG), no maior desastre ambiental registrado no país. Na ocasião, uma barragem da mineradora Samarco, que tem como sócias a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, se rompeu.

Na avaliação de especialistas, a instabilidade do mercado acionário torna mais atraentes para o pequeno investidor as opções na renda fixa, aproveitando a alta taxa de juros desses produtos.

"Não vejo mudança significativa para a Bolsa. Deve oscilar entre 40 e 45 mil pontos em 2016 [o Ibovespa fechou 2015 a 43.349 pontos]. A única chance de subir bem é com uma mudança do governo", avalia Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Capital Asset.

"Uma decisão que signifique a manutenção desta estagnação política reforça o cenário de que a aplicação em renda fixa e em juros pós-fixados será muito mais interessante do que aplicar na Bolsa", completa.

MATO GROSSO DO SUL

Setor sucroenergético investirá R$ 4,3 bilhões nos próximos anos

MS desponta para ser o 2º maior produtor de etanol do País

15/06/2024 10h00

Divulgação/Biosul

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A chegada de novos investimentos ao setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul está viabilizando o crescimento do segmento, que nos próximos anos contará com aportes de R$ 4,350 bilhões. Com uma produção crescente, o Estado deve atingir o segundo lugar como maior produtor de etanol no País.

Ocupando a quarta posição no ranking nacional de produtores de etanol, obtidos a partir  da cana-de-açúcar e do milho, MS ganha força com a instalação de novas plantas e a ampliação das já instaladas. 
Atualmente, são 19 fábricas produtoras de bioenergia em operação. Segundo a Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), todas são produzem etanol hidratado, 11 são produtoras de anidro, 2 de etanol a partir do milho e 10 produtoras açúcar. 

Entre os novos empreendimentos em implantação, está a Usina Cedro do grupo Pedra Agroindustrial. O investimento estimado chega a R$ 400 milhões, sendo Paranaíba o município escolhido para receber a indústria atuante no ramo da cana-de-açúcar, com a perspectiva de 1,2 mil empregos diretos e indiretos gerados.

Investimentos previstos para o setor sucroenergético. Fonte: Biosul/Câmara de Comercialização de Energia ElétricaEscreva a legenda aqui

Outra planta que já está em instalação é a Agroterenas, localizada em Anaurilândia, que vai atuar na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar. A indústria tem previsão de R$100 milhões empenhados na reativação da planta que tem o potencial de originar 650 novos postos de trabalho de forma direta.

Ainda entre as plantas em implantação, está a segunda unidade da Inpasa, em Sidrolândia, que entra para a lista com investimentos da ordem de R$ 2,2 bilhões. A previsão para início efetivo das operações é o mês de agosto. De acordo com informações da Inpasa,  a fábrica está com mais de 50% das obras finalizadas.

Anunciada em agosto do ano passado, a conclusão e início das operações estavam previstos somente para o fim deste ano. Como publicado pelo Correio do Estado em maio, o gerente corporativo de montagem industrial, Iuri Morgenstern revelou que já em junho a fábrica receberia as primeiras cargas de milho, momento em que serão realizados os testes preventivos.

“Temos a previsão de início das operações de produção da primeira fase ocorrendo no dia 26 de agosto de 2024 e da segunda fase em 28 de outubro de 2024”, revelou Morgenstern.

Responsável pelo empreendimento em Sidrolândia, a Inpasa é a maior produtora de combustível limpo e renovável à base de milho da América Latina. Com capacidade para produzir etanol anidro e hidratado, farelo, óleo bruto de milho e energia, a fábrica já gerou mais de 2,3 mil empregos.

Além das indústrias já em instalação, existem também as plantas que estão em processo de ampliação em Mato Grosso do Sul. Produtora de etanol segunda geração (2G), a Raízen, anunciou a modernização da usina situada em Caarapó.

A ampliação receberá a aplicação de R$ 1,3 bilhão para a ampliação da planta industrial. O etanol de 2ª geração é obtido através da fermentação controlada e da destilação de resíduos vegetais, especialmente de resíduos da produção de etanol e açúcar.

A produtora de biocombustível Atvos anunciou em abril a construção de sua primeira unidade de biometano a partir de resíduos da cana-de-açúcar. A usina será alocada em Nova Alvorada do Sul, onde a companhia já possui uma planta responsável pela produção de etanol.

Os investimentos para a nova operação são estimados em R$ 350 milhões. A ampliação da Atvos contribui com processo de transição da matriz energética no País e reforça o desenvolvimento socioeconômico do Estado, com geração de 4 mil empregos diretos e mais de 11 mil indiretos.

São R$ 4,3 bilhões em novos investimentos para o setor bioenergético de Mato Grosso do Sul, destaca o presidente da Biosul, Amaury Pekelman. “São investimentos que serão transformados em novas oportunidades de empregos e desenvolvimento econômico para as pessoas que vivem aqui”.

Pekelman ainda destaca que o setor vive um importante momento de verticalização da sua produção, onde resíduos se tornam subprodutos e dão origem a novos  biocombustíveis. “A exemplo do biogás, biometano e etanol de segunda geração. Importante destacar que essa ampliação do portfólio se dá sem exigir aumento de área para cultivo da cana”.

EM OPERAÇÃO

Fora do montante previsto de investimento para os próximos anos, o Estado já vivencia plena expansão com o início das operações da unidade Neomille, empresa da Cerradinho Bioenergia, que já colocou um total de R$ 1 bilhão no empreendimento. A produtora de bioenergia e coprodutora de subprodutos a partir do milho, concluiu sua unidade em Maracaju.

No período de obras foram empregadas mais de 2 mil pessoas e agora com a entrada em atividade serão gerados 200 empregos diretos e 600 indiretos.Segundo a Cerradinho Bioenergia, a planta tem capacidade de processar 608 mil toneladas de milho, a fábrica já iniciou a produção desde janeiro de 2024 e tem sua inauguração oficial programada para a próxima semana, em 18 de junho.

O grupo investiu R$ 1,08 bilhão na construção da planta de etanol. A nova agroindústria tem capacidade de ofertar ao mercado 266 milhões de litros de etanol, 161 mil toneladas de DDG (farelo de milho) e10 mil toneladas de óleo.

Com capacidade para produzir etanol anidro e hidratado, farelo, óleo bruto de milho e energia, a fábrica já gerou mais de 2,3 mil empregos.

“Por mais que a gente tivesse uma elevada produção de etanol, nós não tínhamos nenhuma configuração de etanol de milho e o Estado sempre foi e ainda é um grande exportador de milho. Então foi uma estratégia de agregação de valor a um produto que até então era exportado”, analisou o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck. 

SUSTENTABILIDADE 

Além de alavancar a economia o segmento atua com responsabilidade ambiental realizando um processo produtivo cada vez mais eficiente nas usinas de bioenergia, cerca de 12,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2.) deixaram de ir para a atmosfera a partir da produção de etanol em MS nas últimas quatro safras da cana-de-açúcar.

O resultado é obtido a partir dos 10,9 bilhões de litros de etanol, de 2020 a 2024, produzidos pelas unidades certificadas no Programa Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). “A sustentabilidade do etanol não está apenas no consumo do biocombustível, que é 90% mais limpo que o concorrente fóssil, ela é do poço à roda [todo o ciclo de vida do combustível]”, finaliza Pekelman.
 

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Economia

Investidores estrangeiros retiram R$ 7,2 Bi da bolsa de valores em junho

Só na quarta-feira foram sacados mais de R$ 3 bilhões, em meio a temores sobre a política fiscal do país

14/06/2024 23h00

A Bolsa brasileira segue perdendo recursos do exterior.

A Bolsa brasileira segue perdendo recursos do exterior. Reprodução

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A Bolsa brasileira segue perdendo recursos do exterior. Apenas na última quarta-feira (12), quando o desconforto fiscal derrubou o Ibovespa e fez o dólar bater R$ 5,40, os investidores estrangeiros sacaram R$ 3,08 bilhões da B3. No acumulado do mês de junho, houve saída de R$ 7,22 bilhões até o dia 12, último dado disponível.

O gatilho para a queda do mercado na quarta foi um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que falou em equilíbrio das contas públicas com um aumento da arrecadação, sem mencionar cortes de gastos, aumentando a desconfiança do mercado sobre o compromisso do governo com o ajuste fiscal.

Além disso, houve a percepção de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estaria enfraquecido dentro do Executivo, em especial após derrotas envolvendo a pauta econômica no Congresso Nacional.

Como resultado, a Bolsa caiu 1,39% e o dólar fechou cotado a R$ 5,405.

saída de recursos estrangeiros da Bolsa na última quarta-feira foi a terceira maior no ano.
O dia de maior sangria de recursos do exterior em 2024 foi 19 de janeiro, quando os estrangeiros retiraram R$ 3,45 bilhões em recursos no mercado secundário da Bolsa brasileira, em meio a reajustes nas expectativas sobre o início de cortes de juros nos Estados Unidos.

Na ocasião, o mercado havia começado o ano com prevendo que a primeira redução nas taxas americanas ocorreria em março, mas dados divulgados ao longo do mês de janeiro adiaram as apostas. Os juros americanos seguem inalterados, e os mais otimistas agora esperam que o primeiro corte ocorra só em setembro.

Outra sessão de sangria ocorreu em 17 de abril, quando os não residentes sacaram R$ 3,31 bilhões da B3 após o governo ter alterado para zero a meta de superávit primário para 2025, pondo em xeque a credibilidade do arcabouço fiscal.

O risco fiscal continua sendo o principal fator para a saída de recursos estrangeiros, que já somam R$ 43,11 bilhões neste ano até o dia 12 de junho.

Após o desconforto fiscal nesta semana, Haddad ganhou afagos de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e se posicionou sobre a agenda de revisão de gastos.

Na quinta (13), o ministro fez uma declaração ao lado da ministra Simone Tebet (Planejamento) depois de uma reunião da equipe econômica na sede da Fazenda. Ele disse que pediu ao grupo um ritmo mais intenso de trabalhos na discussão sobre a agenda de corte de gastos e que o governo construirá um extenso cardápio de alternativas.

"Começamos aqui a discutir 2025, a agenda de gastos. O que a gente pediu foi uma intensificação dos trabalhos, para que até o final de junho nós possamos ter clareza do Orçamento de 2025, estruturalmente bem montado, para passar tranquilidade sobre o endereçamento das questões fiscais do país", afirmou o ministro.

As declarações deram alívio momentâneo ao mercado, fazendo o dólar cair. Nesta sexta, no entanto, a moeda americana voltou a subir ante o real, acompanhando uma tendência global de valorização da divisa.

*Informações da Folhapress 
 

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