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ECONOMIA

Fundo Soberano poderá atuar no câmbio

Fundo Soberano poderá atuar no câmbio

ESTADÃO

11/01/2011 - 01h00
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O governo aumentou ontem a pressão sobre o mercado de câmbio e anunciou que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) poderá atuar no mercado futuro de dólares, também conhecido no jargão econômico como operações de derivativos. É a segunda medida cambial anunciada em menos de duas semanas pelo governo Dilma Rousseff para conter a queda do dólar ante o real.

 

Agora, o governo aponta as baterias para as especulações no mercado futuro, que no Brasil é bem maior do que o mercado à vista de dólar e influencia mais na cotação da moeda americana.

A decisão do Conselho Deliberativo do FSB foi publicada ontem no Diário Oficial da União, mas curiosamente datada de 17 de setembro de 2010. O governo também publicou outras três resoluções antigas sobre o Fundo. Uma delas, de dezembro do ano passado, permite aplicações de recursos do FSB em fundos de investimento no exterior.

A publicação das resoluções agora não significa que o governo vai atuar imediatamente no mercado futuro, mas adiciona mais um fator de risco aos que apostam na valorização do real. A possibilidade de intervenção do FSB no mercado futuro (provavelmente por meio de oferta de chamados contratos de swap cambial reverso) é equivalente a uma compra de dólares.

Desde maio de 2009, o BC não oferta esse tipo de contrato e o Ministério da Fazenda fez várias pressões no ano passado para a volta desses leilões. O BC sempre alegava restrições do Tribunal de Contas da União (TCU) para não atuar mais nesse mercado. Com o FSB atuando como mais um jogador na ponta de compra no segmento futuro, a intenção do governo é elevar o valor da moeda americana e, com isso, preservar competitividade para os produtos nacionais nos mercados externo e interno.

O BC será o operador das compras de dólar nos mercados à vista e futuro para o FSB. O banco já faz essas intervenções por conta própria para a política cambial brasileira. Agora, vai atuar também em nome do FSB, embora ainda não tenha sido anunciado como serão feitas e comunicadas essas intervenções. É provável que o governo queira tornar pública a atuação do FSB - como o BC já faz em suas atuações - para mostrar o seu poderio de intervenção e fomentar o temor nos especuladores.

"Criar ruído". A autorização para o FSB operar no mercado de derivativos, além de acrescentar um comprador potencial no futuro, adiciona incerteza ao mercado de câmbio, desestimulando operações especulativas. À medida que existem mais dúvidas de como o governo vai agir, o mercado fica mais temerário em apostar na alta do real. Com o FSB na ponta contrária do mercado, a ideia, segundo apurou o Estado, é "criar ruído".

Para não dar pistas ao mercado, o governo foi econômico ontem ao explicar as resoluções. Segundo o subsecretário de Planejamento e Estatística do Tesouro Nacional, Cléber de Oliveira, as resoluções permitem a plena operação do FSB. Ele admitiu, no entanto, que ainda não foi assinado o convênio para que o BC possa atuar em nome do FSB no mercado cambial, o que estaria sendo "ultimado". Sobre os motivos de só agora o governo ter dado publicidade a atos antigos, Oliveira respondeu secamente: "É o momento adequado". Ele ressaltou que o fundo é um instrumento adicional, "bastante flexível", para auxiliar o governo na política cambial.

Mantega. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não há risco de perdas dos recursos do FSB com as operações com derivativos. Ele assegurou que o governo tomará os cuidados necessários. "O BC sempre ganhou nas operações com swap cambial", disse Mantega. Segundo ele, o BC ganhou mais do que perdeu com essas operações. O ministro disse ter convicção de que o real não subirá mais. "Temos certeza de que não haverá valorização do real e se o real não valorizar, não vamos perder."  

RELAÇÃO COMERCIAL

China amplia negócios com Mato Grosso do Sul e consome quase 48% da produção local

Com a habilitação de cinco novos frigoríficos, Estado passou a ter 11 plantas exportadoras de carne para o mercado asiático

20/06/2024 08h30

China negócios com Mato Grosso do Sul

China negócios com Mato Grosso do Sul Reproduzido por IA

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A China já era o principal destino de exportação da produção sul-mato-grossense, mas ampliou a participação de 42,4% para 47,8% no intervalo de um ano, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em relação ao montante negociado, a alta foi de 4,7%. De janeiro à maio de 2023 foram negociados R$ 10,213 bilhões (US$ 1,874 bilhão) com o país asiático, já nos cinco meses de 2024 o montante passou a R$ 10,687 bilhões (US$ 1,961 bilhão). 

Já o aumento em quantidade de produtos enviados ao mercado exterior foi expressivo de 23,83% no mesmo período. Nos primeiros cinco meses do ano passado, Mato Grosso do Sul enviou 3,694 milhões de toneladas à China, enquanto no mesmo período de 2024 foram 4,574 milhões de toneladas comercializadas com o país. 

A diversificação dos produtos exportados explica o sucesso das vendas externas neste ano, mesmo em um período de preços das principais commoditties, como a soja, o milho e a carne bovina, em baixa no mercado internacional.

De acordo com o economista do Sindicato Rural de Campo Grande (SRCG), Staney Barbosa Melo, reforça que o aumento nas exportações, ocorreu em razão do preço baixo e do estoque que o produtor montou para aguardar cotações melhores.

“Com isso, os chineses estão aproveitando o momento de preços baixos para aumentarem seus estoques, o que de certa forma contribui para amortecer essa queda nos preços do grão que tanto prejudica o setor”, detalha.

Outro fator que ajudou a ampliar a participação chinesa na balança comercial de Mato Grosso do Sul foi a ampliação da habilitação de plantas frigoríficas aptas a comercializarem carne bovina para o país. Conforme publicado pelo Correio do Estado em março deste ano, a China habilitou 38 novos frigoríficos e entre eles cinco de MS. Com isso, o Estado tem 11 indústrias habilitadas.

O Estado foi o que mais se beneficiou das novas habilitações entre todas as unidades da federação, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, à época.

 “Mato Grosso do Sul antes tinha, do seu rebanho e dos seus frigorificos “sifados”, 11% de capacidade do abate para ser exportado para a China. Isso [porcentual] está passando para 57%. Isso é um incremento gigantesco nas possibilidades de exportação do MS, e por isso também ele foi o Estado que mais cresceu”.

Em 12 de abril, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve em Campo Grande para fazer o envio simbólico da carne bovina ao país asiático e selar a ampliação dos negócios. 

BALANÇA COMERCIAL

Dados da Carta de Conjuntura da Coordenação de Economia e Estatísticas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) apontam que a balança comercial de Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 2,936 bilhões (R$ 16 bilhões) nos cinco primeiros meses deste ano.

Ainda segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 4,104 bilhões de janeiro a maio, redução de 7%, em relação ao mesmo período do ano passado quando foram negociados US$ 4,412 bilhões. 
Apesar de as exportações terem recuado, as importações também diminuiram 13,8%, saindo de US$ 1,354 bilhão no ano passado e totalizando US$ 1,168 bilhão no acumulado de 2024.

Em relação aos principais produtos exportados, a soja apareceu em 1º lugar no ranking, com 27,56% do total comercializado e montante de US$ 1,131 bilhão no ano. O segundo produto da lista foi a celulose, sendo responsável por 15,16% da pauta de exportações e movimentação de US$ 622,242 milhões. 

Com a abertura de novas plantas frigoríficas, a carne bovina já aparece em destaque como terceiro maior no ranking de produtos exportados e com alta de 23,57% no volume negociado. Saindo de US$ 281,220 milhões comercializados em 2023 para US$ 347,501 milhões nos cinco meses deste ano. 

Nas importações, o gás natural destaca-se, compondo 44,47% das importações totais, seguido por adubos (9,28%) e cobre (6,77%).

O titular da Semadesc, Jaime Verruck, analisa que apesar do recuo nas vendas de produtos tradicionais como a soja, o Estado mantém uma estabilidade relativa na balança com outros produtos como a celulose e o minério. 

“Este ano a agricultura teve um forte recuo na produção que se refletiu na balança comercial de produtos. Por outro lado, temos percebido um avanço na agregação de valor a nossas matérias primas e consequentemente o crescimento na venda destes produtos”, destacou.

Saiba

Três Lagoas mantém a liderança como maior município exportador de MS, com 23,06% do total das exportações.  Na sequência aparecem Dourados (8,42%) e Antônio João (5,17%).

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LOTERIA

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 60 milhões

Sorteio será realizado a partir das 20h, no horário de Brasília

20/06/2024 08h15

Foto: Arquivo

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As seis dezenas do concurso 2.739 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio terá a transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 60 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

Quina de São João

As apostas para a Quina de São João, com prêmio estimado em R$ 220 milhões, estão sendo feitas, em qualquer volante da Quina, nas casas lotéricas de todo o país e pelo aplicativo Loterias Caixa e no portal Loterias Caixa. O sorteio do concurso 6.462, será realizado no próximo sábado, dia 22 de junho.

Cada aposta simples custa R$ 2,50. Para jogar, basta marcar de cinco a 15 números dentre os 80 disponíveis no cartão. Quem quiser, também pode deixar para o sistema escolher os números, opção conhecida como Surpresinha. Ganham prêmios os acertadores de dois, três, quatro ou cinco números.

Assim como em todos os concursos especiais das Loterias Caixa, a Quina de São João não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de cinco números, o prêmio será dividido entre os acertadores da 2ª faixa (quatro números) e assim por diante, conforme as regras da modalidade.

Caso apenas um apostador leve o prêmio da Quina de São João e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 1,2 milhão de rendimento no primeiro mês.

A pessoa também tem a opção de realizar apostas em grupo com o Bolão Caixa. Os apostadores da Quina podem preencher o campo próprio no volante ou comprar uma cota dos bolões organizados pelas unidades lotéricas.

A novidade é que agora as cotas de bolão organizadas pelas lotéricas também podem ser adquiridas no portal Loterias Online com tarifa de 35% do valor da cota.

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