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NEGÓCIOS

Fusão foi rescindida indevidamente, diz Embraer sobre acordo com Boeing

Empresa americana alegou que contrato poderia ser rompido se uma das partes não cumprisse determinadas cláusulas
25/04/2020 14:55 - Adriel Mattos


Após a desistência da fusão com a americana Boeing, na sexta-feira (24), a brasileira Embraer acusou a antiga parceira de fazer falsas alegações, rompendo o acordo de forma indevida. Em nota, a empresa brasileira destacou vai tomar todas as medidas cabíveis para tentar reverter a decisão da americana.

“A Embraer acredita firmemente que a Boeing rescindiu indevidamente o Acordo Global da Operação (MTA) e fabricou falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação e pagar à Embraer o preço de compra de U$ 4,2 bilhões”, diz parte do texto. Segundo a companhia brasileira, a Boeing atrasou e violou várias vezes o MTA, por não querer prosseguir com o negócio.

Prossegue a nota alegando também a não conclusão do negócio tem relação com a crise que a empresa americana enfrenta após a crise da aeronave 737 MAX, causada após acidentes aéreos fatais em um espaço de cinco meses entre 2018 e 2019. Especula-se que este seria um dos motivos que a Boeing interrompeu as negociações, já que enfrenta problemas de reputação e financeiros ainda hoje, mais de um ano depois do início da crise.

Por sua vez, a Boeing alegou em nota que poderia romper o contrato até esta sexta-feira (24) e que a empresa brasileira não teria cumprido certas condições do contrato, sem apontar quais seriam. “A Boeing trabalhou diligentemente nos últimos dois anos para concluir a transação com a Embraer. Há vários meses temos mantido negociações produtivas a respeito de condições do contrato que não foram atendidas, mas em última instância, essas negociações não foram bem-sucedidas. O objetivo de todos nós era resolver as pendências até a data de rescisão inicial, o que não aconteceu”, disse Marc Allen, presidente da Boeing para a parceria com a Embraer e operações do Grupo.

A nota da empresa americana afirma que outro acordo, sobre a comercialização e manutenção conjunta da aeronave militar C-390 Millenium, será mantido.  

O acordo entre Embraer e Boeing foi assinado em julho de 2019, no qual a empresa americana ficaria com 80% da propriedade da empresa formada pela fusão entre as duas, enquanto a Embrear ficaria com os 20% restantes. Pelo negócio, a brasileira receberia R$ 4,2 bilhões.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...