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ECONOMIA

Gasolina aumenta R$ 0,35 em um mês na Capital

Mesmo com queda nas vendas, o litro pode custar até R$ 4,39
25/07/2020 09:30 - Súzan Benites


O preço da gasolina continua subindo em Campo Grande, mesmo diante da redução nas vendas pelos postos de combustíveis. Nesta sexta-feira (24), o litro da gasolina comercializado à vista chegou a R$ 4,39, conforme pesquisa do Correio do Estado

Quando considerado o preço a prazo, o litro do combustível chega a custar R$ 4,49. Em junho, o litro da gasolina era comercializado em média por R$ 3,88, enquanto nesta semana a média é de R$ 4,23 – ou seja, R$ 0,35 a mais.

Conforme pesquisa da reportagem do Correio do Estado, nesta sexta-feira o litro da gasolina variou entre R$ 4,13 e R$ 4,39 em Campo Grande, média de R$ 4,23. Em junho, o litro do combustível variava entre o mínimo de R$ 3,78 e o máximo de R$ 3,99, preço médio de R$ 3,88. 

O último aumento nos preços nas refinarias foi registrado no dia 17 de julho, quando a Petrobras anunciou reajuste de 4% para a gasolina e do diesel em 6%. Desde o início de maio, a gasolina sofreu nove aumentos nas refinarias. 

De acordo com o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, a alta nos valores é reflexo dos reajustes anteriores. “Como não houve aumento essa semana, é apenas o reflexo dos aumentos do início do mês que agora estão refletindo nas bombas”, explicou ao Correio do Estado.

O representante dos postos de combustíveis informou que as vendas para o setor estavam em recuperação, mas, com a adoção de medidas mais restritivas na Capital para conter o avanço dos casos do novo coronavírus (Covid-19), voltaram a cair. 

“As vendas estão estagnadas; tinham crescido um pouco, mas, com o toque de recolher e o fechamento do comércio nos finais de semana, voltaram a cair”, ressaltou Lazarotto.

Ainda conforme pesquisa da reportagem, o litro do diesel S10 também aumentou 35 centavos. Nesta semana, o litro foi comercializado em média por R$ 3,45, variando entre R$ 3,34 a R$ 3,69 em Campo Grande. 

No mês de junho, os preços iam de R$ 2,99 a R$ 3,19, média de R$ 3,10. Já o litro do diesel comum apresenta o preço médio de R$ 3,43 (contra R$ 3,06 no mês anterior), com preço mínimo de R$ 3,29 e máximo de R$ 3,59.

O etanol ficou cotado na média de R$ 3,04, indo do mínimo de R$ 2,93 ao máximo de R$ 3,09. No mês imediatamente anterior, o custo médio do litro do biocombustível era de R$ 2,95, indo de R$ 2,78 a R$ 2,99.

A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) informou que prepara uma nova frente para fiscalizar a cobrança de preços abusivos. “Iremos fiscalizar, sim, principalmente o etanol. Já fizemos a reunião interna e iremos agir”, destacou o superintendente Marcelo Salomão, que disse ainda que não há data definida para o início dos trabalhos.

ESTADO

Em Mato Grosso do Sul, o aumento médio da gasolina foi de R$ 0,23 em um mês. Levantamento realizado semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontou que o preço médio do litro da gasolina em Mato Grosso do Sul entre os dias 7 a 13 de junho foi de R$ 3,96, variando entre o mínimo de R$ 3,74 e o máximo de R$ 4,50. Já na semana compreendida entre 12 e 18 de julho, o preço médio foi de R$ 4,19, indo de R$ 4,03 a R$ 4,69.

Conforme os dados da agência, a última vez em que o preço médio do combustível foi comercializado acima de R$ 4,15 foi na semana entre 29 de março e 4 de abril, quando a média no Estado era de R$ 4,43. 

Medidas de isolamento social foram implantadas em Mato Grosso do Sul nos últimos dias do mês de março. Em Campo Grande, foram fechados comércios, escolas e muitas empresas adotaram teletrabalho. 

O distanciamento mais rígido foi mantido por cerca de 20 dias; no período, os donos de postos alegaram queda de 70% nas vendas. A grande oferta e a baixa procura impactaram na redução dos preços de combustíveis no período.

 
 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...