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ENERGIA ELÉTRICA

Conta de luz deve cair 1% com desligamento de térmicas

Redução será possível por conta da melhora na situação dos reservatórios
11/08/2015 14:41 - AGÊNCIA BRASIL


 

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que estima uma queda de cerca de 15% no valor da tarifa extra da chamada bandeira vermelha, provocada pelo desligamento de usinas térmicas, cuja geração é mais cara.

O impacto no valor final da conta de luz do consumidor será próximo de 1%.

As bandeiras amarela e vermelha são tarifas pagas a mais pelos consumidores quando há nível elevado de geração de energia por termelétricas. Como o custo de gerar por térmicas (média acima de R$ 400 por Megawatt/hora) é maior que o de gerar por hidrelétricas (média abaixo de R$ 100 por Megawatt/hora), o consumidor paga a diferença.

Caso não houvesse uso de térmicas, ou se ele fosse pequeno, a bandeira seria verde, sem aumento de custo para o consumidor.

Na semana passada, o governo mandou desligar 21 térmicas que geravam energia mais cara, acima de R$ 600 por Megawatt-hora (MWh). Com isso, haverá uma redução do custo estimado com térmicas de R$ 5,5 bilhões até o fim do ano.

Por causa do custo a menos, o governo imagina que o valor dessa tarifa extra, que desde abril é de R$ 5,50 a cada 100 kilowatt-hora (kWh) consumidos, caia para algo próximo de R$ 4,50.

Não haverá mudanças na tarifa normal cobrada dos consumidores, o que faz com que, em média, o valor total das contas de energia devam se reduzir em algo próximo de 1%.

Em fevereiro, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) havia aumentado em 83% a tarifa extra na bandeira vermelha, que passou de R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 kilowatt-hora (kWh) consumidos.

Segundo Braga, a redução do valor da bandeira deverá ocorrer a partir de setembro, após uma audiência pública que será conduzida pela Aneel este mês.

Contudo, ainda não é possível rebaixar o custo para a bandeira amarela -em que o aumento é de R$ 2,50 a cada 100 kWh consumidos- por não haver segurança sobre o regime de chuvas.

"Estamos em pleno período seco. Apesar de todo o esforço de recuperação dos nossos reservatórios, não temos ainda segurança [para colocar na bandeira amarela]. Esse é um primeiro passo de um ciclo de redução de tarifa", disse Braga.

Perguntado se as constantes mudanças no valor da bandeira causariam insegurança para consumidores e produtores de energia, Braga respondeu que o espírito da bandeira é evitar que os aumentos aconteçam apenas nas revisões tarifárias anuais.

"A bandeira cria essa flexibilidade de não carregar [o custo para] o consumidor ao longo do ciclo tarifário. Não é justo que o consumidor continue sendo onerado por um custo que já não está mais acontecendo".

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!