Clique aqui e acompanhe o resultado das Eleições 2020

ECONOMIA

Guedes: prorrogação do auxílio se houver 2ª onda não é possibilidade, é certeza

Segundo o ministro medida é prevista pela equipe econômica como uma contingência
12/11/2020 14:29 - Estadão Conteúdo


O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo prorrogará o auxílio emergencial, caso haja uma segunda onda da pandemia do coronavírus no Brasil. "Prorrogação do auxílio emergencial se houver segunda onda não é possibilidade, é certeza. 

Se houver segunda onda da pandemia, o Brasil reagirá como da primeira vez. Vamos decretar estado de calamidade pública e vamos recriar auxílio emergencial", afirmou.

Segundo o ministro, essa não é a expectativa, mas é previsto pela equipe econômica como uma contingência.

"O plano A para o auxílio emergencial é acabar em 31 dezembro e voltar para o Bolsa Família. A pandemia descendo, o auxílio emergencial vai descendo junto. A renovação do auxílio emergencial não é nossa hipótese de trabalho, é contingência", completou.

Em evento virtual organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Guedes disse que, se for necessária a prorrogação, a ideia é que o país gaste menos do que no primeiro enfrentamento da pandemia. 

"Ao invés de gastar 10% do PIB, talvez gastemos 4%", completou. "O Brasil vai furar as duas ondas, estamos saindo do lado de lá".

Guedes voltou a dizer que o plano da equipe econômica era que o auxílio emergencial "aterrissasse" no Bolsa Família ou Renda Brasil, o que ainda está em estudo. 

"Politicamente, o programa Renda Brasil não foi considerado satisfatório pelo presidente. No meio da eleição, não era hora de ter essa discussão", completou.

O ministro afirmou que o valor do auxílio emergencial, que foi inicialmente de R$ 600, ficou acima do que ele esperava, que era de até R$ 400. 

Para Guedes, os R$ 600 podem ter sido um "exagero", mas ele disse não se arrepender porque o benefício foi importante para a reação da economia.

Ameaça de 'caos social'

Guedes disse também que o Brasil passou por uma ameaça de "caos social", que não ocorreu porque não houve desabastecimento de produtos nas prateleiras dos supermercados. 

"Brasil resistiu porque o campo seguiu produzindo e rede de supermercados manteve a população abastecida nesse período. As redes de supermercados mantiveram a economia em funcionamento", afirmou.

O ministro voltou a dizer que a economia está voltando com força "como um urso que estava hibernando".

Ele afirmou que a arrecadação de impostos neste mês está "extraordinária", assim como outros indicadores antecedentes. 

"Mesmo sendo otimista, me surpreendeu a velocidade com que a economia brasileira está voltando", completou.

 
 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!