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FINANCIAMENTO

Economistas indicam cuidados ao contratar empréstimo com imóvel como garantia

Modalidade de financiamento cresceu 10%; linha relançada pela Caixa começa a operar nesta segunda-feira
03/08/2020 08:00 - Súzan Benites


A Caixa Econômica Federal relançou a operação de crédito para pessoas físicas com imóvel como garantia. O empréstimo não precisa ter destinação específica e é válido para imóveis comerciais ou pessoais. Economistas ouvidos pelo Correio do Estado explicam quais os cuidados ao contratar este tipo de financiamento.  

De acordo com a Caixa, a linha denominada Real Fácil Caixa, tem como principal vantagem a taxa de juros reduzida em comparação a outras modalidades de crédito pessoal. Chamada de ‘home equity’ a modalidade permite a redução nas taxas juros de crédito pessoal. Embora exista há bastante tempo, o home equity tem um estoque de cerca de R$ 11 bilhões, mercado em que a Caixa detém R$ 3,5 bilhões, conforme informou o presidente do banco, Pedro Guimarães.  A ideia do banco é multiplicar por dez sua carteira no setor, para cerca de R$ 40 bilhões.

Dados Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), apontam que com a taxa Selic a 2,25% ao ano, o número de contratos de empréstimos de crédito com garantia de imóveis (CGI) cresceu 10% neste ano. Economistas, no entanto, alertam para os cuidados ao contratar este tipo de financiamento.  

Para o economista Marcio Coutinho, como o brasileiro sonha com a sua casa própria, a partir do momento que a pessoa tenha sua casa é importante preservá-la. “Quando você se dispõe  a colocar o imóvel como garantia é preciso prestar atenção no que está fazendo, porque você corre o risco de perder esse imóvel. É importante verificar como vai ficar o comprometimento da renda com esse tipo de financiamento, normalmente um financiamento com garantia como hipoteca tem a característica de ser de longo prazo, então a pessoa que vai tomar esse dinheiro tem que pensar com um prazo maior, não só daqui a dois meses. Prestar atenção no risco da situação”.  

Coutinho ainda alerta, que só vale a pena investir nesta modalidade, caso amortize as condições sejam melhores que de uma dívida já adquirida. “Eu entendo que vale a pena quando a pessoa quer trocar o seu passivo, ela tem uma dívida e quer trocar por uma dívida mais barata, para adequar a sua capacidade de pagamento. Quanto maior o prazo que você vai ter significa que as prestações serão mais baixas e vai caber dentro do orçamento. Prestar atenção no custo do dinheiro e se de uma maneira geral vai te comprometer, se o orçamento vai ficar muito apertado”, alertou o economista.

TAXAS

No crédito oferecido pela Caixa, a partir de segunda-feira (3), o cliente pode optar pela forma de atualização do empréstimo, que poderá ser pela Taxa de Referência (TR) com taxa a partir de 0,7% ao mês num prazo de até 15 anos com até 60% do valor do imóvel; o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) taxa a partir de 0,6% ao mês num prazo de até 15 anos com garantia de até 50% do valor do imóvel; ou Taxa Fixa a partir de 0,8% ao mês num prazo de até 15 anos com até 60% do valor do imóvel. O sistema de amortização também fica a critério do cliente, que pode escolher entre Sistema de Amortização Constante (SAC) ou Sistema Francês de Amortização (Price).  

Segundo a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias, a primeira coisa é se perguntar é se a parcela para pegar um crédito pessoal cabe no bolso. “Geralmente a recomendação é que não se comprometa mais que 30% da renda. Justamente para quando houver algum tipo de empecilho, a pessoa não ficar apertada. Então passa a existir essa facilitação, mas precisa ter esse cuidado, a gente precisa prezar por esse equilíbrio orçamentário. Acaba sendo uma facilidade a mais de crédito, porque uma das principais dificuldades que tanto as pessoas quanto os empresários tinham de acesso ao crédito era a garantia. ”, disse.  

SEGUNDA FASE

O Banco Central anunciou recentemente novas regras que permitem ao cliente contratar operação de crédito oferecendo como garantia imóvel que já esteja alienado fiduciariamente a uma operação de crédito junto à instituição financeira, por meio de compartilhamento.

De acordo com a Caixa, para se manter líder do mercado de crédito imobiliário e atenta a esses movimentos, lançará na segunda fase do Real Fácil Caixa condições que contemplarão a aceitação de imóvel com ônus como garantia de novas operações, de acordo com as novas regras anunciadas pelo regulador.

DICAS DOS ECONOMISTAS:

  • O consumidor precisa fazer contas: se cabe no bolso, comparar taxas de juros e negociar essas taxas de juros.
  •  É importante ter um plano B, se diante de alguma dificuldade não conseguir pagar a parcela, renegociar a dívida novamente.
  • Se possível comece a ter uma poupança, mesmo que seja com valores pequenos para subsidiar em momentos difíceis.
  • Analisar todos os riscos que envolvem a contratação do empréstimo.
  • Só dê o imóvel como garantia se realmente compensar, se não, preserve o bem.
 
 

Felpuda


Os bastidores fervem com a ciumeira que vem acontecendo em alguns municípios, onde determinados candidatos estariam sendo mais prestigiados que outros depois das alianças que foram formalizadas nas convenções. As queixas só aumentam, e as lideranças partidárias já não sabem o que fazer, temendo a possibilidade de que a vitória vá para o ralo. A bronca maior está entre integrantes das chapas puras de vereadores que se coligaram na majoritária. E salve-se quem puder!