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junho

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Índice que reajusta aluguéis tem deflação

Índice que reajusta aluguéis tem deflação

AGÊNCIA BRASIL

09/06/2011 - 08h53
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O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve queda de 0,09% na primeira prévia de junho. O resultado é inferior ao observado no mesmo período do mês anterior, quando houve alta de 0,70%. No ano, o indicador, usado como referência para reajustes de contratos de aluguel, acumula elevação de 3,24% e, nos últimos 12 meses, de 8,75%. Os dados foram divulgados hoje (9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu de 0,60% para –0,53%. Ficaram mais baratos os alimentos in natura (de 4,20% para -3,95%) e os materiais e componentes para a manufatura (de 0,83% para -0,85%). Também pesaram menos no bolso do consumidor entre um mês e outro alguns itens do grupo matérias-primas brutas, como a cana-de-açúcar (de 14,16% para -3,81%), aves (de -2,07% para -7,54%) e bovinos (de -0,79% para -2,59%). O IPA responde por 60% da taxa global.

Também houve queda no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que corresponde a 30% do IGP-M e passou de 0,87% para –0,18%. Todas as sete classes de despesa componentes do índice registraram decréscimos em suas taxas de variação. A principal contribuição para o recuo da taxa partiu do grupo alimentação (de 0,75% para -0,82%), com destaque para hortaliças e legumes (de 4,26% para -3,73%), frutas (de -1,45% para -1,42%), laticínios (de 2,18% para 0,98%) e pescados frescos (de -0,46% para -3,66%).

Também ficaram mais baratos ou subiram com menos intensidade os preços de transportes (de 1,78% para -1,11%), vestuário (de 1,91% para 0,54%), saúde e cuidados pessoais (de 1,29% para 0,45%), despesas diversas (de 0,48% para 0,07%), educação, leitura e recreação (de 0,38% para 0,16%) e habitação (de 0,51% para 0,36%).

Último componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) foi o único a subir na primeira prévia de junho, tendo passado de 0,94% para 2,97%. Houve aumento no índice relativo a materiais, equipamentos e serviços, que passou de 0,36% para 0,45%; e no custo da mão de obra (de 1,55% para 5,54%). O INCC é responsável por 10% da taxa global.

Para calcular a primeira prévia do IGP-M de junho, a FGV coletou preços entre os dias 21 e 31 de maio.

Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

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O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

Balanço

Planejamento: Resultado do PIB corroborou melhoria gradativa de expectativas ao longo do ano

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022

01/03/2024 17h00

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. Agência Brasil

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O resultado do PIB em 2023, que registrou avanço de 2,9%, corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano, de acordo com o boletim Indicadores Econômicos divulgado nesta sexta-feira, 1º, pelo Ministério do Planejamento.

"O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo", disse a Pasta.

A nota destaca que o desempenho de 2023 é o terceiro ano de crescimento consecutivo após a pandemia da covid-19. " Em 2024, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% (o chamado carrego estatístico)", diz o boletim.

A Pasta mencionou a alta de 15,1% da agropecuária, diante do crescimento da produção em várias culturas e ganhos de produtividade no setor, com avanço em várias culturas e ganhos de produtividade.

"Na ótica da demanda, chama a atenção a elevação do Consumo das Famílias (3,1%) - diante da elevação na massa salarial real, arrefecimento da inflação e programas governamentais de transferência de renda, do Consumo do Governo (1,7%) e das Exportações (9,1%)", descreve.

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. A taxa de investimento, em relação ao PIB, foi de 16,5% ante 17,8% em 2022 Já a taxa de poupança, que financia o investimento, foi de 15,4% em 2023 ante 15,8% em 2022.

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022.

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